Grande molha, grande passeio!

- 2003/12/02

Neste belo dia cheio de nuvens, de caminho para uma caçada em grupo à Half a Mountain, eu e o PedroOCoyote passámos com o MAntunes e o Snoopy por uma das suas caches, a Tale of Pedra da Mua (http://www.geocaching.com/seek/cache_details.aspx?guid=c93e3286-7697-4d10-b88e-fd2363bb663e), da qual ele queria confirmar o estado. Como nem eu nem o Pedro ainda tínhamos procurado esta cache anteriormente, aproveitámos logo a ocasião para fazer a primeira busca do dia.

Chegados ao "local do crime", após o MAntunes-mobile ter roçado com o fundo numas pedras, alegadamente por culpa do faustoso pequeno-almoço do Snoopy, demos uma volta pelas imediações para fazer um reconhecimento e ver as vistas, bem bonitas, por acaso…

Contrariando alguns rumores que circulam pela net, tanto eu como o Pedro encontrámos a cache em menos de 5 minutos, obviamente sem qualquer interferência por parte do MAntunes nem sendo necessário recorrer a um bulldozer para terraplanar a região…

Feitos os respectivos logs fui presenteado com o meu primeiro Travel Bug, o Galito. WOW, que emoção! Agora tenho de o fazer viajar mais um bocado.

Daqui fomos em direcção a Pedreiras, onde nos encontrámos com o Lobo Astuto e o seu amigo João, para fazer a busca à Half a Mountain (http://www.geocaching.com/seek/cache_details.aspx?guid=bceafb61-197d-4a04-a449-a485c6b0017c) .

Deixámos os carros no fim da estrada, perto da entrada da última pedreira, e começámos a fazer o plano de ataque, agora que o tempo estava a ficar mais nebuloso e enevoado.

Como eu era o único que já tinha feito o trajecto até à zona da cache, vários anos antes de se ouvir falar em Geocaching, propus que passássemos à volta da pedreira e subíssemos pelo pela zona do talveg até à cumeada e daí seguíssemos então para a zona da cache. É certo que este é um método contrário à práticas do MAntunes, mas permitir-nos-ia uma caminhada mais facilitada e com uma melhor vista. A coisa lá acabou por ser aceite e metemo-nos a caminho…

Contornar a pedreira não foi muito fácil devido à muita vegetação existente, mas lá fomos seguindo caminho até que começámos a subir, agora por um aceiro que limita a pedreira pelo seu lado Nascente. Daqui continuámos paralelamente a uma antiga vedação, por entre a vegetação, até atingirmos o ponto mais a montante da linha de água, local onde conseguimos avistar um maravilhoso e convidativo mar azul, por entre as nuvens.

Até à zona da cache, perto do VG Píncaro, percorremos um "caminho" junto à falésia, com mais de 380 m de altura, praticamente na vertical, até ao mar… Mas deste nm sombra… Já não se via nada por causa do nevoeiro…

Quando lá chegámos constatei que as minhas calças estavam completamente ensopadas por causa da água que ia passando dos arbustos para a indumentária, principalmente dos caramelos que iam à frente. Dá para imaginar onde eu ia…

A cache foi procurada por um de cada vez, tendo demorado apenas alguns minutos porque a cache era muito fácil de encontrar, visto que o arbusto onde estava escondida praticamente não tinha folhas e a tinta verde do taparuere já tinha fugido quase toda… A que ainda sobrava ficou nos nossos dedos…

Feitos os respectivos logs, como não sobrava grande coisa para ver por causa do nevoeiro, e agora que começava a chover, lá decidimos voltar para trás.

A descida foi bastante mais agradável que a subida, por razões obvias inerentes ao desnível, mas por outro lado fomos um bocado fustigados pela chuva que teimava em cair. Pensei que de molhados não passávamos mas…Novidade! A água foi escorrendo das calças para as meias e destas para as minhas velhinhas mas impermeáveis botas… Não lhes serviu de muito serem impermeáveis, visto a água ter entrado pelo único buraco que têm, por sinal o mesmo por onde se mete o pé… Que traição… A partir destes momentos a caminhada passou a ter acompanhamento musical de CHEFELHOC, CHEFELHOC, CHEFELHOC…

Quando a vegetação começou a ficar mais espaçada o Snoopy resolveu dar asas à sua alegria e desatou a correr e a saltar em todas as direcções! Estava a ver que ele ainda tropeçava e lá teríamos nós de andar a apanhar "peças caninas" pela rampa abaixo…

Rapidamente chegámos às viaturas e, após as últimas fotos da praxe, lá fomos para as respectivas casas tomar uns banhinhos quentes e passar a tarde a "lamber as feridas" no quentinho…

Como dizia um antigo professor de umas das minhas disciplinas de campo: "O carácter tempera-se na adversidade". Desta vez adversidade até podia ter sido bem pior… Belo passeio de Domingo a não esquecer!

PH

2 responses so far ↓

  • 1 DSAzevedo // Dec 3, 2003 at 11:13

    Essa coisa de andarem á chuva, de cu pro ar no meio do pinhal, esta-me cá a fazer desconfiar…

    Taparueres verdes a escorrer tinta?

  • 2 bargao_henriques // Dec 4, 2003 at 07:54

    Vá lá entender-se o que pensam algumas pessoas…

    Há quem prefira ficar com os pés de molho num Cozido à Portuguesa…

    Eheheheheheh

    Confesso que, a determinada altura, também me apeteceu!…

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