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	<title>Geocaching@PT</title>
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	<lastBuildDate>Mon, 26 Jul 2010 12:20:35 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Expedição &#8220;Chouriços, Alheiras e sapatos &#8220;Michael Phelps&#8221; na Linha do Douro&#8221;</title>
		<link>http://geocaching-pt.net/expedicao-chouricos-alheiras-e-sapatos-michael-phelps-na-linha-do-douro-2</link>
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		<pubDate>Mon, 26 Jul 2010 12:08:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bringer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Histórias na busca]]></category>

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		<description><![CDATA[<p><em><a href="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/fds01-02maio20100020.jpg"><img height="166" alt="FDS01-02MAIO20100020" src="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/fds01-02maio20100020-small.jpg" width="240" align="left" /></a>A serenidade do rio, conjugada com as cores primaveris das margens convidavam à contemplação e reflexão enquanto caminhava. Ora umas vezes em silêncio, ora outras em alegre galhofa, assim se completaram os intermináveis quilómetros que nos separavam da estação de Almendra.<br />
Estação que muito ficaram felizes por ver, pois continha a promessa de água fresca, algo que já tinha acabado em alguns "cantis" há muito tempo.</em><p></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong># 1000!!!</strong></p>
<p>(<a title="Log - parte 1/3" href="http://www.geocaching.com/seek/log.aspx?LUID=c6ec85a6-866a-492a-af0b-dc5164644bbe">Log &#8211; parte 1/3</a>)</p>
<p><img height="315" alt="IMG 4401" src="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/img_4401-1.jpg" width="240" align="left" /></p>
<p>Bem, é verdade que já há algum tempo que tenho vindo a adiar este log, pois adivinha-se complicado. Como iniciar um log que uma cache tão especial como esta, que foi simultâneamente a minha milésima, serviu para comemorar o 1º ano sem fumo do Trevas, a caminhada mais longa que já fiz e uma aventura do caneco na companhia destes &#8220;granda malucos&#8221;? Começar pelo princípio? E qual foi o princípio? Princípio do quê?</p>
<p>Isto está a ser difícil. A verdade é que já apaguei esta linha três vezes e não há meio de me decidir. Vamos lá ver se é desta!</p>
<p>Desde que esta cache foi publicada que andava de olho nela. Afinal de contas, quem não andava? Só os relatos do pessoal que se aventurava pelos caminhos de ferro abandonados nas margens do Douro eram de fazer inveja e mais desconsolado fiquei quando finalmente me estenderam o convite e, azar dos azares, factores externos impediram-me de o aceitar. Talvez tenha sido melhor assim. Penso que esta cache estaria destinada a desígnios maiores e acho que não me enganei. De facto esta é uma daquelas que tem um sabor melhor ainda quando serve o propósito de celebrar algo.</p>
<p>Tudo começou há umas semanas atrás quando o Miguel lançou a ideia aos expedicionários de virmos até esta cache com o propósito de celebrar o seu primeiro ano sem fumo. Desta vez eu não iria desperdiçar tal proposta e disse claramente que cá estaria. Além disso tinha o aliciante de me faltarem poucas caches para as 1000 e assim juntava o agradável ao&#8230; agradável! <img alt="[:D]" hspace="0" src="http://www.geocaching.com/images/icons/icon_smile_big.gif" align="baseline" border="0" /></p>
<p>O problema é que uns meros três ou quatro dias antes da grande caminhada tive a desagradável surpresa de uma unha do dedão grande do pé encravar e inflamar, o que me causava bastantes dores ao andar. Ainda assim prometi a mim mesmo que não ia desistir da caminhada&#8230; simplesmente não podia sofrer tão grande desilusão! Por isso gastei uns 80€ só em produtos para atacar de 1001 maneiras diferentes a maldita unha. A verdade é que foi resultando, pois no dia anterior já não me doia tanto.</p>
<p>Abalei então rumo a Norte na companhia dos MitoriGeikos (&#8230;e não só <img alt="[:)]" hspace="0" src="http://www.geocaching.com/images/icons/icon_smile.gif" align="baseline" border="0" />). Partida um pouco atribulada pois quando já íamos na 2ª circular é que me lembrei que tinha deixado o PDA em casa e o Zé teve a gentileza e paciência de voltar atrás. A verdade é que não me tinha esquecido dele&#8230; simplesmente tinham-mo roubado sem dar por isso<img alt="[xx(]" hspace="0" src="http://www.geocaching.com/images/icons/icon_smile_dead.gif" align="baseline" border="0" />. Regressámos pois em direcção a Norte, com algumas paragens pelo caminho para procurar caches, largar gatos e mães, procurar caches, comer leitões e&#8230; procurar mais caches! Já era mais ou menos 4 da manhã quando finalmente chegámos à pousada de juventude de Vila Nova de Foz Côa, o que nos dava cerca de 3 míseras horas para tentar dormir alguma coisa antes de nos juntarmos ao restante grupo e lançarmo-nos à aventura ao amanhecer.</p>
<p>(<a title="Log - parte 2/3" href="http://www.geocaching.com/seek/log.aspx?LUID=fd2f99df-93a9-457a-8eab-03f7d3506ee1">Log &#8211; parte 2/3</a>)</p>
<p><img height="402" alt="IMG 4388" src="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/img_4388.jpg" width="450" align="left" />O dia amanheceu mais depressa do que aquilo que eu esperava. Não pareceram 3 horas de sono, foram mais uns 5 minutos&#8230; Mas era dia de Geocaching à séria, e nesses dias sair da cama é um prazer e o corpo parece cheio de energia mesmo que os ossinhos estejam todos partidos! Em menos de nada estávamos a caminho do Pocinho, onde ainda ficámos bem uma hora à espera do restante pessoal, tempo bem aproveitado para um pequeno almoço reforçado e para preparar todas as tralhas e sandochas para o longo caminho que se avizinhava. Calcei as sandálias para poupar a unha aleijada e guardei os ténis numa bolsa exterior da mochila, caso fossem mais tarde necessários para transpor terreno difícil, decisão que mais tarde se veio a revelar&#8230; cómica&#8230;<img alt="[:P]" hspace="0" src="http://www.geocaching.com/images/icons/icon_smile_tongue.gif" align="baseline" border="0" /></p>
<p>Finalmente por volta das 8 e tal da manhã os restantes malucos chegaram e após os cumprimentos, apresentações e afins, iniciámos por fim a tão esperada caminhada em direcção a Barca D&#8217;Alva.<br />
Os primeiros 2 quilómetros afiguraram-se fáceis, o pior começou quando chegámos mesmo à parte abandonada da linha. Habituarmo-nos ao terreno e aos travessões irregulares não foi feito de forma imediata, mas após mais outros 2 ou 3 quilómetros já andávamos a bom ritmo, animados pelas conversas e pela curiosidade sobre aquelas marcas pintadas na parede de forma sequêncial. A paisagem gradualmente tornava-se mais &#8220;selvagem&#8221;, com altas escarpas dos dois lados do rio, o que tornava o ambiente algo sombrio.</p>
<p align="center"><a href="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/img_4399.jpg"><img height="178" alt="IMG 4399" src="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/img_4399-small.jpg" width="235" /></a><a href="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/img_4402.jpg"><img height="178" alt="IMG 4402" src="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/img_4402-small.jpg" /></a><a href="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/img_4403.jpg"><img height="178" alt="IMG 4403" src="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/img_4403-small.jpg" /></a><a href="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/img_4406.jpg"><img height="178" alt="IMG 4406" src="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/img_4406-small.jpg" /></a><a href="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/img_4418.jpg"><img height="178" alt="IMG 4418" src="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/img_4418-small.jpg" /></a><a href="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/img_4420.jpg"><img height="178" alt="IMG 4420" src="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/img_4420-small.jpg" /></a><a href="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/img_4427.jpg"><img height="178" alt="IMG 4427" src="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/img_4427-small.jpg" /></a><a href="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/img_4439.jpg"><img height="178" alt="IMG 4439" src="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/img_4439-small.jpg" width="235" /></a></p>
<p><img height="415" alt="CostaLamas047" src="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/costalamas047.jpg" width="450" align="left" />Os primeiros 10 quilómetros até à estação de Foz Côa pareceram-me uma eternidade, mas a verdade é que só tinham passado cerca de 2 horas. Aproveitei a sombra de uma das paredes da estação para fazer uma pequena paragem de &#8220;recauchutagem&#8221;, situação que se tornou propícia a uma sessão de fotos com títulos do género &#8220;guerra química&#8221;<img alt="[:D]" hspace="0" src="http://www.geocaching.com/images/icons/icon_smile_big.gif" align="baseline" border="0" />.</p>
<p>
A situação caricata do dia e que originou parte do título desta expedição aconteceu poucos metros à frente, quando iniciei a travessia da primeira ponte do percurso. Tinha atravessado os primeiros 5 ou 6 metros quando ouvi um &#8220;plof&#8221; de algo a cair lá em baixo no rio, junto a mim. <a href="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/img_4465.jpg"><img height="247" alt="IMG 4465" src="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/img_4465-small.jpg" width="225" align="right" /></a>Quando me virei para trás e me preparava para perguntar quem era o engraçadinho que andava a atirar pedras é que reparei que não vinha lá ninguém. Nesse momento olhei através dos travessões da ponte e vi lá em baixo qualquer coisa a flutuar no rio: era um sapato&#8230; <strong>O MEU SAPATO</strong>!!!!<img alt="[:P]" hspace="0" src="http://www.geocaching.com/images/icons/icon_smile_tongue.gif" align="baseline" border="0" /></p>
<p>&nbsp;</p>
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<p>(<a title="Log - parte 3/3" href="http://www.geocaching.com/seek/log.aspx?LUID=42e2bffb-6704-4a9e-9f47-c6c6c7b7697f">Log parte 3/3</a>)</p>
<p>Obviamente não deu para recuperar e a única coisa que pude fazer foi observa-lo a afastar-se calmamente pelo rio enquanto escutava as gargalhadas do pessoal que se apercebeu da situação. Pelo menos fico contente por saber que dei um contributo para a boa disposição. Só com um ténis não tive outro remédio senão fazer o resto da expedição apenas de sandálias, o que até se veio a revelar bastante confortável!<a href="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/img_4485.jpg"><img height="178" alt="IMG 4485" src="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/img_4485-small.jpg" width="235" align="left" /></a></p>
<p>Mais à frente o pessoal começou a queixar-se de fome e de calor, fazendo uma pequena paragem por debaixo de uns eucaliptos.<a href="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/img_4491.jpg"><img height="178" alt="IMG 4491" src="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/img_4491-small.jpg" width="235" align="right" /></a> Eu nessa altura seguia um pouco mais adiante com o Costa e parámos umas poucas dezenas metros depois do restante grupo, debaixo de umas rochas. Foi engraçado escutar as conversas do pessoal a perguntar por nós, sem se aperceber que nós os conseguiamos escutar.<br />
A paragem foi curta, já que o Manuel prometeu que lá mais para a frente faríamos uma mais prolongada num túnel fresquinho, antes da estação de Castelo Melhor.</p>
<p>O prometido foi cumprido e um minutos mais tarde estávamos nós sentados à sombra a comer sandochas, enchidos e bolos, antes mesmo de nós enchermos de protector solar, sob os comentários trocistas de alguns, que mais tarde se vieram a arrepender <img alt="[:D]" hspace="0" src="http://www.geocaching.com/images/icons/icon_smile_big.gif" align="baseline" border="0" />.<a href="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/img_4495.jpg"><img height="178" alt="IMG 4495" src="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/img_4495-small.jpg" width="235" align="right" /></a><br />
Desta vez custou um pouco mais a levantar para mais uma etapa, mas o que tem de ser tem muita força e metemos de novo pés ao caminho.</p>
<p>A serenidade do rio, conjugada com as cores primaveris das margens convidavam à contemplação e reflexão enquanto caminhava. Ora umas vezes em silêncio, ora outras em alegre galhofa, assim se completaram os intermináveis quilómetros que nos separavam da estação de Almendra.<br />
Estação que muito ficaram felizes por ver, pois continha a promessa de água fresca, algo que já tinha acabado em alguns &#8220;cantis&#8221; há muito tempo. Eu cá fiquei mais feliz por finalmente poder estender-me sob a sombra das paredes da estação e descansar um bocado as pernas.</p>
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<p align="center"><a href="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/img_4516.jpg"><img height="178" alt="IMG 4516" src="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/img_4516-small.jpg" width="235" /></a><a href="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/img_4518.jpg"><img height="178" alt="IMG 4518" src="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/img_4518-small.jpg" width="235" /></a><a href="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/img_4523.jpg"><img height="178" alt="IMG 4523" src="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/img_4523-small.jpg" width="235" /></a></p>
<p align="center"><a href="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/img_4550-1.jpg"><img height="178" alt="IMG 4550" src="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/img_4550-1-small.jpg" width="235" /></a><a href="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/img_4560.jpg"><img height="178" alt="IMG 4560" src="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/img_4560-small.jpg" /></a></p>
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<p>Já começava a cheirar a cache, não aquele &#8220;aperitivo&#8221; que por ali se encontrava, mas este prémio maior! Foi com redobrado vigor que percorremos a distância que nos separava desta cache. Já junto às coordenadas finais não foi nada fácil de decidir onde procurar ou como abordar a procurar, mas o esforço acabou por recompensar!<br />
Finalmente após algumas manobras mais ou menos radicais e muito suor conseguimos chegar ao esconderijo dela e resgatá-la. Um verdadeiro espectáculo! Foi sem dúvida um momento especial que irá ficar vivo na minha memória!<a href="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/img_5645.jpg"><img height="340" alt="IMG 5645" src="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/img_5645-small.jpg" width="450" align="left" /></a></p>
<p>Mas esta é daquelas caches que transcende o simples caixotinho. A caminhada ainda não tinha acabado e posso dizê-lo com toda a certeza que, apesar de sabermos que Barca D&#8217;Alva era &#8220;já ali ao virar da esquina&#8221;, os últimos quilómetros foram os mais custosos. A certa altura também já não levantava os pés, de tão dorido que estava das articulações.<br />
A determinada altura, já pertinho, pertinho de Barca D&#8217;Alva parece que morri e fui para o paraíso. Só que não havia 72 virgens, só duas cozinheiras que distribuiam alheiras e águinha fresquinha <img alt="[:D]" hspace="0" src="http://www.geocaching.com/images/icons/icon_smile_big.gif" align="baseline" border="0" />!<br />
A Silvana e a Elena tiveram a gentileza de nos prepararem uma agradável surpresa à beira da linha. E que bem que soube! Muito obrigado! A elas juntaram-se o Almeidara e o Drager que também andavam por ali perto.</p>
<p>O final era já ali! O ultimo quilómetro e pouco foi feito descontraídamente, acompanhado por um misto de alívio e aquela satisfação tremenda de quem conseguiu cumprir um objectivo há muito esperado. Aventuras destas não dão para explicar, só mesmo para viver! Podia escrever muitas mais palavras, mas tenho a certeza que ficariam sempre aquém das minhas recordações.</p>
<p>Muito obrigado a todos os que me acompanharam nesta caminhada e principalmente a todos os que fizeram e fazem parte dos outros 999 momentos inesquecíveis!</p>
<p align="center"><a href="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/fds01-02maio20100044.jpg"><img height="305" alt="FDS01-02MAIO20100044" src="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/fds01-02maio20100044-small.jpg" width="450" /></a></p>
<p>Foram poucos mas bons!</p>
<p>Ah, e parabéns ao Manuel e ao Cláudio por terem criado esta bela cache!</p>
<p>Bringer, MAntunes, MitoriGeikos, MightyReek, Lamas, MCA, Bargão_Henriques, aplicada, mtrevas, BTRodrigues &amp; Natacha, Segitários e Rajadas</p>
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		<title>A minha primeira vez &#8211; Canyoning</title>
		<link>http://geocaching-pt.net/a-minha-primeira-vez-canyoning</link>
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		<pubDate>Mon, 19 Jul 2010 13:06:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>MAntunes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Histórias na busca]]></category>

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		<description><![CDATA[<p><img height="100" alt="image007" src="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/image007-1.jpg" align="left" /></p>
<p>"o Rio Escondido permitiu algumas <a title="Apneia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Apneia" target="_blank">apneias</a>, passagem por túneis semi-submersos, onde apenas a cabeça tinha espaço fora de água, grutas com água, entradas em buracos nas rochas juntamente com a água para depois ficarmos dentro de um "balão de ar" com a água a cair em redor de nós numa espécie de cortina que nos envolvia. Um conjunto de situações extremamente agradáveis e de comunhão com o rio e a água."</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O geocaching já me trouxe inúmeras situações e experiências novas que de outra forma, provavelmente, não passaria por elas. No fim-de-semana de 3 e 4 de Julho foi a vez de me estrear no canyoning.</p>
<p>O canyoning, segundo a definição no site da empresa que conduziu a actividade, a <a title="Trilhos" href="http://www.trilhos.pt" target="_blank">www.trilhos.pt</a>, trata-se de <em>&#8220;seguir o curso de água, ultrapassando cascatas, ressaltos, escorregas e lagoas cristalinas, descobrindo um mundo insólito e completamente selvagem.&#8221;</em></p>
<p>Começou-se no Sábado com a descida do Rio Escondido (a Sul da Albufeira de Vilarinho das Furnas, no Gerês) e constituiu basicamente em progredir por onde a água corre; se a água salta, nós saltamos, se a água se enfia por debaixo de enorme penedos e desaparece debaixo deles, nós enfiamo-nos por onde a água entra e vamos com ela.</p>
<p>Primeiro passo, junto a uma ponte romana, foi vestir os fatos de neoprene e capacete. Os fatos eram de espessura de 5mm e senti-me como se estivesse a vestir uma pele de morsa tal a sensação de protecção que tive.</p>
<p align="center"><img height="339" alt="image001" src="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/image001-31.jpg" width="450" /></p>
<p align="center"><img height="339" alt="image002" src="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/image002.jpg" width="450" /></p>
<p>Depois foi o início do percurso, rio abaixo, com um poço algo extenso e oportunidade para os primeiros saltos para a água. Passámos por situações verdadeiramente incomuns e agradáveis ao seguir a água por debaixo dos penedos. Rio subterrâneo em frequentes situações, o Rio Escondido permitiu algumas <a title="Apneia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Apneia" target="_blank">apneias</a>, passagem por túneis semi-submersos, onde apenas a cabeça tinha espaço fora de água, grutas com água, entradas em buracos nas rochas juntamente com a água para depois ficarmos dentro de um &#8220;balão de ar&#8221; com a água a cair em redor de nós numa espécie de cortina que nos envolvia. Um conjunto de situações extremamente agradáveis e de comunhão com o rio e a água.</p>
<p align="center"><img height="339" alt="image003" src="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/image003-1.jpg" width="450" /></p>
<p align="center"><img height="339" alt="image004" src="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/image004.jpg" width="450" /></p>
<p align="center"><img height="597" alt="image005" src="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/image005-1.jpg" width="450" /></p>
<p align="center"><img height="597" alt="image006" src="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/image006.jpg" width="450" /></p>
<p align="center"><img height="339" alt="image007" src="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/image007.jpg" width="450" /></p>
<p align="center"><img height="339" alt="image008" src="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/image008-1.jpg" width="450" /></p>
<p>Este rio teve um pequeno rappel de 4 ou 5 metros a meio e, no fim, uma grande lagoa onde o pessoal mais experiente se entreteve com saltos para a água e o pessoal iniciante, praticou rappel numa pequena parede de 2m, sempre devidamente enquadrado e ajudado pelos monitores.</p>
<p align="center"><img height="597" alt="image009" src="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/image009-1.jpg" width="450" /></p>
<p align="center"><img height="339" alt="image010" src="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/image010.jpg" width="450" /></p>
<p align="center"><img height="339" alt="image011" src="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/image011.jpg" width="450" /></p>
<p align="center"><img height="339" alt="image012" src="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/image012.jpg" width="450" /></p>
<p align="center"><img height="339" alt="image013" src="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/image013.jpg" width="450" /></p>
<p align="center"><img height="339" alt="image014" src="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/image014.jpg" width="450" /></p>
<p align="center"><img height="597" alt="image015" src="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/image015.jpg" width="450" /></p>
<p align="center"><img height="339" alt="image016" src="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/image016.jpg" width="450" /></p>
<p>Este treino e o assimilar das noções básicas do rappel (segundo o pouco que aprendi, três pontos de apoio constituídos pelos dois pés e pela mão esquerda, ficando a direita a segurar/controlar a corda para permitir a progressão) foi muito importante para mim para, no Domingo, enfrentar descidas mais a sério no Rio Caldo em Espanha.</p>
<p>No final, desta primeira descida de um rio subimos à aldeia onde estavam os carros e mudámos de roupa perante o olhar algo curioso dos locais mas sem que deixassem de ser simpáticos e acolhedores tal como o tinham sido no início quando íamos para o Rio. Um de nós até deixou o vidro do carro aberto (à <em>&#8220;faroeste&#8221;</em>! ) e, tal como nos filmes, nada aconteceu ao carro e aos haveres que lá estavam. <img src='http://geocaching-pt.net/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>O dia prosseguiu depois com merecido jantar perto de Rio Caldo, a povoação junto à Albufeira da Caniçada e, mais tarde, uma sessão de karaoke na Marina da Caniçada, bem regada com bebidas ao gosto de cada um.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>No Domingo, era o dia do desafio mais interessante. Basicamente descemos o Rio Caldo, em Espanha, desde o topo da montanha até ao local onde está a cache <a title="As pozas de Rio Caldo" href="http://www.geocaching.com/seek/cache_details.aspx?guid=160b3cc7-c9ac-4dfd-af88-b7e1aa3ff87a" target="_blank">&#8216;As pozas de Rio Caldo&#8217;</a>.</p>
<p>Após o ajuntamento na povoação espanhola de Lobios, estacionámos os carros ao lado de um parque florestal e preparámo-nos para subir a montanha. Uma caminhada dura de quase uma hora, passando pela cache acima indicada e subindo sempre até ao topo.</p>
<p>Chegados lá, foi o prazer de uns mergulhos nas águas límpidas mas não muito frias do Rio Caldo. Depois, vestimos os fatos &#8220;pele de morsa&#8221;, colocámos os capacetes, colete e apito de sobrevivência para mim, boudrier e todo o <a href="http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/canyoning/imagens/canyoning-13.jpg" target='_blank'>equipamento necessário</a>, incluindo linha de vida porque o desafio pela frente era sério. <a href="http://www.arlivre.com/actividades/canyoning.htm" target='_blank'>Aqui</a>, uma ideia do equipamento individual e colectivo para esta actividade.</p>
<p align="center"><img height="339" alt="image017" src="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/image017.jpg" width="450" /></p>
<p>Antes ainda de se começar a primeira descida que era nem mais nem menos a mais alta, os MitoriGeikos colocaram uma cache para os geocachers adeptos de uma das duas actividades que praticámos; canyoning e caminhadas em montanha. Ou para quem gosta de ambas, como nós. <img src='http://geocaching-pt.net/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' />  Se não houver problemas, a cache deve ser publicada brevemente.</p>
<p align="center"><img height="597" alt="image018" src="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/image018.jpg" width="450" /></p>
<p>Depois enfrentámos o canyoning no Rio Caldo (ver no <a title="Croqui da descida" href="http://www.tic.udc.es/~nino/fecha/croquis.htm" target="_blank">croquis da descida</a>, o terceiro desnível com 35m e aqui <a title="Canyoning da Fecha" href="http://www.tic.udc.es/~nino/fecha/canon_fecha.htm" target="_blank">uma descrição e fotos do canyoning da Fecha</a>).</p>
<p>A descida mais extensa foi logo uma prova de fogo (na água…) e começou com todos os procedimentos de segurança com a abordagem ao ponto de início de descida feito com as linhas de vida em uso. Neste primeiro ponto, 3 espanhóis pediram licença para passar à frente porque, sendo um grupo pequeno, movia-se mais rapidamente do que nós que éramos 10 participantes acompanhados por 6 monitores. Passagem concedida e os espanhóis lá se foram com um &#8220;vale!&#8221;.</p>
<p align="center"><img height="339" alt="image019" src="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/image019.jpg" width="450" /></p>
<p align="center"><img height="597" alt="image020" src="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/image020.jpg" width="450" /></p>
<p>Depois, foi uma sucessão de diferentes obstáculos, cascatas pequenas, médias grandes, saltos para a água (muita água corre naquele rio!), e muita diversão passámos naquele dia. Também tivemos um escorrega de uns bons metros e um belo salto de cerca de 6m para um poço bastante fundo. Eu preferi descer de rappel mas houve verdadeiros especialistas nos saltos para a água.</p>
<p align="center"><img height="339" alt="image021" src="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/image021.jpg" width="450" /></p>
<p align="center">
<p>Durante todo o percurso, vimos a equipas de monitores trabalharem arduamente para que nada falhasse, a montar vias, a desmontar vias… a apoiar os participantes, sincronizar passagens.. uma canseira… mas tudo impecável e muita simpatia da parte deles.</p>
<p>Almoçámos, então, sensivelmente a meio do percurso, com a companhia de um sapo que pousou na bota de um de nós.</p>
<p align="center"><img height="339" alt="image022" src="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/image022.jpg" width="450" /></p>
<p align="center"><img height="597" alt="image023" src="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/image023.jpg" width="450" /></p>
<p>Após o almoço houve algumas das descidas mais exigentes incluindo uma travessia de parede granítica, em suspensão, e que foi a parte mais complicada para mim porque tinha que subir o corpo, à força de braços, para prender o mosquetão na via presa, quase horizontalmente na rocha. E o precipício, de mais de 20m, ali mesmo debaixo do fundilho das minhas calças &#8211; perdão, da minha &#8220;pele de morsa&#8221;. <img src='http://geocaching-pt.net/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p align="center"><img height="339" alt="image024" src="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/image024.jpg" width="450" /></p>
<p align="center"><img height="339" alt="image025" src="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/image025.jpg" width="450" /></p>
<p align="center"><img height="597" alt="image026" src="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/image026.jpg" width="450" /></p>
<p align="center"><img height="339" alt="image027" src="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/image027.jpg" width="450" /></p>
<p align="center"><img height="339" alt="image028" src="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/image028.jpg" width="450" /></p>
<p align="center"><img height="339" alt="image029" src="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/image029.jpg" width="450" /></p>
<p align="center"><img height="597" alt="image030" src="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/image030.jpg" width="450" /></p>
<p>Na parte em que as descidas em cascata terminaram, começou a secção de rio mais horizontal e que costuma ser explorada pelos banhistas que procuram as pozas de Rio Caldo. Nessa parte tirou-se a foto de grupo dos participantes e terminou um belo dia de adrenalina e adesão a um novo hobby extremamente excitante e agradável.</p>
<p align="center"><img height="597" alt="image031" src="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/image031.jpg" width="450" /></p>
<p>A parte técnica não é muito complicada. Apenas três ou quatro recomendações de colocação e uso das mãos e pés e rapidamente fiquei capaz para as 10 cascatas do Rio Caldo. Basicamente, se no chão se anda na perpendicular ao mesmo tempo, no rappel o corpo também deve andar perpendicular à parede que se desce. Tenho a noção de que devo ser mais descontraído, usar mais a mão esquerda para equilibrar o corpo e segurar-me na parede para evitar embates e de que devo avaliar mais os obstáculos imediatamente a seguir, olhando mais vezes para baixo. Também devo levantar mais os pés e não os arrastar tanto pela parede abaixo. Está aqui um pequeno filme da minha lenta e insegura progressão, com desequilíbrio no final e tudo, o que me custou o &#8220;arranhão do costume&#8221; nas mãos &#8211; devia ter usado a mão esquerda para me apoiar.</p>
<p align="center">
<object width="480" height="385"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/fwN0r3icUPo&amp;hl=pt_PT&amp;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/fwN0r3icUPo&amp;hl=pt_PT&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"></embed></object>
</p>
<p align="center"><img height="597" alt="image032" src="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/image032.jpg" width="450" /></p>
<p align="center"><img height="597" alt="image033" src="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/image033.jpg" width="450" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Agradeço aos MitoriGeikos a espectacular experiência que tive e o facto de ter ficado adepto de mais um hobby. <img src='http://geocaching-pt.net/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Dentro de duas semanas, devo estar a descer outro rio agora ali para os lados de Aveiro, para viver mais um fim-de-semana de canyoning e caminhadas e para afinar estas recomendações.</p>
<p>Apenas acrescento que quem visitou a &#8216;Six feet under&#8217; e sentiu que ultrapassou as suas barreiras psicológicas e com isso se sentiu bem, este desafio é outra oportunidade para voltar a sentir essa sensação boa&#8230; numa outra dimensão! Asseguro-vos! <img src='http://geocaching-pt.net/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>
- Manuel</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Camiño Del Rey</title>
		<link>http://geocaching-pt.net/camino-del-rey</link>
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		<pubDate>Tue, 13 Jul 2010 09:40:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Kinder</dc:creator>
				<category><![CDATA[Histórias na busca]]></category>

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		<description><![CDATA[<p><img height="179" alt="IMG 0856" src="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/img_0856.jpg" width="225" align="left" />Era muito mais do que esperava e desde esse momento nasceu aquele bichinho bem presente em todos nós, uns chamam-lhe sonho, outros a razão de viver, para mim é um gosto e uma forma de aumentar os níveis de adrenalina. O meu bichinho pessoal virou-se para o alcançar de metas mais radicais, digamos que passei a ansiar sempre aquela próxima aventura. Após esta caminhada foi-me enviado um vídeo do até então por mim desconhecido Camiño del Rey e foi amor à primeira vista, um bocado cliché eu sei mas foi a mais pura das verdades.</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Era o momento crucial e o objectivo que definia o sucesso pessoal daquela viagem louca de 900Km. Estaria eu preparado para dar um salto tão grande na imensidão?<br />
O vento empurrava-me gentilmente em direcção ao precipício, as cordeletes eram curtas, parecia que tudo apontava para a não concretização do meu sonho. Terei dado o salto? Essa resposta será respondida depois agora vou voltar ao ponto onde tudo começou.</p>
<p>A idealização de embarcar e de querer fazer este percurso<a href="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/camino2.jpg" target="_blank"><img height="340" alt="Camiño" src="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/camino-small2.jpg" width="450" align="right" border="0" /></a> para mim nasceu após o convite e a primeira vez que calcorreei a já tão afamada e traiçoeira, linha do douro e <a href="http://www.geocaching.com/seek/cache_details.aspx?guid=49b17eaa-31e7-420c-9fa1-69053648583f" target="_blank">&#8220;ruta de los tuneles&#8221;</a>. Era um percurso que já andava na minha imaginação muito antes de ter explorado o geocaching, mas só enquanto geocacher tive oportunidade de conhecer e acompanhar quem me conduzisse nessa aventura. Era muito mais do que esperava e desde esse momento nasceu aquele bichinho bem presente em todos nós, uns chamam-lhe sonho, outros a razão de viver, para mim é um gosto e uma forma de aumentar os níveis de adrenalina. O meu bichinho pessoal virou-se para o alcançar de metas mais radicais, digamos que passei a ansiar sempre aquela próxima aventura. Após esta caminhada foi-me enviado um vídeo do até então por mim desconhecido Camiño del Rey e foi amor à primeira vista, um bocado cliché eu sei mas foi a mais pura das verdades.</p>
<p><strong>O que faltava?</strong></p>
<p>Uma data?<br />
O material?<br />
A preparação?<br />
Sim todas elas falhavam, mas aquilo que realmente faltava era aquele alguém que me acompanha-se a partilha-se comigo toda esta aventura. Aquele alguém que nos momentos de pânico me desse a mão e me ajudasse a transpor o obstáculo.<br />
No início deste ano, cerca de 1 ano e meio depois de ter-me proposto esse desafio, tinha finalmente a data e a equipa. A data estava destinada para o fim-de-semana prolongado de 10 de Junho a 13 de Junho: 4 dias para chegar lá, fazer o percurso e voltar nas calmas com algumas caches pelo caminho.<br />
Faltavam 6 meses e estes eram os suficientes para recolher toda a informação necessária a tal expedição, o material esse estava relativamente garantido, um telefonema e teríamos o material pelo tempo necessário e a custo zero &#8211; é sempre bom ter amigos assim <img src='http://geocaching-pt.net/wp-includes/images/smilies/icon_razz.gif' alt=':P' class='wp-smiley' /> .</p>
<p><strong>Dia 10, 8:00</strong></p>
<p>Estávamos no ponto de encontro e preparados para dar início à viagem. Pela frente tínhamos umas boas 11 horas de caminho.<a href="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/img_08152.jpg" target="_blank"><img alt="Paisagem" src="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/img_0815-small2.jpg" width="400" align="right" border="0" /></a></p>
<p><strong>19:00 (20:00 espanholas),</strong></p>
<p>- finalmente chegávamos ao ponto de dormida, camping El chorro, situado a uns meros 2 kms do início do Camiño del Rey. Uma boa noite de sono era essencial.<br />
Ainda antes de adormecer tivemos oportunidade de conhecer escaladores portugueses, que descaradamente nos chamaram malucos por irmos percorrer o caminho. Seria possível que os mesmos que fazem escalada nesse mesmo caminho nos considerassem malucos? Pelos vistos sim. Conselho: caso estejam interessados em percorrer os cerca de 1,5 kms de caminho evitem fazer perguntas aos locais, as respostas por vezes poderão não ser muito incentivadoras.</p>
<p><strong>Dia 11, 7:30 (8:30 espanholas)</strong></p>
<p>- estávamos acordados. Mas ainda não estávamos prontos a iniciar a marcha. Tínhamos assuntos pendentes, lá tratamos deles e decidimos pernoitar mais uma noite nestas instâncias.</p>
<p><strong>11:00 (12:00 espanholas)<a href="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/img_0823.jpg" target="_blank"><img alt="Camiño de ferro" src="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/caminodeferro2.jpg" width="400" align="right" border="0" /></a></strong></p>
<p>Iniciávamos a nossa despedida ao local de pernoita e lá percorremos aquele caminho até o nosso destino.</p>
<p>Chegámos à <a title="GC12DKC - Garganta Del Chorro" href="http://www.geocaching.com/seek/cache_details.aspx?guid=77cdc8e3-29d1-4222-a389-9ee60596caaa" target="_blank">Earth</a>, foto da praxe tirada e onde começaria o percurso? Atravessamos a primeira ponte ferroviária, dali via-se o percurso a uns meros 20 metros, mas como chegar até lá? Impossível? Para já sim.<br />
Prosseguimos a viagem seguindo o caminho-de-ferro, um túnel, dois túneis, três túneis e continuávamos sem desencantar o acesso ao caminho. Depois dumas indicações fumegantes à frente, e dum claro engano estávamos no caminho onde não existe segurança, uma tentativa ali e acolá e decidimos não arriscar. Tentámos decifrar as indicações e lá fomos por meio de mato, descendo a colina inclinada, chegamos ao fim da mesma, um rio e mais mato separava-nos do objectivo.<a href="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/caminoaolonge.jpg" target="_blank"><img alt="Camiño ao longe" src="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/caminoaolonge-small2.jpg" align="left" border="0"  width="250" /></a></p>
<p>Tínhamos conseguido chegar a um dos extremos do percurso. Após aproximadamente umas 2 horas de buscas, estávamos onde devíamos e onde queríamos estar. Dava-se agora início à verdadeira prova de fogo.<br />
Mosquetões seguros na linha de vida e lá fomos fazendo os primeiros metros da caminhada. Os primeiros 500 metros fazem-se sem grandes problemas e quase duma assentada, exceptuando um pequeno troço de 2/3 metros. Os restantes 800 metros também são relativamente simples. Mais uma vez, um pequeno troço de 2/3 metros em que o metro de cordelete que tinha se revelaram insuficientes para me permitirem continuar o trajecto agarrado à linha de vida.<a href="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/caminando.jpg" target="_blank"><img alt="Camiñando" src="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/caminando-small2.jpg" align="left" border="0"  width="250" /></a> As opções eram voltar para trás ou arriscar passar sem a devida segurança, felizmente agourou-se uma terceira alternativa: um dos participantes, o Rafa, ia bem prevenido e tinha umas cordas extra que me garantiram os centímetros extra que me faltavam.<br />
A diferença deste segundo troço para o primeiro, é o da existência de ventos fortes que atravessam a garganta.<br />
Após os primeiros cerca de 1300 metros chegámos à ponte que atravessa uma das encostas da garganta para a outra. O objectivo primário estava cumprido. Estava na altura de decidir como voltar para trás, em conversa com malta que lá se encontrava parecia que havia saída em frente, ou seja, mesmo perto da Earth, teríamos calcorreado tantos kms à procura da entrada em vão?<br />
Um deles vai-se embora e íamos com o intuito de o seguir, passou o o caixeiro (João), Rafa (Rafael), e eu ia atrás deles. O coruja (Eduardo) decidiu permanecer na ponte até que tivéssemos confirmação da saída. Estava assim no dilema do início deste relato.</p>
<p>A resposta é: não dei o salto final. A permanência do vento forte e a minha falta de comprimento de cordeletes não me conferiram aquela última coragem final. Ficaram a faltar-me os últimos 150 metros.</p>
<p></p>
<p><a href="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/rezando.jpg" target="_blank"><img alt="Rezando" src="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/rezando-small2.jpg" width="250" align="left" border="0" /></a></p>
<p>O João e o Rafa que depois tentaram alcançar quem ia sair por esse lado, perderam-lhe o rasto e o alcançaram o final do caminho sem encontrar a tão desejada saída.</p>
<p>Percorremos tudo inversamente, descemos a colina, atravessamos o rio e subimos a outro colina, em extensos minutos estávamos novamente na <a title="GC12DKC - Garganta Del Chorro" href="http://www.geocaching.com/seek/cache_details.aspx?guid=77cdc8e3-29d1-4222-a389-9ee60596caaa" target="_blank">Earth cache</a> a olhar para o troço final e a tentar desencantar a saída, que estava lá mas não era muito óbvia para quem estava de cima.</p>
<p>Por isso a quem for posteriormente, a entrada e saída faz-se no local da Earth, atravessa-se a ponte, corta-se imediatamente à sua direita de modo a passar por baixo da ponte, e aí serão capazes de ver o início da linha de vida, são uns 30 metros bastantes alucinantes para chegar ao início mas valerão bem a pena.</p>
<p>Espero ter ajudado e incentivado muitos de vós a arriscar e percorrer este magnífico caminho.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><a href="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/caminos.jpg" target="_blank"><img alt="Camiños" src="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/caminos-small2.jpg" width="250" align="left" border="0" /></a>Material Necessário:</strong></p>
<ul>
<li>Capacete;</li>
<li>Arnês;</li>
<li>2 mosquetões com respectiva cordelete para a segurança;</li>
<li>E essencialmente muita precaução e responsabilidade.<a href="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/img_0825.jpg" target="_blank"><img height="364" alt="O Grupo" src="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/img_0825-small2.jpg" width="450" align="right" border="0" /></a></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Grupo da Expedição:</strong></p>
<p>Eduardo (Coruja)<br />
João (Caixeiro_viajante)<br />
Rafael (NPPN)<br />
André (KinderPT)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Era apenas uma caixa. Pequena.</title>
		<link>http://geocaching-pt.net/era-apenas-uma-caixa-pequena</link>
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		<pubDate>Thu, 24 Jun 2010 09:26:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lynxpardinus</dc:creator>
				<category><![CDATA[Histórias na busca]]></category>

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		<description><![CDATA[<p><img height="75" alt="" hspace="10px" src="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/geocacher-150x150.png" align="left" border="0" />Aprendeu o som da chuva a cair. O cheiro da terra molhada que vem a seguir. O toque frio do nevoeiro numa manhã de Inverno. O calor suave de um fim de tarde de Verão junto à praia. Aprendeu o valor de cada passo. De cada metro que cada passo permite correr. De cada dia de viagem feito de mil metros, cada um tendo um passo.</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.geocaching.com/profile/?guid=6f6ff44b-cb0d-403b-9b70-6aa1fcc095c0">lynx pardinus</a> found <a class="lnk" href="http://www.geocaching.com/seek/cache_details.aspx?guid=e8939893-0abf-46ee-960e-7ba5ddb91974"><img height="16" src="http://www.geocaching.com/images/wpttypes/sm/2.gif" width="16" border="0" />Ibirapuera 1 (a missão)</a></p>
<p>Há muitos, muitos anos atrás, foi feita uma caixa. Era apenas uma caixa. Pequena. Mas disseram-lhe para percorrer o Mundo. Disseram-lhe para ver coisas. Disseram-lhe que essa era a sua missão. E ela foi.</p>
<p>Percorreu muito. Cruzou montanhas. Vales. Rios. Viu gente. Diferente. Como eles viviam. Conheceu-lhes os olhares, as falas, os sorrisos. Aprendeu que o riso é singular, porque é igual em todo Mundo e diferente entre cada pessoa. Aprendeu o som da chuva a cair. O cheiro da terra molhada que vem a seguir. O toque frio do nevoeiro numa manhã de Inverno. O calor suave de um fim de tarde de Verão junto à praia. Aprendeu o valor de cada passo. De cada metro que cada passo permite correr. De cada dia de viagem feito de mil metros, cada um tendo um passo. De cada Mundo de vida que centenas de dias de viagem a caminhar mil metros e mil passos de cada vez significam. Aprendeu a sentir. Aprendeu a escutar, a olhar, a cheirar. A saborear cada momento. Aprendeu a viver.<img height="417" alt="A missao" src="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/amissao-2.png" width="450" align="right" /></p>
<p>E, um dia, disse, que já não queria mais. Que já tinha visto muito do Mundo. Que sabia que não tinha visto tudo, mas que o que conhecia lhe bastava, e o resto deixava para a imaginação, porque tinha aprendido que era importante sonhar. E então escolheu um sítio com gente boa. Debaixo da sombra de árvores, com um lago ao pé. Onde podia ouvir o riso das crianças e as promessas de amor dos namorados. E sentou-se. Quieta. Parando.</p>
<p>E quando o fez, fez uma nova promessa. Assim como tinha recebido a sua missão, há muitos e muitos anos atrás, ela entrega-la-ia agora. A todos. A todas as pessoas. Porque se ela tinha caminhado e visto o Mundo e percebido o valor de cada passo, de cada sensação, de cada segredo, então ela agora passava para todas as pessoas a oportunidade de prosseguir a missão que era dela. Ela dizia a todos para irem à procura dela. Para a procurarem a ela e a todas as suas irmãs que estavam espalhadas pelo Mundo. Em segredo. E para que, qualquer homem que assim se tornasse viajante, passasse a aprender o valor de cada passo, de cada sensação, de cada segredo.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Agora já sei como é que o &#8220;Estagiário&#8221; do The_Geogang&#8221; se sente&#8230; :)</title>
		<link>http://geocaching-pt.net/agora-ja-sei-como-e-que-o-estagiario-do-the_geogang-se-sente</link>
		<comments>http://geocaching-pt.net/agora-ja-sei-como-e-que-o-estagiario-do-the_geogang-se-sente#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 24 Jun 2010 09:04:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lupinlongo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Meetups e Eventos]]></category>

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		<description><![CDATA[<p><img height="94" alt="g4124" src="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/g4124.png" width="101" align="left" />Como já era tardote, o plano era esquecer banhinhos e mudas de roupa e mesmo a cheirar a "funjo" ir directos ao BigApple. De certeza que ninguém se ia queixar do cheiro… Pelo caminho e após um telefonema para negociações lá conseguimos arrancar a Fujiko dos livros e arrastá-la a jantar fora com os malucos dos Tupperwares.</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dia 11 de Junho quis o destino que estivesse por Lisboa e que depois de uma tarde fantástica de cachadas na companhia do Touperdido, recebesse um convite para ir jantar ao famoso Meetup.<br />
Como já era tardote, o plano era esquecer banhinhos e mudas de roupa e mesmo a cheirar a &#8220;funjo&#8221; ir directos ao BigApple. De certeza que ninguém se ia queixar do cheiro… Pelo caminho e após um telefonema para negociações lá conseguimos arrancar a Fujiko dos livros e arrastá-la a jantar fora com os malucos dos Tupperwares.<br />
Quando chegámos, enquanto o pessoal iniciava a janta, o Touperdido lá nos ia apresentando. Iam-se revendo algumas caras conhecidas de outras lutas e associando desconhecidas aos respectivos nicks.<br />
Ainda não estava sentado e já me pediam para ter atenção a todo o desenrolar do Meetup porque como estreante nestas andanças estava incumbido de posteriormente relatar o que se tinha falado e de como tudo tinha corrido. (Agora já sei como é que o &#8220;Estagiário&#8221; do The_Geogang&#8221; se sente… <img alt=":)" hspace="0" src="http://forum.geocaching-pt.net/images/smilies/icon_e_biggrin.gif" align="baseline" border="0" />)<br />
Por entre hambúrguers lá se ia falando de tudo um pouco, mas como não podia deixar de ser, 90% dos temas envolviam as aventuras e desventuras vividas com o Geocaching.<br />
Falava-se dos locais por onde se gostou mais de andar em Tour, nos encontros imediatos com animais de 2, 4 ou mais pernas, das caches em buracos e buraquinhos, das caches (que como se diz cá para os meus lados) de TOPO que já se fizeram ou se pretendem fazer e das caches que já colocámos, com o Touperdido a aproveitar e a fazer um pouco de publicidade às caches do The_Geogang. : Grazie amico.<br />
De toda esta partilha de experiências fantásticas, como não podia deixar de ser, surgem sempre momentos muito divertidos, bons conselhos e estratégias para ultrapassar alguns dos problemas com que vamos lidando nas cachadas habituais.</p>
<p>Estava a ser tudo tão bom que me fui deixando estar e nem dei pelo tempo passar. A Fujiko de energia renovada ainda tinha que se ir agarrar aos livros mais umas horitas e como tal, com grande pena minha, lá tive que me levantar sorrateiramente e ir abandonando o Meetup um pouco antes do seu terminus.<br />
Mesmo à saída ainda tempo para conhecer os famosos MONHO e MONHO Jr. e o Zemor, com quem ainda troquei dois ou três dedos de conversa. A muito custo lá me consegui vir embora com o desejo de voltar já para o próximo.<br />
Sinto-me um privilegiado porque para além de uma tarde fantástica de cachadas, ainda tive oportunidade de jantar com pessoas que partilham da mesma magia que eu. Sei que não podia ser mais perfeito.<br />
À semelhança de outros Meetups a coisa correu tão bem, que tenho certeza que mesmo depois de tasco fechado a conversata continuou à porta e certamente ainda houve quem foi desafiado para atacar uma ou duas caches.</p>
<p>Os mágicos de serviço foram: eu (Lupinlongo o estagiário daquele momento) a Fujiko (que ainda não se decidiu a registar), Touperdido, Allhappy, Lufi69, Lynxpardinus, MAntunes, GeoBumblebee, Dreamfalcon, Rifkindss, Team_Marretas, MONHO, MONHO JR, Zemor e os Wimm Team.</p>
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		<title>80 meetups e este foi o nosso primeiro!</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Jun 2010 16:24:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>WIMM Team</dc:creator>
				<category><![CDATA[Meetups e Eventos]]></category>

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		<description><![CDATA[<p><img height="137" alt="20100514-210207-P1490354" hspace="15" src="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/20100514-210207-p1490354.jpg" width="138" align="left" />Em ano e meio de Geocaching este foi o nosso primeiro e, como tal, ficámos encarregues da Acta do costume. Foi o primeiro de muitos, esperamos nós, ainda por cima sendo o restaurante tão perto de casa. Há meses que planeávamos vir mas sendo o António da Nazaré e a Magda de Santa Comba Dão, era sempre difícil estarmos por Lisboa no fim-de-semana em que se realizava o Meetup.</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No dia 14 de Maio realizou-se mais um Meetup na “Big Apple”. Em ano e meio de Geocaching este foi o nosso primeiro e, como tal, ficámos encarregues da Acta do costume. Foi o primeiro de muitos, esperamos nós, ainda por cima sendo o restaurante tão perto de casa. Há meses que planeávamos vir mas sendo o António da Nazaré e a Magda de Santa Comba Dão, era sempre difícil estarmos por Lisboa no fim-de-semana em que se realizava o Meetup. (Sim, já devíamos ter vindo e esse foi um dos tópicos abordados do nosso lado da mesa <img src='http://geocaching-pt.net/wp-includes/images/smilies/icon_razz.gif' alt=':P' class='wp-smiley' /> ).</p>
<p>Ao chegarmos vimos logo muitas caras conhecidas e, quanto às desconhecidas, fizemos logo questão de saber quem eram. É sempre engraçado dar nomes aos nicks que tanta vez encontramos pelo mundo do Geocaching, seja in-loco nos logs das caches, seja virtual na página. Muita gente já a acabar de comer, outros a começar, lá arranjámos um cantinho para nós no final de mais uma mesa que se juntava às já ocupadas. Logo em seguida essa mesa foi seguida de outras mais, ao juntarem-se a nós mais caras conhecidas e desconhecidas.</p>
<p>Falou-se de aventuras em conjunto, de percursos pedestres e powertrails, das aventuras do Monho (claro que estas não podiam faltar), de caches ditas “míticas” que adorávamos fazer, de situações cómicas e caricatas que nos aconteceram enquanto estávamos a cachar, … Muito mais foi dito e, provavelmente muito mais foi também abordado do outro lado da mesa, mas tudo isto se juntou para tornar este Meetup num encontro extremamente interessante e agradável. Depois deste primeiro ficámos com vontade de voltar já no próximo!</p>
<p>Jantar terminado continuou-se a conversa lá fora, o que nos disseram já ser costume, até sermos desafiados a fazer um FTF ali perto de uma cache de um dos presentes que assim que foi publicada nesse dia sumiu. Rapidinho fomos e voltámos, encontrando ainda muito do pessoal à porta. Um pouco mais de conversa sobre GSAK, a nova Revista do Geocaching e mais aventuras vividas, foi então tempo de dispersar. No nosso caso acompanhámos ainda um grupo que ia acabar o dia a fazer mais umas caches.</p>
<p>Sem dúvida, e como conclusão, recomendamos a todos os geocachers que apareçam por lá. A comida é boa, a conversa é boa, a companhia é ainda melhor. Tudo o que é essencial para se passar um belo final de dia e de semana de trabalho. Nós repetiremos, isso de certeza!</p>
<p>Neste encontro tivemos as presenças de: Rifkindsss, Touperdido, Lufi69, Truta, CPTeam, Bringer, Limão, WebXXI, Fraldinhas, Meninosousa, WIMM Team, Timearth, Monho, Monho Jr., Lagrot, Joseribeiro (Team Ribeiro), Wolfraider, Ravenmaster&amp;Uindinha, BaiaVieira e Paidaines.</p>
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		<title>Assalto ao Rio Poio</title>
		<link>http://geocaching-pt.net/assalto-ao-rio-poio</link>
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		<pubDate>Wed, 19 May 2010 21:30:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ct2jzr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Histórias na busca]]></category>

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		<description><![CDATA[<img height="82" alt="Grupo 2 PICT2281" src="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/grupo_2_pict22811.jpg" width="157" align="left" vspace="20" /><br /><p>Em alguns pontos dá para pensar: “no que me fui meter!”. 200 metros parecem 2000, mas em cada 20 explora-se um recanto fantástico da natureza. Esta visita a esta obra prima da mãe natureza ultrapassa todas as dificuldades e o grupo fantástico de geocachers, inicialmente desconhecidos, é energia pura para avançarmos nesta aventura.</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Desafiados pelo OverdoseNesquik, um grupo de pessoas começava a juntar-se. Tentei até à ultima resistir à tentação de embarcar nesta aventura&#8230; no dia do GeoCimbalino foi quase o tema principal dos primeiros que chegaram e é impossível resistir à tentação desta loucura de enfrentar as 5 estrelas de dificuldade. Quando cheguei a casa fui pesquisar umas imagens para perceber o que nos esperava&#8230; e bem&#8230; “é melhor mandar uma mensagem a dizer que preciso de ir também!”</p>
<p>Na noite que antecedeu esta aventura, deitei-me tarde e as poucas horas que estive na cama, foi a virar-me de um lado para outro, pois o formigueiro da viagem não me deixava adormecer! Já deve ter acontecido com muitos de vocês&#8230; quando consigo finalmente entrar num sono descansado&#8230; o despertador toca e &#8216;bora lá atacar o Rio!</p>
<p>O percurso Porto-Poio faz-se a falar em caches e mais caches&#8230; os 100km pareceram poucos para tanta conversa. Somos os primeiros a chegar ao local e com receio que a chuva do dia anterior tivesse afastado os menos convencidos&#8230; Mas em pouco tempo, a aldeia quase deserta passa a um engarrafamento de geocachers que começam a bater as botas na estrada em pulgas para o ataque! <img height="340" alt="Ao Ataque" src="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/ao_ataque-1.jpg" width="450" align="right" vspace="10" /></p>
<p>A paisagem inicial prometia&#8230; Avançámos para o rio e mal pisei o primeiro calhau na água pimba&#8230; pé na água&#8230; e a água a entrar toda pelo cano da bota. Como já vinha a contar com estes pequenos incidentes&#8230; troca a mudar a meia. Felizmente, foi a primeira e única vez que entrei com o pé na água. Aprendi a lição rápido! Mas o caminho prometia peripécias para todos&#8230; nada que o espírito de grupo não ajudasse a ultrapassar.</p>
<p>Já com a cache no Ponto 1 na mão, a dificuldade foi fazer o log, pois perceber se estão todos no logbook, com um grupo tão grande é complicado&#8230; Avançámos aos saltos para o ponto #2.</p>
<p>A &#8220;fortaleza&#8221; é um elemento que parece estar fora desta paisagem e que lhe dá mais encanto. A vista deste ponto é fantástica. Uma pequena paragem para abastecer energias e usufruir desta oferta da natureza. Parece uma paragem no tempo onde é possível observar vários geocachers, de pedra em pedra, a tentar o melhor caminho sem cair na água.</p>
<p>Ainda há pouco tínhamos começado e as costas já começavam a dar sinal dos impactos dos saltos pelas pedras, do peso da mochila. Sem dúvida, este percurso é um teste às capacidades de qualquer um.</p>
<p>Fomos bafejados pelo bom tempo, a vontade do santinho lá de cima para nos ver aos pinotes neste paraíso era muita! Não aconselho a abordagem a estas caches com chuva! As peripécias para passar certos obstáculos secos não dão vontade de os conhecer molhados!</p>
<p><img height="340" alt="A cascata" src="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/a_cascata.jpg" width="450" align="left" vspace="10" />Alguns locais dão vontade de vestir os calções que vinham na mochila e mergulhar, mas o frio é muito e a energia é necessária para a caminhada&#8230;mas uma visita das caches 1 à 6 no Verão deve ser fantástica e com o rio com menos água, bem mais simples. O grande desafio nessa altura do ano será o calor.</p>
<p>Em alguns pontos dá para pensar: “no que me fui meter!”. 200 metros parecem 2000, mas em cada 20 explora-se um recanto fantástico da natureza. Esta visita a esta obra prima da mãe natureza ultrapassa todas as dificuldades e o grupo fantástico de geocachers, inicialmente desconhecidos, é energia pura para avançarmos nesta aventura.</p>
<p>Quando aguardava por uma opinião mais experiente do melhor caminho para alguns obstáculos impostos pelo rio e pelas grandes cascatas&#8230; pensava: &#8220;eu vou por ali?&#8221;, cheio de vertigens&#8230; mas a verdade é que sempre que fazia o caminho parecia sempre mais fácil do que eu o imaginara.<br />
Mais um suplemento de açúcar, uma golada de água e há que seguir este bailado no rio Poio. Todos os geocachers nesta altura começavam a ganhar confiança e saltitavam de rocha em rocha. As imagens de quando se aguardava pelo grupo eram sempre espectaculares. Uma bela imagem do geocaching em pleno desfrute do meio natural.<img height="595" alt="Ao longo do rio" src="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/ao_longo_do_rio.jpg" width="450" align="right" vspace="10" /></p>
<p>
Chegados ao Ponto #6, estávamos perante um excelente local para almoçar mesmo que o cansaço nos tire a fome. Nestas coordenadas recuperaram-se todas as energias necessárias para regressar ao ponto de partida e para a vida stressante do quotidiano urbano.<br />
Dá vontade de não sair dali! Sem dúvida, um dos locais mais bonitos onde estive para guardar na memória.<br />
Tempo para se ver umas coins e trocar trackables.<br />
Uma fotografia de todos com um pano de fundo fantástico.<br />
Tarde com mais peripécias&#8230;</p>
<p>
&#8230;ponto #8</p>
<p>Estávamos com vontade de fazer todas as caches deste rio bonito, mas cheio de obstáculos&#8230; Quando chegámos ao ponto de partida para as últimas 3, perdemos um bom bocado até encontrarmos um bom caminho. A oferta parece imensa, mas todos os caminhos sugerem plena aventura cheia de obstáculos. Muitas das vezes, há que fazer o caminho de volta e tentar novamente.<br />
Um geocacher grita “o caminho por aqui é fácil !”(antes fosse o <em>found it</em>!)&#8230; de fácil não tinha nada&#8230; mas já não havia muito tempo para indecisões. Há que enfrentar de uma vez este desafio! Não acreditamos que existam umas escadas rolantes para estas caches&#8230; mas se as tivéssemos explorado de manhã frescos talvez fosse mais indicado&#8230;</p>
<p>A descida perto de um ribeiro não parecia ter fim, mas o barulho da água a correr é um elemento Zen&#8230; embora o cansaço das pernas não desse para pensar em mais nada!</p>
<p>Chegados ao rio, o primeiro grande desafio estava conseguido&#8230; o mais complicado agora, era chegar à cache&#8230; subimos à outra margem, pois avançar pelo rio parecia impossível. Este cenário faz as caches da manhã parecerem fáceis!</p>
<p>No grupo da frente, à procura de um melhor percurso para todos, não vi uma pedra lascada, sentindo-a a raspar na cabeça. Previ o pior&#8230; a mão húmida acabou por confirmar&#8230; não era suor. O grupo contava com 2 enfermeiros e 1 estudante de enfermagem e por isso relaxei&#8230; mas o &#8220;isso leva dois pontos&#8221; fez-me as pernas tremer. (risos) O grupo conseguiu, graças ao kit de primeiros socorros fechar a ferida, afim de continuarmos a caminhada, mas por precaução aguardei a uns bons metros da cache&#8230; já que me esperava todo o caminho de volta para o carro.<img height="304" alt="Grupo IMG 1760" src="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/grupo_img_17601.jpg" width="450" align="right" vspace="10" /></p>
<p>Do local onde estávamos foi possível ver o grupo a procurar a cache tanto de um lado como do outro, num sobe e desce de pedras&#8230; Ela apareceu por fim.<br />
Há que voltar para trás&#8230; e a subida não foi nada fácil: parecia nunca mais ter fim! Enfrentar estes desafios faz-nos sentir mais vivos.<br />
Já passaram dois dias&#8230; e ainda me doem as pernas, subir escadas é uma tarefa quase impossível&#8230; mas estas horas foram bastante agradáveis!<br />
Sentar-me no carro foi um grande alívio&#8230; em Vila Real, depois de um rápido curativo à medalha alcançada neste dia, finalizámos este dia com um jantar em grupo com muita conversa e boa comida!</p>
<p>Agradeço ao owner por nos levar a estes locais, aos OverdoseNesquik pelo desafio, à equipa de enfermeiros que me fizeram sentir mais seguro nas alturas de aperto e a toda a energia do grupo que fez com que a beleza do espaço natural fosse ainda mais especial e as caches encontradas!</p>
<p>Quando encontrei a minha primeira cache nunca pensei que um pequeno aparelho me levasse a percorrer este caminho&#8230; Espero continuar a conhecer mais locais, partilhar mais experiências e conhecer mais malta de GPS ao pescoço.</p>
<p><span id="more-976"></span>
<p>&lt;</p>
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		<title>E para o calor?</title>
		<link>http://geocaching-pt.net/e-para-o-calor-2</link>
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		<pubDate>Wed, 19 May 2010 09:06:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lynxpardinus</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião/Divulgação]]></category>

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		<description><![CDATA[<p><img height="92" alt="Anonymous hot surface danger" src="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/anonymous_hot_surface_danger.png" width="100" align="left" />O sódio é um mineral com um papel crucial no metabolismo celular e o seu equilíbrio no corpo é crucial para as nossas capacidades. Em desportos de endurance, isso pode acontecer via 2 processos: a transpiração faz-nos perder sódio; e, a ingestão de grandes quantidades de água desmineralizada pode baixar a concentração de sódio no plasma sanguíneo (via 'diluição'). Se isto acontecer, os resultados podem ser nefastos</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>E para o calor? Alguns conselhos (sobretudo para quem tiver planeado um esforço físico contínuo e exigente):<img height="229" alt="Anonymous juice glass" src="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/anonymous_juice_glass.png" width="250" align="right" /></p>
<p>
- <strong>Hidratação!</strong> É escusado dizer, certo? Levar muita água, mas evitar o choque térmico &#8211; nada de começar a beber água gelada a meio do esforço físico, ok?</p>
<p>- <strong>&#8216;Mineralização&#8217;!</strong> Pois é! Já alguma vez pensaram que, enquanto estão a fazer exercício físico, podem estar a perder mais do que apenas água e minerais indesejados, via transpiração? É que, quando um ingrediente chamado sódio caí para níveis muito baixos no sangue, as coisas podem ficar mesmo complicadas. O sódio é um mineral com um papel crucial no metabolismo celular e o seu equilíbrio no corpo é crucial para as nossas capacidades. Em desportos de endurance, isso pode acontecer via 2 processos: a transpiração faz-nos perder sódio; e, a ingestão de grandes quantidades de água desmineralizada pode baixar a concentração de sódio no plasma sanguíneo (via &#8216;diluição&#8217;). Se isto acontecer, os resultados podem ser nefastos (lembram-se daquele rapaz de 22 anos que colapsou e morreu no final da Maratona de Londres há uns dois anos? Foi isto o que lhe aconteceu). Por isso, se possível, levem algo que &#8216;se coma&#8217; (costuma conter sódio) ou, alternativamente, uma bebida isotónica, que hidrata e contém os minerais necessários à manutenção do nosso equilíbrio fisico em esforços de longa duração.</p>
<p>- <strong>Protecção!</strong> Calor, normalmente, = sol! É aconselhável usar um protector solar nas áreas mais expostas, nomeadamente cara e braços.<img height="250" alt="massimo sole 1" src="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/massimo_sole_1.png" width="248" align="right" /></p>
<p>- <strong>Simplificação!</strong> Pouco peso e, no caso de levarem uma mochila às costas, que assegure uma boa ventilação e transpiração. O peso porque, cada um daqueles 100 gramas de coisas absolutamente inúteis, vos vai pesar como chumbo na terceira subida sob um Sol escaldante, a ventilação, enfim, nem é preciso dizer certo? Temos que assegurar o arrefecimento corporal da melhor maneira possível!</p>
<p>- <strong>Dois dedos de testa!</strong> Tentei chamar-lhe qualquer coisa acabada em &#8216;ão&#8217;, mas não consegui. Basicamente, se estiver demasiado calor, assegurem-se se querem mesmo ir fazer esse esforço. Se passarem por uma lagoa / rio convidativos, entrem devagarinho para diminuir a probabilidade de choque térmico. Calor normalmente significa um risco acrescido de incêndios, portanto muito cuidado se estiverem a treinar / dar uma volta na floresta. And so on&#8230;</p>
<p>Have fun! (e refresquem-se!)</p>
<p>Se estiver muito calor para andar na rua, dêem um salto <a target='_blank' href='http://forum.geocaching-pt.net/viewtopic.php?p=92329#p92329'>aqui a este tópico</a>, para trocar umas ideias neste tema.</p>
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		<title>Expedição &#8220;Chouriços, alheiras e sapatos &#8220;Michael Phelps&#8221; na Linha do Douro!&#8221;</title>
		<link>http://geocaching-pt.net/expedicao-chouricos-alheiras-e-sapatos-michael-phelps-na-linha-do-douro</link>
		<comments>http://geocaching-pt.net/expedicao-chouricos-alheiras-e-sapatos-michael-phelps-na-linha-do-douro#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 17 May 2010 13:58:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mtrevas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Histórias na busca]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://geocaching-pt.net/?p=953</guid>
		<description><![CDATA[<p><img height="85" alt="A margem de lá" src="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/amargemdela.jpg" width="110" align="left" />Primeiro de Maio de 2009, 8.00 horas da manhã... último cigarro e partida para uma fantástica aventura de descoberta da serra do Gerês.</p>
<p>Primeiro de Maio de 2010, 8.00 horas da manhã... dois dedos de conversa e partida para o Pocinho onde se viria a iniciar cerca de uma hora mais tarde os 28 Km de puro prazerem junto ao rio Douro.</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.geocaching.com/seek/log.aspx?LUID=692ef97f-c6fe-4dd3-a9b6-98a06d8e3d7e">Expedição &#8220;Chouriços, alheiras e sapatos &#8220;Michael Phelps&#8221; na Linha do Douro!&#8221;</a></p>
<p>Faz hoje um ano que deixei de fumar, foi numa expedição por terras Minhotas, mais propriamente no Gerês, para comemorar este primeiro ano &#8220;sem fumo&#8221; resolvi juntar alguns Amigos e propor esta caminhada junto ao rio Douro&#8230; uma bela desculpa para um enorme desafio e uma óptima aventura geocachiana.</p>
<p><img height="183" alt="A margem de lá" src="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/amargemdela.-1.jpg" width="240" align="left" />Foram algumas semanas de preparação no que toca a toda logística inerente a este tipo de aventuras, a colaboração do Mantunes foi imprescindível e fundamental para que tudo corresse da melhor forma, desde já e em particular uma forte abraço para ele e o meu muito obrigado!</p>
<p>Primeiro de Maio de 2009, 8.00 horas da manhã&#8230; último cigarro e partida para uma fantástica aventura de descoberta da serra do Gerês.</p>
<p>Primeiro de Maio de 2010, 8.00 horas da manhã&#8230; dois dedos de conversa e partida para o Pocinho onde se viria a iniciar cerca de uma hora mais tarde os 28 Km de puro prazerem junto ao rio Douro.<br /> O grupo estava animado, foram dadas as últimas recomendações e seguimos em passo largo a direcção do ponto inicial desta cache, minutos depois e algumas dezenas de fotos iniciámos verdadeiramente a nossa caminhada.<img height="315" alt="Pocinho" src="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/pocinho-1.jpg" width="240" align="right" /><br /> Ao longo de todo o percurso muitas peripécias se foram passando, cada um de nós que as viveu fica com essas memórias e alguns irão certamente aqui relatar as mesmas, no meu caso prefiro guardá-las para mim, desculpem o egoísmo mas efectivamente esta cache é só para quem a vive!</p>
<p>Gostaria apenas de registar que tal como alguém disse à uns largos meses atrás, “…que após esta cache já me posso reformar do geocaching…” acrescento, sabendo que quando o fizer e olhar para esta aventura em particular um sorriso se vai manifestar nos meus lábios por recordar esta fantástica cache.</p>
<p>Estiveram presentes nesta aventura os melhores amigos do geocaching, partilharam o meu esforço e eu o deles durante todo este percurso desenhado à beira rio, foram largas horas de caminhada entre travessas e pedra, numa fantástica linha de comboio incompreensivelmente desactivada, mas que agora nos proporciona um prazer adocicado tal vinho do Porto, numa aventura incomparável.<br /> O quadro desta cache não ficou totalmente pintado pela ausência de algumas pessoas que gostaria que tivessem partilhado toda a magnitude da “Linha do Douro”, por este ou aquele motivo não foi possível a sua presença, por eles e pela sua ausência, confesso que voltarei as vezes que forem precisas, aqui, a este lugar até que o circulo se complete!</p>
<p><img height="183" alt="MTrevas" src="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/mtrevas.jpg" width="240" align="left" />Aos que hoje me acompanharam… o meu obrigado por me aturarem nestas coisas, foi um enorme prazer partilhar convosco esta aventura!</p>
<p>Já agora, onde é que vamos no próximo ano?</p>
<p>Boas cacheadas!</p>
<p>Na companhia do grupo expedicionário.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Virtuais</title>
		<link>http://geocaching-pt.net/virtuais</link>
		<comments>http://geocaching-pt.net/virtuais#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 12 May 2010 08:47:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lynxpardinus</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião/Divulgação]]></category>
		<category><![CDATA[Caches virtuais ISS memories stone water fountains]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://geocaching-pt.net/virtuais</guid>
		<description><![CDATA[<p><a href="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/1239961290a10484_spaulo.jpg"><img height="150px" title="Chafariz de São Paulo, Fernando Martinez Pozal, [194-], Arquivo Municipal de Lisboa, AFML - A10484" alt="Chafariz de São Paulo, Fernando Martinez Pozal, [194-], Arquivo Municipal de Lisboa, AFML - A10484" hspace="5" src="http://geocaching-pt.net/wp-content/uploads/1239961290a10484_spaulo-small.jpg" align="left" /></a></p>
<p>As virtuais foram ‘congeladas’ há uns anitos atrás. Deixaram de se poder colocar novas. Ou seja, a partir de um determinado período, apenas as que já existiam permaneceram. Todas as outras, as “caches reais”, continuaram a ser alegremente colocadas. E isto deu origem a um fenómeno muito interessante.</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt">Eu sei que são uma coisa do passado. Que não vão voltar mais. Mas… eu gosto de fazer virtuais!</p>
<p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt">
<p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt">Antes de mais porque era muito mais difícil fazer um DNF. Acho que ainda consegui alguns mas, convenhamos, deu trabalho.</p>
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<p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt">Depois por… uma questão de qualidade. E neste aspecto até poderia falar de caches excepcionais (ok, assim de repente só me lembro da &#8220;<a title="Memories of stone and water" href="http://www.geocaching.com/seek/cache_details.aspx?guid=6a995549-6726-4848-a261-c612c26a386a">Memories of stone and water</a>&#8220;, que continua no meu top 10 de sempre; ah, espera, também havia a &#8220;ISS&#8221; (alguém sabe o código GC?) que era um hino à diferença cachiana), mas não. Na realidade, acho que a maioria das virtuais está muito à frente da média das caches tradicionais, pelo menos num aspecto &#8211; o sítio a visitar.</p>
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<p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt">As virtuais foram &#8216;congeladas&#8217; há uns anitos atrás. Deixaram de se poder colocar novas. Ou seja, a partir de um determinado período, apenas as que já existiam permaneceram. Todas as outras, as &#8220;caches reais&#8221;, continuaram a ser alegremente colocadas. E isto deu origem a um fenómeno muito interessante. É que, há medida que o jogo evoluiu, por uma série de factores (generalização de utilizadores &#8211; em vez de ser meia dúzia de maluquinhos que achavam que colocar uma cache era quase tão bom como ter um filho, temos agora uma normalização do geocacher -, a maioria dos melhores e mais óbvios locais já estará ocupada, a vontade de pôr uma primeira cache por gente sem experiência &#8211; o que com 1000 utilizadores novos é uma coisa, mas com 1000000 é outra completamente diferente -, a ausência de critérios qualitativos para a aprovação de caches, …) houve uma degradação da qualidade média dos locais onde as caches &#8220;reais&#8221; foram colocadas &#8211; e, podem ter a certeza, esta média vai continuar a baixar. É uma evidência puramente matemática.</p>
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<p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt">Com as virtuais, isto não aconteceu. Não houve novas. Os locais onde elas foram colocadas continuam os mesmos &#8211; em qualidade, localização, número. Podemos continuar a confiar que, em cada 10 virtuais visitadas, 9 vão ser em locais interessantes! O que, se compararmos com a média de qualidade das localizações urbanas, é uma diferença abissal! E, vamos ser sinceros, a descoberta de pontos interessantes é algo que está na raiz deste jogo.</p>
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<p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt">Claro que podemos dizer que é contra o espírito do jogo. Bom, também saltar passos de uma multi-cache e ir directamente às coordenadas finais o é &#8211; na realidade, e na minha opinião, até é bem pior. No entanto, neste momento, isso é considerado perfeitamente normal por parte do maior facilitador de jogo (Groundspeak), na sua política usual de laxismo. Também se pode argumentar com o Waymarking &#8211; muito sinceramente, não me apetece andar a criar uma base de dados de localizações geográficas de pastelarias para a Groundspeak. Claramente falta-lhe o apelo da descoberta (pelo menos para mim).</p>
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<p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt">Eu gosto de virtuais. Ainda por cima, agora, ganharam aquele perfume romântico a qualquer coisa do passado. Um charme de um tempo que não volta atrás. Uma boa virtual, continua a ser algo que me faz lembrar o início do geocaching. Mais do que correr atrás de caixotinhos, é uma forma diferente de descobrir o Mundo.</p>
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<p>&lt;</p>
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