Revisitando o Alentejo

MAntunes - 2004/06/06

Este Domingo regressei às minhas origens (no que respeita ao Geocaching) e fui até ao Alentejo.

O objectivo mais premente era o de verificar/recolocar a minha cache “Arraiolos”. Então aproveitei a viagem para ir um pouco mais além e verificar a cache do Pedro Regalla, “Pela Pré-História do Alentejo – I” e, no regresso, tentar encontrar a última cache do Orlando Rebelo, “O Castelo (Montemor-o-Novo”.

Objectivo cumprido. 🙂

Podem terminar a leitura aqui ou…

Vamos aos detalhes:

Era para levar o “Snoopy” mas como o dia prometia ser quente e esta não iria ser uma deslocação até um ponto onde deixava o carro e depois fazia uma boa caminhada mas, sim, iria ser uma deslocação com várias viagens de carro intercaladas com pequenos passeios a pé e, também, porque pensava almoçar em Évora… achei melhor deixá-lo em casa.

Saí de Lisboa à “hora da minha família”… 09H00 mas cheguei rápido ao local do Cromeleque dos Almendres. Tirei umas fotos e fui até ao local onde estaria a primeira micro-cache (a minha primeira!) e confirmou-se o que tinha lido nos últimos logs desta cache: Já lá não estava. Como tinha impresso a descrição da cache e também já lá não estava as coordenadas desta micro, telefonei ao Pedro a dizer-lhe que estava ali prontinho a fazer a recuperação daquela micro, se ele não se importasse. Claro que ficou todo satisfeito e combinámos as questões logísticas (ele não tem acesso à net, por agora, então faço eu uma “note” com as novas coordenadas e ele, depois, actualiza a página da cache quando puder.) Recoloquei a micro do Cromeleque dos Almendres e dirigi-me à Anta do Zambujeiro para verificar a outra micro. Tirámos umas fotos enquanto esperava que saíssem dali alguns turistas e fui verificar a cache: Estava lá e apenas foi necessário substituir o lápis e adicionar um pequeno documento com informação sobre a Anta, tal como já tinha feito na anterior micro na qual adicionei informação sobre o Cromeleque.

Depois, preparei-me para rumar a Évora para um almoço de migas. Mas… o meu carro anda triste comigo. Já lhe “cheirou” que vai deixar de ser o meu “cachemobil” e vingou-se. Não pegou. “Tinha” bateria. “Tinha” motor de arranque mas o motor não pegava… 7 tentativas e desisti para não gastar a bateria. Bonito. Bem… vou telefonar ao serviço de assitência em viagem… não tenho “rede” de telemóvel! Nenhuma. Nem na Vodafone nem na TMN… ai, ai, ai, ai…  Meio-dia, a barriga a “cheirar” as migas… O sol abrasador  (felizmente o carro estava à sombra de um grande carvalho mas estava calor), o carro não anda, os telelés não telefonam… O carro não estava em situação de ser empurrado “pela descida abaixo”… Bom… Como eu gosto de caminhar, pego em dois telelés (um da cada rede) e começo a caminhar em direcção à povoação mais perto (Valverde se não me engano) até ter rede num dos telelés… andei cerca de 2kms até que finalmente… Ligo para o serviço respectivo. Conto a “desgraça” digo-lhes para não me telefonarem de volta (procedimento habitual)  porque tinha que regressar para junto do carro onde estava a minha família “aterrorizada” com as formigas e as lagartixas e lá não tinha rede, e pronto… Devo dizer que foram impecáveis e meia hora depois já lá estavam… apenas tive tempo para tirar umas fotos e comermos alguma fruta que levámos. Chegado o mecânico/desempanador deu à chave e …o carro pegou à primeira! E eu que tinha experimentado 6 ou 7 vezes! O carro anda mesmo amuado comigo… fez-me fazer figura de “atadinho da cidade” que não sabe desencarrascar-se… Bom o indivíduo olhou para mim com um ar benevolente, disse que devia ser dos safanões da estrada de terra – algum mau contacto no bloqueador do motor – e vamos embora para Évora com ele a atrás de mim para ver se havia mais algum problema. Entretanto, passàmos pelo aqueducto de Valverde na estrada entre esta povoação e Évora (não estou a insinuar nada…). Não houve qualquer problema e chegámos à cidade onde me dirigi à Praça do Giraldo. Estacionei o carro à sombra mas virado de frente para uma descida 😉 e fui à procura das migas…

Almoço comidinho, regressamos ao carro (pegou…) e fomos ver o Templo de Diana. O calor a esta hora era insuportável e o pessoal estava todo com uma “ganda cobra”. Uma sestazinha rápida. Umas fotos e o carro (que ficou outra vez virado para uma descida…) pegou outra vez… Dirigimo-nos a Arraiolos pela estrada directa de Évora para lá. Chegados, deixei o carro outra vez, conforme já sabem… e confirmei que realmente as caracoletas do Diamantino tinham levado a minha cache… Como já ia preparado com a substituta, comecei a procurar outro local, agora à prova de caracoletas… Espero não ter exagerado mas esta cache ficou tão difícil de se lhe chegar perto como a “Castelo dos Mouros” – aumentei a classificação da dificuldade geral e de terreno. Vamos lá a ver o que isto dá…

Missão cumprida em Arraiolos e trata de rumar para Montemor-o-Novo. Chegados lá à zona do parque de estacionamento, junto ao Castelo, arrisquei e deixei o carro à sombra mas não virado para uma descida… Já lá vamos… Porque primeiro fui procurar a cache do Orlando. Realmente esta cache está um bocado “destapada”. Quem lá fôr compreenderá… Ao princípio pensei num determinado local que me parecia “candidato” mas o meu GPSr dizia que não e “dei-lhe ouvidos”… Tinha razão ele… Tirámos umas fotos, assinei o logbook e troquei prendas. Tudo limpinho. A vista da zona da cache (tal como de muitos outros locais daquele castelo) é muito agradável. O castelo também o é e merece uma visita. Eu estive lá pouco tempo porque já conhecia o castelo desde o dia em que fui visitar a cache “The Jewell of Saphire” que está por ali perto.

Regresso ao carro a comentar com o Filipe que sabia bem um geladinho antes de iniciar a viagem de regresso a Lisboa. Chegamos ao carro, onde estava a Mila a dormitar e a ouvir música e… o carro não pega! Bonito. 18H30. Agora havia rede de telelé. Mas decidi fazer um pouco de força com a ajuda do Filipe e a Mila ao volante (com medo que este lhe mordesse…). Conseguimos fazer recuar o carro suficientemente para o virar para uma descida (tinha ficado de frente para um muro). – “Força Filipe!” – “Ó pai o carro é mais pesado do que eu pensava!” – dizia ele enquanto se esfalfava a empurrar o carro, os pés a escorregarem na areia do chão e quase a bater com os queixos no capot do carro… Bom… eu podia telefonar a chamar o serviço de desempanagem outra vez mas quis fazer uma tentativa para não passar por “atadinho da cidade”. Abri o capot e com um ar muito seguro do que estava a fazer, abri a caixa dos fusíveis e retirei um a um recolocando-os todos outra vez nos seu lugares… Fui tentar a minha sorte e… “manguito!”. Bom… vamos tentar colocar o carro em posição para descer “por ali abaixo” a ver se pega e, se não resultar, chamamos o reboque outra vez… Ao fim de alguns esforços lá conseguimos e na descida o carro pegou… Fomos até junto da antiga “Praça Velha”, para comprar uns merecidos gelados (deixei o carro à sombra outra vez mas com o motor ligado) e, por volta das 19H00, iniciei a viagem de regresso.

Uma nota final só para dizer que para esta caçada tinha convidado, sucessivamente, vários outros geocachers mas todos eles me deram “tampa”. Agora já sabem para que é que eu os tinha convidado…  😉

3 responses so far ↓

  • 1 portelada // Jun 7, 2004 at 05:45

    Fiat nele fiate !!!!! já o meu pai dizia !!!
    Mas ele tambem teve dois Fiat’s, e o meu Polo 4×4 tb já me deixou mal !!!
    Essas caches estão á minha espera … talvez depois do casório !!!

  • 2 DSAzevedo // Jun 7, 2004 at 12:19

    Alto lá!
    As caracoletas não eram minhas! Quando eu lá cheguei já elas iam de abalada com a cache, só como eu fui logo que a cache foi posta, ainda não tinham tido muito tempo para a levar para longe…
    É o que dá a malta deixar passar muito tempo entre visitas.

    Agora… acho mal essa de teres posto outra, sem ter procurado bem ali á volta. Eu sei que passou muito tempo desde a ultima vez, mas que gaita… eram caracoletas alentejanas. Não podiam ter ido muito longe. E não era preciso teres cimentado o taparuere ás ameias, só por causa dumas miseras caracoletas, mau feitio…

  • 3 bargao_henriques // Jun 10, 2004 at 08:38

    Grande aventura mas… Bem que me parecia que havia mais uma razão para não puder ir convosco! 😉

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