Que título dar a isto?

MAntunes - 2004/09/13

Aceitam-se "licitações"…

Fui passar uma semana à Beira Alta com passagem, prevista, por Castelo Branco (CB), na Beira Baixa, para pagar "as bejecas" ao Paulo J. F. Martins. Jantámos com nossas famílias num agradável convívio que se prolongou quase até à meia noite do dia 6 (como queria estar à vontade, já tinha previsto pernoitar em Castelo Branco).

No dia seguinte, 7 de Setembro, rumámos para a Serra da Estrela onde fui tentar encontrar a 2ª microcache da "Star Mountain" não a tendo encontrado outra vez – fica para a próxima passagem pela Serra.

Continuei a minha viagem para Viseu passando pela Torre. Na zona de Viseu estive três dias tendo visitado a famelga toda que está espalhada pela região mas isso não é geocaching. Quanto ao que interessa, no dia 9 (escolhi a data propositadamente), fui tentar encontrar de novo a "The Lost World", tendo-a encontrado desta vez.

Em termos de Geocaching, estas duas caches era tudo o que eu tinha previsto para esta passagem pela Beira Alta.

Mas, durante esta estadia em Viseu começou a crescer a vontade de ir à Senhora da Graça (SG) lá mais para o norte – local que nos deixa sempre curiosos quando vemos as imagens da Volta a Portugal. Então, decidimos ir. Como não ia preparado com nada, perguntei ao Diamantino onde é que ficava a SG. Qual a cidade mais perto. Obtida a resposta, comecei a preparar a ida para Mondim de Basto. Como ia adiar o meu regresso a Lisboa, procurei maneira de logar o que já tinha feito e encontrei um Cybercaffe em Viseu e fui lá ler o mail e fazer uns logs resumidos das caches até então visitadas. Tambem "refilei" por a nova cache do Diamantino ser mais uma das "maradas" o que me impedia de tentar a minha sorte naquela zona. "Impedia" porque com o tempo de net a ser pago não hà condições para estar a aquecer os neurónios e tentar descodificar mais cache "enviusada". Mesmo que seja a mais fácil de todas as "maradas" conforme me foi dito. Aquilo no Cybercaffe só dá mesmo é para fazer os logs, ler o mail e obter os códigos das caches do Parque Natural da Serra do Alvão. Nem sequer deu para imprimir mapas do MapQuest ou do MSN Maps ou, pelo menos, as páginas das caches porque não havia impressora.

Desloquei-me então de Viseu para Mondim de Basto, no dia 10, onde me instalei numa unidade de hoteleira que tinha uma "prenda" para mim: um mapita tosco mas muito útil das estradas e povoações do Concelho de Mondim de Basto. Fui uma dádiva!   Eu não tinha comigo nada além das coordenadas e uma ideia das descrições das caches mais o acesso wap à pagina das mesmas mas que não me dava mapas. Nem sequer a cartografia do GPSr tinha disponível… Com este "mapa" pude deslocar-me muito mais á vontade e explorar o Parque Natural. Até passei umas três vezes pelo Rio Cabrão. Sim, leram bem e também hà o Rio Cabril e o Rio Olo – vejam a "foto-mapa" que anexei nos meus logs. Como já tinhamos visitado a Senhora da Graça (onde preparei um cache virtual) e a Mila tinha ficado com vontade de lá voltar e havia ali aquelas "cachitas" todas, a rirem-se para mim, decidimos que ficavámos até Domingo.

No dia 11 fui então "ás caches" no Alvão começando pela do Portelada a "Travassos", continuando com a "Ermelo´s Wonder", uma pausa para regressar a Mondim de Basto para almoçar (onde talvez tenha "recrutado" mais um Geocacher no restaurante onde acabei por comer três refeições) e, depois do almoço, fui em direção à "Alvão – Ranhadouro". Como esta cache está no concelho de Vila Real, não aparecia o local no mapita que tinha comigo e acabou por ser a mais difícil quanto à abordagem: Tentei três diferentes aproximações indo parar a pequenas aldeias onde acabava a estrada e lá tinha que fazer marcha atrás com os velhotes a olharem. Mas eu lá ia dando as "boas tardes" até que comecei a perguntar por Ranhadouro, pensando eu que era uma povoação. Afinal, Ranhadouro, é um local sem qualquer construção. Um "lameiro lá no alto" como me disse um velhote que me perguntou: "O que vai lá fazer? Aquilo é um lameiro sem nada lá…"  Resisti  à tentação de explicar
a um velhote de cerca de 80 anos o que é o GPS e o Geocaching…  Se calhar fui egoista… Aposto que o velhote teria a sua emoção do dia. Bem, corrigida a estratégia de aproximação, consegui levar o carro até 210 metros da cache embora esta se preste para uma caminhada calma e repousante, como eu gosto, mas teve que ser assim –  já era tarde, ameaçava chuva (vejam as fotos) e o Filipe ainda queria experimentar a piscina do local onde ficámos hospedados. Feito o "serviço" lá fomos experimentar a piscina, às 18H30 e debaixo de umas nuvens a ameaçar chuva… Era melhor ter dado uma "cacholada" no Rio Cabrão… sempre era mais original…

Quanto às caches do Alvão e na minha opinião;

– "Travassos", é uma aldeia colocada numa encosta com uma bonita visita sobre um vale todo cultivado. Consegui ouvir os pássaros, á agua mas também ouvi as motoserras a cortar árvores. Não me esqueci de falar às velhotas da aldeia: "Boa tarde!" – Ainda estive para perguntar pela família do Portelada…

– "Ermelo´s Wonder", fica no meio de montes mais ou menos suaves e de vegetação rasteira onde, de repente, nos aparece uma garganta de cerca 100 metros de profundidade,  ladeada por paredes graniticas, por onde se precipita o Rio Olo através de três grandes cascatas. O local chama-se "Fisgas de Ermelo".

– "Alvão – Ranhadouro", é um planalto com vista para as Barragens de Lamas de Olo, ali ao lado, e a cidade de Vila Real lá no fundo da Serra do Alvão. Esta cache é destinada a propiciar um passeio a pé ou BTT em direcção ao interior do Alvão.

Á noite, durante o jantar no restaurante (onde o empregado já passava mais tempo ao pé de mim a falar sobre o Alvão e o Geocaching do que a atender o pessoal), comecei a receber as respostas ao "spam" de SMSs que tinha enviado durante a tarde para tentar saber o código da cache do Rechena que fica ali para os lados de Fafe –  é que com o código e o meu telemóvel com acesso wap, eu consigo ler as páginas das caches para saber o essencial, tudo em modo texto, sobre as mesmas. Basta aceder a www.geocaching.com/wap e procurar a cache pelo código (procurar por coordenadas ou não funciona ou é tão lento que nunca consegui – por isso os SMSs).

Ontem, dia 12, lá iniciei o regresso a Lisboa depois de ter visitado outra vez a Senhora da Graça (agora cheia de "Povo"). Passei por Fafe, onde almocei, mas demorararm tanto a servir que perdi o tempo que tinha para ir ver "As Botas de Judas"… Fica para outra altura. É que 24 kms para norte, está outra cache que eu tenho "atravessada"…

E vocês por aqui? Portaram-se bem?

É que 1.350 kms e 556 fotos depois,  chego a casa e tenho 74 logs para actualizar nas Stats… Não podiam ter "descansado" um pouco?  

3 responses so far ↓

  • 1 portelada // Sep 13, 2004 at 20:41

    Ho jovem …..  se me tivesses dito mais cedo , eu dava-te os pontos dos melhores sítios para tomar banho na zona !!!

    E dos melhores e mais tascanos restaurantes !!!

    Espero que tenhas gostado da minha bINBOLANDIA !!!

  • 2 2 cotas // Sep 14, 2004 at 23:08

    …dâ-se! Daquele sitio em que chove calhau? Vailavai!

    A estrada mais proxima é na provincia ao lado  e o spary acabou ali prós lados de VFX! Se alguma pedra te ignorar não te preocupes tenho o porta-bagagens cheio das de gelo da granizada que apanhei lá em cima! Nunca mais…

  • 3 portelada // Sep 15, 2004 at 21:59

    aquilo é bonito é assim , em condições extremas !!!  já lá apanhei chuva , granizo , neve e temperaturas de -3 cº !!! cada vez gosto mais daquilo !!!

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