André&Paulo FOUND “001 MONSTRA – O InÍcio”

André&Paulo - 2015/04/11

Foi dia 10 de Maio de 2013 que comecei a fazer geocaching, acompanhado por quem me deu a conhecer esta excelente prática, Rafaelalex.
Foi desde então que surgiu esta paixão irrefutável pelo hobby!

Foi desde então que tinha como objetivo começar e acabar o PT a M.O.N.S.T.R.A. (Mesmo Organizados Não Serão Tesourinhos Rapidamente Alcançáveis).

Tantas maravilhas tinha ouvido falar. Quer pelos containers que eram originais e adequados ao tema… quer pelas vistas que se obtinham em cada cache… quer simplesmente pelo percurso em si.

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Um percurso de quase 40 Km, com 117 caches…

Isto, na altura em que tinha poucos FOUNDS era quase como o Santo Graal. Eu que tinha estabelecido uma meta de, no mínimo 200 caches num ano, com este percurso, quase que o conseguia…

Percebi nesse dia que os números não contam, o que conta são as experiências vividas, as sensações presenciadas, os amigos que fazemos, a felicidade por encontrar cada cache.

Dia 29 de Julho de 2013 decidi, na companhia do meu irmão e do Rafaelalex, começar este enorme PT.

Ficou decidido que se faria apenas parte da Monstra, entre a #35 e a #1… noutro dia se acabaria… No entanto o plano saiu furado. Ainda não tínhamos começado, já um problema nos tinha surgido. Uma das bikes teve um furo! O dia terminou ali!

Frustrado, regressei a casa, já a planear o próximo ataque… mas agora, preparado para qualquer imprevisto ou percalço.

O ataque seguinte ficou agendado para a semana seguinte, dia 6 de Agosto de 2013.
Com tudo pronto para uma nova ofensiva, partimos para o ataque à Monstra.

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Desta vez, nada nos impediu. Foram 32 caches em 9 horas, algumas caches não encontradas, mas sem problema. Foi um dos melhores dias a fazer geocaching que tive… Só tive pena que nesse dia não tivesse a minha máquina fotográfica para poder reviver e partilhar as emoções.

Como tinha ouvido dizer, containers de invejar a muitos e vistas de enorme prazer… não fiquei nada decepcionado, pelo contrário, fiquei imensamente surpreendido com tamanha qualidade.

Um dia duro, cheio de subidas, com o sol sempre a apertar… chegámos a casa cansados, mas satisfeitos com a nossa prestação…
Foi um dia para não esquecer, e de facto não esqueci!

No entanto, o que tínhamos feito comparado com a totalidade do percurso, não era nada!
Havia muitas caches por encontrar e muitos quilómetros por pedalar…

Conheci há pouco tempo um geocacher, o lampiaoman (Luis Lopes)… foi uma grande descoberta, um dos meus maiores FOUNDS… um grande amigo…

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Foi com ele que resolvi fazer a MONSTRA, um grande desafio, do início ao fim, tudo num só dia, mesmo as caches que eu já tinha encontrado seriam reencontradas…
Dia 29 de Março de 2015, domingo, um ano e meio depois da minha primeira investida… seria o ataque final… à terceira seria de vez!
Tudo planeado com uma semana de antecedência, data trocada e destrocada, lá ficou para o dia 29…

Alvorada às 7 da manhã com vista a partir às 7h20 com o Lampiaoman em direção à primeira cache do dia, primeira do percurso, a 001 Monstra.
Acabámos por partir às 7h30 com o objetivo de chegar à primeira cache às 8h00.

Mais uma vez, para variar, quase que não tínhamos andado 2Km, já estavam a aparecer os problemas… O pedal da bike saltou (mas que raio?) e só mesmo soldando é que o problema se resolveria. Toca a voltar para a garagem e trocar de bike…

Às 8h15 estávamos de novo prontos a partir e a rezar por mais nenhum imprevisto… Foi com enorme satisfação que às 9h00 chegámos a Santa Eulália para começar A MONSTRA.
As caches foram aparecendo sem problema, até porque já sabia a sua localização, mas não revelei nada para dar mais alegria ao Luis… Lá no alto da serra estava ventoso, mas como o sol batia forte na cabeça, aguentava-se de manga curta…

Como era de esperar o tempo passava a correr e nós a correr contra ele.
Umas paragens para comer, algumas fotos ao pé das caches, mais umas paragens para abastecer os bidons de água… e um telefonema ou outro… e muitas subidas.
Foi sendo assim a nossa manhã…

Na cache 034 Monstra encontrámos o primeiro e único Geocoin do dia que nos acompanhou durante o resto da viagem.

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A partir desta cache, não tinha procurado mais nenhuma, e estávamos entregues ao destino… fosse o que Deus quisesse…

A seguir foi sempre a subir, primeiro um pouco de troço de estrada e depois um caminho de cabras… fomos encontrando caches muito interessantes, conhecendo locais, que nem de bike, nem de carro tínhamos conhecimento… apreciámos paisagens de tirar o chapéu… e vencemos mais subidas… Não tínhamos tempo para descansar, mas para cansar tínhamos o tempo todo do mundo!

Às tantas já estávamos em Trancoso de Baixo, depois de passar por Mato da Cruz e Santiago dos Velhos, sempre a subir, quando finalmente uma descida para animar um pouco a malta… ou para desanimar… pois bem, mais um contratempo… um furo na bike…

A nossa sorte foi o spray do Luis e a bomba de bicicleta duma senhora que por ali andava a cavar na horta… Bem, ainda se pensou a voltar para casa, mas eu não iria abortar a missão… já ali tinha chegado, tinha pedalado quilómetros sem fim e se voltasse para casa naquele momento, certamente não regressaria, nem naquele dia, nem nunca…
Portanto, seguimos viagem… e foi o melhor que fizemos… continuámos com as subidas, com as caches, sempre a ser surpreendidos com os containers, pois quando pensávamos que não poderia haver containers mais criativos, aparecia outro para nos tirar as dúvidas. Apresentavam-se um pouco velhos do tempo, alguns já degradados, mas ainda com a sua graça e a transimitir a sua mensagem e ideia.

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Chegámos a Cotovios e continuámos as caches até Cardosinhas. O Sol estava a baixar rápido no céu e nós tínhamos de nos apressar. Não tínhamos luzes e à noite não poderíamos andar na estrada, quanto mais no meio da mata à procura de caches…

A nossa sorte foi que a partir daqui foi sempre a descer… cache atrás de cache, como o dia todo. Finalmente chegámos à cache 117 Monstra – Bónus, a última do dia.

Felizes com mais um objetivo cumprido, mas cansados e exaustos… o dia ainda não tinha acabado… ainda tínhamos de pedalar durante uns bons 30 minutos de regresso a casa. 30 minutos estes que poderiam ser menos se não estivéssemos no nosso estado de exaustão.

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Sprint (pensávamos nós) até casa.

De Vila Franca até Alverca ainda foi um bocado, mas chegámos e isso é que contava.
Cada um para suas casas, gratos a Deus por termos chegado vivos e gratos aos owners do percurso por nos terem proporcionado um dia maravilhoso sempre a cachar e a adquirir novos conhecimentos e experiências.

( in Monstra )

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