Grinefilde

2 Cotas - 2004/05/18

Razão tinha o rapaz quando disse que se podiam ver cavalos e outras espécies animais na cache dele.
Assim por alto vi umas largas dezenas de cavalos, mais umas quantas bestas e um cão. Alem de uma família e a Sóninha de bofes de fora.

Começando pelo principio.
Já tinha alinhavado a mira para o Green Field. Irritam-me que venham por caches á minha porta e só me dizerem depois… Ainda pensei em alargar a definição de caminho habitual, ou de inventar um pequeno almoço especial num fim de semana. Mas achei que não precisava de desculpas. Alem disso tinha uns cunhados, outros, que me tinham pedido para os levar numa caçada.
A Virita estava de serviço, eu tinha ficado de a ir lá buscar e os pobres moços andavam a falar em ir á praia. Parvoeira, vamos lá por ordem nisto.
Peguei no papel e mirei as informações disponíveis. Dificuldade 2? Terreno 3,5? Mau! Só tenho 1 hora e 3 quartos para sair de casa e aparecer lá no bulimento antes de ter que inventar uma desculpa plausível… Ná… ele não era capaz…. isto deve querer dizer 35 minutos e não 3,5horas… a ver vamos.

Mala no carro, carro ándar e vamos lá a ver onde é. Dar com o inicio do tal caminho proibido patatipatata, foi fácil, agora dar com a porcaria do sinal que amaçava com a excomunhão eterna é que foi impossível. No final, aquilo é mais frequentado que a …….. Joana. Quando eu já ia todo lampeiro a subir a ladeira, oiço os gritos lá do banco de trás e lembro-me subitamente: Não posso fazer isto! Parque Natural! Que é que os moços iam pensar de mim. Encostei o carrito lá no caminho e olhei para o relógio: 18 horas…

-Bem meninos, a cena é esta: temos 30 minutos para andar 1000 metros ida e volta. Exactamente 15 segundos para encontrar o taparuere. 5 segundos para escrever umas tretas quaisquer e mais 30 minutos para estar á porta da Farmácia. Não! Não é para comprar pensos… Senão aturas tu a tua irmã!
Deu resultado.

Então já vão ver. Toca a esgalhar por ali acima. Ainda não tínhamos chegado a primeira curva, já a Sóninha ia a refilar. Eu e Né, começamos a divagar sobre “animais do bosque” e as reclamações esfumaram-se, alem do grupo passar a ser mais compacto… Psicologias…

A meio do caminho, encontramos uma família que por ali passeava. Como por milagre a conversa dos “animais do bosque” deu lugar a “ruído de fundo”. Alias era mais “ruído lá de trás”. – Vão muito depressa, já tenho pedras nos chinelos, ainda falta muito, e se viéssemos cá amanhã, quero fazer chichi…

Chegados ao alto do monte, no tal lugar onde as arvores são substituídas pela mancha verde, aparece um cão, com ar foleiro. Um cão a ladrar no alto de um monte é sinal de sarilho pela certa. Mas não. Era cão de apartamento, só estava a enfeitar. Mais adiante uma senhora. Mas ao contrário do cão, nem enfeitar enfeitava… Tinha o cabelo pintado de vermelho e estava a pendurar roupa nas traseiras de uma Movano de campismo. Confesso que não fui ver de quantos cavalos era aquele modelo, mas seriam umas dezenas…

Mais abaixo, uns tipos encavalitados em cima dumas moto4s. Parados, com os motores a funcionar e alegremente contando tretas uns aos outros. Sim, com aquele barulho nada do que dissessem era percebido, pelo que sendo ou não mentira era igual.

Agora é que começou a parte engraçada. A estrada passou a ser de calhaus e soltos, pelo que qualquer velocidade acima dos 2 passos por hora era praticamente como andar de patins. Ainda assim foi bom. A Sóninha lá teve que se calar para não cair. Já tava a ficar farto da mesma lengalenga… dói-me aqui, já estraguei o fio dental, tenho uma unha encravada, que horas são… Ah, era a descer, o que acrescentava ao divertimento. O pobre do GPS ainda não tinha feito das dele, de tão farto de ouvir reclamar. Mas portou-se bem, nem piou. Acho que tenho que os convidar mais vezes…

Por fim lá chegamos ao local. E mais umas duzias deles debaixo de uma arvore. Eu não os contei, mas eram muitos a julgar pelo cagarim. E sempre o mesmo cenário. Moto4s a trabalhar, naquele som esganiçado de quem se está rir e tem gazes e os condutores na palheta. Deve ser pró sniff.

A cache é fácil de encontrar. E… a cache é micro, isto é… é uma cache normal, mas tem escrito “micro”. Das duas uma: ou é para eu não me baldar, ou então é estratégia para me convencer que as micros são fáceis…

Aqui começou um pequeno interlúdio. Apareceu por ali uma pobre duma osga. Eu disse pobre, não disse pequena, porque se a riqueza se medisse pelo tamanho, cuidado… E quem é que dizia aos pequenos para irem lá buscar o taparuere? Muito depois de a osga se ter baldado, ainda a gritaria se ouvia. Mas lá se acalmaram.

Logues para cá, porta-chaves para lá, taparuere pró sitio dele, e vai de acelerar por ali acima.  Imaginem, o pessoal para baixo vem de patins, e para cima? Aquela teoria do passo atras para dar dois em frente foi rescrita. Dois passos para trás e um para a frente. Cheguei a pensar pedir ajuda…. Mas lá nos safêmos!

Teve piada, os miúdos gostaram e acabamos por chegar a horas á Virita.

Áhhh a cache tb não é má… e o passeio o foi giro. Só não percebi a cena da mola da roupa!

2 responses so far ↓

  • 1 MAntunes // May 18, 2004 at 17:40

    Faz-se uma cache normal e chama-se-lhe "micro" pra inglês ver… perdão pra Diamantino ver… Portelada, não páras de me surpreender!  Boa.  

    Diamantino, estás em forma.

  • 2 portelada // May 18, 2004 at 21:34

    HE HE HE !!!  melhor que uma micro, só mesmo uma micro XL !!!
    Espero que tenham lá deixado a osga,, deve ter sido a mesma que me veio receber.
    Quanto á moto4, infelizmente é um senário que se vê com mais frequencia, e não existe fiscalização … só sinais pouco ameaçadores !!
    A mola !! bem, era utilizada por mim na época pré-gps, para agarrar os mapas … agora dá para agarrar o logbook para não voar !!!

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