O trabalho…

2 Cotas - 2004/08/05

A seguir ás férias o trabalho, vida de pobre é assim, vives para pagar impostos. O que me vale é ver o nosso Biltre Gates, perdão Portas, a fazer cenas tristes na televisão e o Carapau de Corrida a dar–lhe corda…

Mas suspendi a narrativa da história na Covilhã… e vou retoma-la na Covilhã! Só que ao outro dia, porque o intervalo foi utilizado em actividades cuja descrição fica um pouco mal nesta história.

Saímos de manhãzinha e fomos em direcção á Torre, primeiro porque queria comprar uma prenda prá maria, segundo porque tínhamos bilhetes para um passeio de cadeira e depois porque havia lá umas caches que precisavam ser verificadas. E de prendas novas claro.

Ando a escolher mal os passeios. O outro dia foram as capelas, agora as micros. A primeira, a UpUpUp saiu-me bem, mas é micro. E só porque a encontrei não quer dizer que tenha passado a gostar. Bem, lá dei com a coisa mas ainda não foi desta que percebi o gozo de andar a plantar micros. Porque é que não fazem como o outro, põe uma normal e escrevem micro na tampa.? Assim ficam todos contentes.
Ficou lá mais uma pécinha de qualquer coisa que andava no fundo da mochila.  Descansem os mais preocupados, que tenho a dita quase limpa. A única coisa que pode acontecer é a caxita explodir subitamente um dia destes, (se não rebentou já…), da maneira como a atafulhei, é o mais provável. Convém o próximo que lá for abrir aquilo com cuidado. Por falar nisso, cachas maiores levam mais prendas…

E lá fomos a outras vidas. Mesmo ao fundo da rua havia o tal malfadado do Vaivém. Como tinha uma oferta de uma voltinha grátis convenci a Virita a um passeio muito divertido. 25 minutos plantado em cima de um cadeira pendurada num cabo a balançar serra abaixo/serra acima. Só podem ser ideias do tipo que inventou as micros. Ainda hoje me dói o ouvido do lado da maria. Andava eu no sobidesce e, soube depois, um nosso amigo foi escarafunchar na cache que eu tinha acabado de esconder. Se soubesse ainda hoje lá andavas… temos umas contas ajustar por causa dumas silvas que eu conheci por tua causa… Mas adiante. Acabei de “usufruir a oferta”, comprei a prenda prá maria e ala á procura da outra cache.

Imaginem! A Star Mountain! Mais uma carrada de micros. Acho piada. Dizem que é uma cache normal e enfiam com 3 micros logo de rajada . Queres mais?
A primeira escapa. A segunda e a terceira são melhózinhas. Nesta ultima andei á nora um grande bocado, (olhá novidade!). Aquilo fica perto de uma curva. De um lado da curva, dizia o coiso a apontar para o outro lado: 80 metros. Do outro lado da curva, apontava para o lado contrario e pespegava com 80 metros. No meio um ravina acabadinha de se desmoronar. Ah…. a curva era apertada e tinha prái 20 metros de diâmetro e ficava no fundo de um vale com recepção tipo GPSr dum colega nosso. E agora? Áiame’da! Saco da antena maravilha e atarraxo a ficha, estico o cabo e a setinha aponta alegremente numa direcção estável. Mas para o outro lado. Isto depois de ter andado estradabaixoestradacima, há horas. Neste lugar é que fazia falta a tal cadeirinha. Bem, vamos lá.
Chegado ao local deparamos com um parque de estacionamento, suficiente para caber só um carro, que por acaso até lá estava e ocupado. Alias biocupado. Um casalito entretinha-se a “ver as paisagens”. Lindo serviço. E agora? Vou lá explicar as virtudes do geocaching, ou ponho-me a revirar o lugar de cima abaixo com ar desentendido? Fosse o que fosse lá se piraram. Ainda hoje estou para saber como é que teria resolvido o problema, é que a caixita estava a menos de meio metro da roda dianteira do automóvel.

Boralmoçar que se faz tarde. Heading em direcção a Manteigas. Almoço e volta. Agora é que a porca torce o rabo. Demorei mais a procura da MACRO do que das 3 micros anteriores. Desconfio que foi do almoço. A maria só queria chapinhanço, eu tinha mais vontade xonar que de procurar taparueres e a porcaria da cache só complicava. A cache, o terreno e o calor. É fartar vilanagem! Lá dei com a coisa. Voltamos para casa, que é como quem diz para a pousada. Desta vez não deixei nada, achei que não merecia um dos meus já celebres porta chaves. Também… não tinha lá nenhum…

No outro dia de manhã viemos embora. Tinha uns encontros marcados com umas caches na Pampilhosa e a viagem é longa. (Ai se eu começo a fazer founds…, não há LL que vos acudam…) Paramos para almoçar em Alvares e fomos tomar banho á tal piscina que impediu um colega nosso de encontrar a cache. Óhpá, coisa tem que ser feita com método. Primeiro procuram a cache e só depois é que podes deixar a maria ir ao banho. Se fizeres ao contrario, dá asneira! As moçoilas são imprescindíveis na cacheiração. Mas secas, humidas não.
Estava no sitio, (ouviste? Deves andar a precisar de óculos ou de um GPS em condições…). De passagem fomos fazer manutenção á OhmmmmmmmOhmmmmmmmm ou lá como é que raio se chama aquilo. Gostava de saber onde é que vão arranjar inspiração prós nomes com que baptizam as vossas caches: emprisiuned skirrel, apapap, da palace! Parecem brasileiros a pôr nomes aos filhos. Havia de haver uma listagem de nomes permitidos, assim tipo conservatória do registo civil.

Mas o melhor vem no fim! No dia seguinte depois de ter levado a maria á Vila Nova de Mil Fontes a ver um sitio para uma cache, (pescinação incluida claro), voltamos para casa e o bom do bichinho a morder. Desta vez não foi o porcaria da seta, foi mesmo a contagem… havia duas opções: uma era do moço esverdeado a outra era do nosso especialista em marcos geodésicos. Por varias razões escolhi a mais fácil. Lá me f’di outra vez! Diz o homem: fácil, dificuldade 1. Uma gaita! Fez-me lembrar o “buraco do bichano”, dúzias de manguleas, horas, e a porcaria da cacha a rir-se de nós. E adivinhem lá… é uma micro. É melhor ficar por aqui. Não há sol que me aqueça….

…era suposto divertirmo-nos com o geocaching?

3 responses so far ↓

  • 1 MAntunes // Aug 5, 2004 at 21:09

    …de levar a UpUpUp a dar uma voltinha na cadeirinha só para eu arar o terreno à procura dela?  . Não havia lá silvas… Qual era a graça?  

    Obrigado pelos teus relatos: Gostosos como sempre. No dia 15, se sobreviver à "Fenda", regresso às histórias, não tão compridas mas muito mais chatas.

  • 2 Anonymous // Aug 5, 2004 at 23:39

    O homem escreve sempre da mesma maneira?

  • 3 portelada // Aug 6, 2004 at 00:56

    BOLAS !!!!    a caixa até lá podia estar, mas fartei-me de subir e descer o monte, pendurei-me na figueira, escalei rochas e até cavei a terra !!!!

    Oi o gps pregou uma partida ou então … …  …. a água estava muito boa !!!

    As caches da Serra da Estrela estão a olhar para mim com boa cara !!!! …. hummmm

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