Crónica do encontro de GeoCachers na Mexicana

pregalla - 2004/07/14

Bifanas à Mexicana
Relatório de um encontro de GeoCachers e relatório gastronómico de um estreante por terras longínquas.

Muito já eu tinha ouvido falar do México e de suas paisagens e gastronomia (ai, os Tacos…).
Mas nunca lá tinha ido. Julgava que era necessário um avião ou navio para viajar até semelhante local, mas esta experiência provou-me que os meus conhecimentos de geografia estavam errados.
Caramba, por mais que vivamos estamos sempre a aprender!
Ao chegar ao local, não sem antes passar por momentos amargos, pois viajar no estrangeiro, por avenidas desconhecidas pode tornar-se complicado.
A verdade é que eu não sabia onde tal coisa ficava. E conduzia com os olhos esbugalhados para ver se dava com o local.
E eis que, de entre o denso arvoredo lá surgiram umas letras, pelo que se me afigurava tratar-se da tão falada Mexicana.
Ah, descansei! Tinha, por fim, chegado ao estrangeiro.
Mas ainda com dúvidas, porque não via em lado nenhum aqueles chapéus parabólicos. A minha cultura geral queria pregar-me mais partidas…
Nem o Speedy Gonzales eu já esperava encontrar. Já me tinha deixado de esperanças.

Lá saimos da carrinha a medo (eu, a Paula e o João). Sim, porque a gente nunca sabe como reagem os autóctones à presença de estrangeiros.
Lá em Portugal as gentes são acolhedoras. Aqui no México mais vale ser cauteloso.
Entrei, mas não vi sinais de GeoCachers. Será que me perdi? Teria sido melhor ter pedido o Waypoint do local!
Já aflito, de telemóvel encostado à orelha a telefonar para o Ricardo Silva, eis que ele me desliga a chamada. Tremendo!
Mas será que ele não pensa que eu posso estar em apuros?! Será que ele não pensa que posso estar a ser atacado por um qualquer meliante mexicano??
Mas quando olho, lá vem o Ricardo chegando com a Sílvia e o Eduardo.
As suas lindas e reluzentes muletas arrancaram-me um sorriso.
Lá entrámos e eles levaram-nos até ao fundo da pastelaria, onde nos sentámos.
Pouco depois começa a chegar mais pessoal:
João Rechena, Katy e Eva; Nuno Correia, Rita, Clara e João; Luís Amaral.
Aparentemente, nós também lá estávamos (Pedro, Paula e João). O Ricardo, a Sílvia e o Eduardo também.
Podia-se dizer que as crianças eram mais c´ás mães. E que os pais também.
Era um molho delas! Cinco ao todo. Comentou-me o Ricardo que foi batido o recorde de presença de crianças.
E bom, foi o tempo do quebra-gelo, pois eu conhecia o nome de todos, mas nunca os tinha visto.
Lá vieram umas bifanas mexicanas e umas sopas para outros.
Recomendam-se estas bifanas. São saborosas, mas fiquei cá com a pulguita atrás da orelha. Estou cá a desconfiar que o cozinheiro é cá dos meus, porque lá por Portugal as bifanas são muito idênticas. Desconfio que ele deva ser portuga…
Foi muito interessante, mas é pena que a mesa seja sob o comprido, pois a tendência é formarem-se grupos de conversa.
Podemos, para a próxima, juntar-nos em quadrado? Quase não falei com o pessoal da outra ponta, porque eu estava na oposta.
E lá falámos de Caches, Parapente, BTT, crianças, GPS… firmwares, EGNOS que andam malucos, SporTrak, Meridian, eXplorist, Legend, Geko, Foretrex, Rino, II Plus, III Plus, V…
Estas caixinhas servem todas para a mesma coisa, não é? Um brinquedo fixe com botões e um ecran e que nos levam até sítios desconhecidos, que nos levam a apreciar o nosso país e a descobrir cantinhos especiais. E também que por alguma obscura razão os espinhos tendem a cravar-se nas pernas e mãos.
Bom, voltando à cronica… sim, porque para ir à Mexicana todos os meses, tem mesmo de ser algo bastante crónico!
Mas recomeçando, tiraram-se também umas fotos.
Sentimos a falta e tivemos muita pena pelo MAntunes e família não poderem estar presentes, mas ele disse-me que o carro dele recusou-se a ir ter connosco ao México.
A pé deve ser chato, reconheço.
Lá comprei uns bolitos para o regresso a casa, que a viagem ainda ia ser longa.

Gostei muito de ter convivido com este simpático grupo, que ficaria ainda mais enriquecido com o MAntunes e família.
Gostaria de repetir no próximo mês se a disponibilidade de me permitir.
A vontade de voltar e repetir diz tudo acerca da experiência, não diz?

Um abraço a todos e ao Ricardo, que me coagiu a comparecer.

Como um GeoCacher escreveu,

Que os sinais do satélites vos acompanhem!

Pedro, Paula e João Regalla

4 responses so far ↓

  • 1 Rechena // Jul 15, 2004 at 09:25

    foi a primeira vez que fui a um geomeetup e de facto sentiu-se a falta do "organizdor" destas cousas ;)… Mantunes onde andas tu…
    Fiquei contente por ver que ja estamos todos a iniciar os nossos rebentos para continuarem a saga dos geocaching…

    foi engraçado conhecer finalmente o Pedro Regalla que ja tanto se tinha falado.

    E claro o conbibio foi do melhor…

    A todos vos espero ver no proximo caso tenha disponibilidade para ir… nem sempre da 🙁

  • 2 ricardobsilva // Jul 15, 2004 at 09:49

    De facto foi muito giro ver os miúdos a correrem de um lado para o outro. E conheci o geocacher mais novo em Portugal: o João do Nuno Correia que com 11 dia foi com os papás procurar uma cache. Dali só falta mesmo o João do Regalla ir experimentar o que é andar com o cabelo ao vento, pelo meio dos montes, às costas do papá e à procura dos tupperware 🙂

    Oh Rechena … afinal também eras novato? Então não te escapas. Da próxima és tu a escrever a crónica 😛

  • 3 MAntunes // Jul 15, 2004 at 12:42

    Ricardo, olha que o Rechena assim nunca mais "tem tempo" para ir a um encontro mensal…  Os "novatos" têm que ser apanhados desprevenidos.  

    Naquele dia, o meu carro não "quis" que eu fosse… Fica para a próxima.

    Mas, dos relatos, fiquei especialmente agradado com a presença de dois novos estreantes: O Pedro Regalla e o João Rechena.

    No próximo encontro, espero ver lá as mesmas caras e outras novas.

    Vão lá! Vão ver o que vos espera…  

  • 4 DSAzevedo // Jul 15, 2004 at 13:41

    Bem… pra começar boasbindas…, (esta teve graça, principalmente por serem extensivas ao membro mais "velho" do grupo), óspois é só para dizer que eu tb lá estive…
    Querssedzer, não andava disfarçado de puto, mas passei por lá antes da chegada de todos! Foi assim tipo “de fugida”, é que a “maria” saia ás 8 e cravou boleia para casa. Em abono da boa e são convivência domésticada, perdão, doméstica, tive que me baldar antes dos atrasadófios terem chegado. Não contentes, ignoram-me! Mesmo por causa disso ando cá a pensar numas caches “novas”… Esperem!

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