atão o datums.dat, ó meu granda totó?

btrodrigues - 2004/08/13

Aos 12 dias do mês de Agosto do ano do senhor de 2004 juntaram-se na Mexicana 13 geocachers… (erm, se calhar assim parece a acta de uma reunião de condomínio. É melhor mudar de estilo).

As minhas desculpas se isto começar a parecer demasiado um relato pessoal. Tenho péssima memória. Tenho a mania que tenho graça. Tenho aqui uma pessoa simpática no yahoo Messenger a dizer para eu me fartar de inventar, que assim nunca mais me convidam para fazer o relato do encontro (eheh). Embora o GeoMeeting esteja marcado para as 19.00, parece-me que fui o único a chegar a horas à Mexicana. Como não vi ninguém (e já não ia ali há anos), ainda perguntei se havia mais alguma sala onde (imaginava eu) estariam umas 30 pessoas reunidas a comer bifanas e a beber imperiais, com os putos a correr de um lado para o outro a roubar comida, atirar tijolos uns aos outros e cenas assim. Pessoal que eu já conhecia, só seria o MAntunes, o Diamantino e o Cláudio. Mas ainda não havia ninguém conhecido à vista. Telefonei ao Cláudio e ele descansou-me, dizendo que o pessoal só chegava “pontualmente” às 19.30.

Não sei que horas eram. Sentei-me num banco na Guerra Junqueiro. Comecei a organizar a papelada na mochila. A certa altura alojaram-se três pessoas com ar de quem andava perdido e cansado no banco por trás do meu. Quando ouvi dizer “é aqui”, virei-me para trás e vi um Meridian na mão de alguém. “Boa, não sou o único aos papéis; é realmente raro ver alguém de GPS na mão na Guerra Junqueiro. Se calhar vão para o encontro.”, pensei. E ia-me meter com eles quando chegou o MAntunes. O MAntunes é uma pessoa carismática. É durante o encontro todo quem dá as boas vindas, quem orienta e quem apresenta toda a gente que chega. E eu, que sou péssimo a fixar caras e nomes, estou aqui aos papéis. Deixa cá ver a cábula. Era o Paulo Martins, a Manuela e a Cecília. Esperámos pela Mila e entrámos. Começamos a organizar as mesas e chegou o José Manuel e a Fátima. Enquanto sacava do portátil e levava uma esfregadela de conhecimento do Paulo e do MAntunes sobre calibrações, os outros ficaram no canto oposto da mesa a falar de crochet (acho eu, que não sou muito de me meter na conversa das outras pessoas). Acho que se devia fazer um encontro mensal de crochet e de outras coisas assim. Canicultura. Botânica. Dança do ventre. Primeiros socorros. A influência da gripe do gafanhoto asiático no subclima mediterrânico a alturas superiores a 633 metros. Cenas assim.

O Diamantino chegou entretanto e atirou triunfalmente para cima da mesa um print da sua nova cache. Deixou toda a gente de boca aberta. Então não é que não se percebia nada? Vhxivevf gfwl vn xlwrtl!!! Nada como fazer pirraça para animar a malta. Levou-nos o professor de cartografia e calibrações para uma mesa à parte (que era onde havia electricidade – já ouvi desculpas melhores) e deixou-nos a falar de mapas. Foi então que comecei a levar seriamente nas orelhas por querer ir para ali para me darem a papinha toda feita sem sequer ter lido as instruções. Eu sabia lá que era preciso o datums.dat! Para a próxima, tenho que fazer as coisas com mais calma. Ler as instruções todas. Mania de me armar em cromo. Entretanto, chegou o Cláudio e o Nuno Pedrosa. Começaram a falar de lanternas e de leds brancos e de Las Vegas a piscar em cima de uma BTT. A primeira carta calibrada com os waypoints do meu GPS no sítio certo apareceu no portátil pouco tempo depois. Maravilha! Falámos de caches (oh, espanto), de passeios de BTT (sério?), de geocaching em BTT (wow). O Nuno Pedrosa e a Rita chegaram entretanto e começou a pirataria. Eram cabos de rede, cabos USB, cartões de memória SD, cartões de memória Compact Flash, memórias USB, storages de 10Gb portáteis, redes 80211.b, cartões 3G, valia tudo para andar a distribuir mapas e calibrações (agora percebe-se o porquê da reunião mensal de crochet, ali naquele spot as coisas começavam a ficar complicadas – para além da radiação emitida ser insuportável).

E pronto, eram 20h40m e eu tenho-mesmo-que-ir-embora-senão-levo-com-o-rolo-da-massa. Peço desculpa aos presentes se não me despedi deles como deve ser. Peço desculpa ao Cláudio por me ter de pagar a Coca-Cola. Peço desculpa por ter chegado meia hora mais cedo e saído não sei quanto tempo antes do fim da reunião. Ainda deu para ver o Diamantino a demonstrar a sua arma de arremesso (um GPS que fala) atirada à cabeça do Nuno Pedrosa, uma antena de GPS feita em macramé e um bruáaaa enorme quando o empregado disse que as bifanas se tinham acabado e que a Mexicana agora se ia tornar uma tasca vegetariana.

E pronto, o caloiro dos encontros foi praxado. Não percebi metade das indirectas (aquela dos pacotes de manteiga e tal). Paulo… é a tua vez… continua, sefaxavor, que eu também estou curioso acerca do que se passou depois.


Paulo Martins e Diamantino Azevedo


José Manuel (escondido), Fátima, Mila (de costas), Manuela e Cecília


Nuno Correia, Bruno Rodrigues e Cláudio Cortez


Rita, Nuno Pedrosa e Manuel Antunes

3 responses so far ↓

  • 1 2 Cotas // Aug 13, 2004 at 16:10

    Não foi nada pirataria! Foi só uma pequena partilha de informações….

  • 2 Lobo Astuto // Aug 13, 2004 at 19:27

    Não eram backups? Olha que eram!!!! 😉

  • 3 portelada // Aug 15, 2004 at 10:53

    bonito, qualquer dia começam a fazer artesanato geocaching !!!

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