7 Pecados Capitais do Geocaching

HDV - 2006/02/17

Depois do exemplo inspirador dos «10 Dez Mandamentos», ocorreu-me poder  haver igual interesse nos «Sete Pecados».  Aqui fica a proposta, segundo uma ordem mais ou menos aleatória.

—  Sete Pecados Capitais do Geocaching —

1 – Utilizar o telemóvel para pedir ajuda e toda e qualquer forma sistemática de «spoiler».
Antes, durante ou depois da busca quando não existe nenhum problema com a cache excepto a nossa dificuldade «natural» em dar com ela e ou porque alegadamente nos esquecemos de a preparar. Não proporciona o mesmo prazer nem tem o mesmo mérito aquilo que é atingindo por meios próprios contra aquilo que nos é «dado» de barato. A «chico-espertice» é um vício exterior ao jogo e não deve ser valorizada.

2- Fazer vista grossa às regras definidas pelos owners.
Fingir ignorar que a generalidade das «virtual» implicam a deslocação ao local, mesmo quando o autor expressamente o indica ou logicamente isso se infere da descrição; usar os dados recolhidos por outros para simular que se foi ao local; abusar do desleixo dos autores em não verificar a integridade dos «founds» logados, sobretudo em caches além-fronteiras.

3 – Logar como found seu uma cache encontrada por outros.
Dois é companhia, três ou quatro de quando em vez ainda que não vá, mais do que isso é aldrabice; a menos que se use uma técnica de «busca alternada».

4 – Esquecer que o geocaching é uma actividade aberta ao público em geral e não apenas ao círculo imediato de conhecidos.
Conceber caches que de antemão o próprio owner sabe e assume que dificilmente serão encontradas sem «spoilers» fornecidos pelo próprio; introduzindo um princípio discriminatório, anti-meritocrático e anti-desportivo. Assumir o «compadrio» como fazendo parte da «normalidade».

5 – Abusar de transportes motorizados para poupar tempo.
Independentemente do interesse do local e das recomendações do owner, apenas por preguiça e ou para «queimar etapas». A existência de algum esforço físico valoriza a cache; o geocacher e o «geocaching» como actividade (também) desportiva.

6 – Mostrar falta de empenho em recolocar a cache.
Seja por não a deixar da mesma forma que se encontrou, seja por não a querer colocar melhor do que se encontrou, segundo princípios lógicos de bom-senso, quando seja evidente que o «founder» anterior foi ele próprio desleixado nessa tarefa.

7 – Armar ao pingarelho.
Exibir uma falta de modéstia generalizada; evidenciar um comportamento vaidoso ou despropositadamente desafiante. Culpar o owner ou a concepção da cache face à nossa incapacidade ou falta de empenho em a encontrar.

7 responses so far ↓

  • 1 MAntunes // Feb 18, 2006 at 08:35

    Sem querer armar-me em santinho – também sou pecador! – aqui está um bom conjunto de comportamentos a evitar, embora tenha tido dificuldade em reconhecer a existência do 4 e do 7 mas, como já não leio os logs todos, deve ter-me passado alguma coisa…

    Estas reflexões são sempre positivas. Pela minha parte, obrigado Hugo. 🙂

  • 2 lopesco // Feb 20, 2006 at 14:03

    Não acho que sejam pecados, mas sim maneiras diferentes de chegar ao fim…

  • 3 btrodrigues // Feb 20, 2006 at 14:44

    Deixem-me começar por dizer que ninguém é santo. Quem nunca pecou que esconda a primeira cache debaixo de uma pedra.

    Uma das componentes que aprecio (e mais e mais, a cada dia que passa), é a componente social do geocaching. A certa altura, deixa de ser só uma luta entre o indivíduo, a natureza e a tecnologia para ser um jogo bizarro onde a imaginação (e a malvadez) de cada um se faz sentir, na busca do desafio perfeito.

    E tem muito mais graça assim. Ajudar quem precisa de ser ajudado (gozar um bocado com a cara deles, porque não? "tás a ver aí uma árvore cor-de-laranja às bolinhas? tás? ainda bem, porque a cache não está aí"), obter uma dica extra quando se está perto de destruir o sítio ou fazer algo que poderá dar um bocado mais nas vistas. Levar 1, 2, 10, 20 amigos e partilhar a viagem, a experiência, as fotografias, porque não a cache?

    Em tudo o resto… tás lá.

  • 4 danieloliveira // Feb 20, 2006 at 19:07

    Forgive Father for I have sinned….
    It has been 3 days since my last confession.
       (and what have been your sins my son?)
    I have phoned the helpdesk 3 times in the last week…. The story goes on.

  • 5 SUp3rFM // Feb 20, 2006 at 23:40

    Hugo, partilho da tua opinião face a alguns pecados que descreves. Compreendo e concordo também com o ponto de vista do btrodrigues sobre a componente social (basta perceber que um dos nossos melhores momentos no geocaching foram passados com quase 30 gandulos pela serra da Arrábida).

    Confesso, que por exemplo, no último Domingo estávamos em Évora e já na última cache tivémos que telefonar ao helpdesk para perceber o sítio onde a cache poderia estar (o local estava mesmo, mesmo a fechar).

    Salvo raras excepções, não vejo mal em recorrer a ajuda de um ou outro amigo para se encontrar a cache que tanto procuramos. Usar este método por sistema, NÃO!

    Mas mesmo assim, se querem usar o sistema de só as apanharem porque alguém diz onde está, por mim tudo bem. Os actos ficam para quem os pratica.

    Ninguém nos tira o gozo de as encontrar, ou como comprovámos no último fim-de-semana de as não encontrar!

    Divirtam-se!

  • 6 clcortez // Feb 21, 2006 at 02:20

    A definição dos artigos está boa, mas como sempre longe de não levantar polémica no seio da comunidade geocacher.
    É importante não esquecer que o mais importante numa caçada é a própria caçada, embora para o jogo conte apenas o log found. O que dá pica é chegar lá, é o desafio. É a busca. Existem claro caches e situações difíceis, e casos omissos que temos que ter em conta, como fe fazer certas caches em alturas oportunas e sem estar preparados para isso. Passar ao lado de uma cache que está a 200km de casa e não a fazer é que devia ser considerado pecado!:)

  • 7 Jorge Ferreira // Feb 22, 2006 at 00:53

    Boa refleção mas vou continuar a pecar por todos os lados onde for, pois o meu Patrol já tá tão abituado as lides que quando ando um pouquito mais a pé o gajo pergunta logo se quero ir a penantes pra casa…

    E as companhias, desde que não sejam "mal educadas" só fazem crescer esta modalidade, bem como deixamos de precisar das consultas dos Srs(a) das famigeradas Batas Brancas.

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