MicroRed Porche…

2 Cotas - 2006/04/28

Tudo está bem quando acaba bem! Arquivo. Lixo.
Mas só me resta uma questão. Desculpem…

Gostava de ter percebido o que terá levado à emissão de opinião tão agressiva, tendo em conta de que foi feita em defesa de um qualquer indivíduo desconhecido, cujas atitudes podiam ter tido consequências muito desagradáveis e que objectivamente não joga nem pretende jogar segundo as regras, sejam elas quais forem.

Alguém me explica?

8 responses so far ↓

  • 1 HDV // Apr 29, 2006 at 01:25

    Fazemos da seguinte forma, se lhe aprouver: o Diamantino desloca-se ´in loco´, observa e faz a sua própria avaliação depois, e só depois, se ainda tiver interesse nisso, conversamos em igualdade de circunstâncias e eu – embora não tenha disso obrigação, apenas por consideração pessoal – tenho muito gosto em lhe explicar porque é que entendo que aquela cache não tinha nem mais nem menos interesse; nem representava um risco de «segurança» maior nem menor do que uma dúzia de que tais presentemente existentes na cidade de Lisboa.

    De resto, a estratégia de, não gostando da mensagem, querer matar o mensageiro ou esvaziá-la distorcendo-a, é antiga e também não é a primeira vez que a vemos ser usada. Para esse efeito todo o desenvolvimento/tratamento subsequentes dados à questão limitaram-se a confirmar a exactidão do que ficou escrito (sobre se foi «agressivo», adjectivo seu – e eu não vejo por onde suportar tal ideia – terá que pedir explicações a quem teve a boa vontade de extrapolar, assim o querer entender, sendo levado a sentir a necessidade de se auto-justificar).

    Não deixa de ser digno de registo que o Diamantino, de todas as pessoas a que mais nos habitou aos arabescos de estilo e ao uso solto de linguagem, frequentemente admiráveis, faça particular questão de pôr em causa igual liberdade em terceiros, e em mim próprio em particular. Há alguma coisa que o apoquente e queira partilhar?

    Sabe, é que fundo é isso que está em causa: a santa liberdade do autor em colocar a cache como sabe e pode, dentro do esforço e da boa vontade que tal gesto representa – e pelos quais, como tal, deve esperar ser reconhecido e antes do mais agradecido, particularmente quando se trata de uma primeira experiência; a liberdade de uns e outros em respectivamente decidirem em a procurar ou não e de, em a encontrando, a logarem como bem entendam. O que está em causa, insisto, é a afirmação positiva de um «poder fazer» e de uma liberdade sagrada, inclusive de escolha, contra a asserção negativa dos «proibicionistas», dos segregacionistas e auto-proclamados higienistas de «casta» que, numa actividade e num hobby, no cômputo geral das coisas, convenhamos, tão comezinho e tão pouco importante como o geocaching, pode facilmente passar por «soberba». Nenhum homem poderá nunca ter a pretensão de dizer «o geocaching sou eu; cheira-me que tu não és igual a mim: vai-te embora pá!». O que está em causa, decididamente, é a defesa de um livre-arbítrio fundado não no «diz que disse», nem em inevitabilidades mediúnicas, feitas de antecipações exageradas ou fundadas em pré-juízos sobre o que cada um entende ser o tecido urbano de Lisboa ou o que seja a «segurança» nos diversos espaços destes, mas em valores e opções tolerantes, compreensivos, esclarecidos e devidamente investigados.

    Entre os que preferem assumir a defesa e a fruição da máxima liberdade, com os riscos que esta pontualmente pode acarretar, e os que se manifestam favoráveis ao seu constrangimento, feito de um controlo social que os laços de solidariedade pessoal arriscam turvar, tornando acrítico e sectário, estou e estarei sempre, incondicionalmente, com os primeiros.

  • 2 HDV // Apr 29, 2006 at 01:32

    Ah! E antes que se «entusiasmem» outra vez: convêm notar que estamos aqui prioritariamente a discutir «ideias», não «umbigos»…

  • 3 zoom_bee // Apr 29, 2006 at 12:08

    Peixeirada entre os dois mais inspirados escritores de logs de todos os tempos (IMHO) promete!!!

    Sinceramente não sei com qual dos dois concorde, nem se isso vos interessa para alguma coisa… básicamente porque ambos têm… não diria razão, mas razões.

    Acho que era importante separar as aguas, pq se misturaram aqui, legitimidade de autores de caches, com a qualidade destas, com a segurança, com respostas menos delicadas, e reacções mais exaltadas, e depois talvez um discutível arquivamento.

    E até sou do Norte, e não faço ideia da perigosidade do local em causa, e mais acrescento que apesar de ser (lamentavelmente) o único owner das 4 caches dentro do Porto, continuo a não achar especial piada às caches urbanas.

    Agora só gostaria de mandar umas postas de pescada que são:

    A existir, a maior "prepotência" vem do próprio GC.com, e do seu responsável com quem já troquei alguns bitáites pouco estimulantes. Não me dou muito bem com determinado tipo de atitudes que não consideram as pessoas que fazem efectivamente este jogo (os geocachers) mas isso são outras histórias. Mas quando o exemplo já vem de “cima”…

    No entanto, apesar de uma vontade quase anarquista de contrariar determinadas regras "impostas" por quem não me merece especial respeito, reconheço que algumas devem existir e que fazem todo o sentido, nomeadamente as que defendem o "bom nome" da nossa actividade, a conservação da natureza, a divulgação de património, e a atenta segurança e discrição na colocação das caches, para evitar colocar em risco tanto estas como quem as vá procurar.
    Ora sinceramente na minha opinião, esta cache não cumpria estas regras básicas, e sinceramente as únicas que me preocupam, agora se se justifica o arquivanço compulsivo… acho que não.

    Talvez uma mais detalhada informação da “peculiaridade” da cache e respectivas precauções suplementares na pagina da mesma bastariam, e tal não existir prefiro justificar apenas pela inexperiência do owner e não entrar em muito mais divagações.

    O meu conselho sincero é que tirem o fim de semana para se porem na estrada e sem stress irem escarafunchar umas velhinhas caches do Greenshades e do Pedro Regalla,  desculpem o tom melancólico da coisa… mas tenho saudades de quando o geocaching era assim… a peixeirada até pode ser saudável, mas só se o peixe for fresquinho.

    Tenho um enorme prazer em participar nesta actividade praticamente desde o início que ela existe no nosso país e sempre o fiz por pura carolice e de uma forma (desculpem a falta de humildade) perfeitamente altruísta, sempre com a firme intenção de proporcionar algo de tão agradável quanto possível a quem visita os meus spots.

    Novos tempos, novas vontades…  

    PS: 2cotas eu até estou a ver a tua preocupação… é que se as caches atrofiadas começarem a ser arquivadas à chapada e sem direito a subsídio, não só vais p o desemprego como ainda te sujeitas a ter que te dedicar a outro tipo de Hide & Seek…. 😛

  • 4 lopesco // Apr 29, 2006 at 17:39

    Caro HDV. Já tive o prazer de te conhecer a quando da procura do primeiro passo da 4 Elements do nosso 2 Cotas. Leio sempre com muito prazer os teus logs pois és terrivelemente ( no bom sentido) eloquente e tens , para mim, o dom da escrita. Confesso também que, por vezes, não consigo onde queres chegar com os teus textos.. :p
    Porém, a quando do teu comentário acerca da micro porsche vermelho, fiquei um pouco, digamos, magoado, pois eu também fazia parte do pelotão acefalo.
    Concordo plenamente contigo quando falas na liberdade de colocar caches e sim, devemos mostrar gratidão ao owner por se ter dado ao trabalho de o fazer. Um obrigado fica sempre bem. Acho que colocar caches é sempre positivo, mas…

    Como já disse no geo.com, eu sou defensor de caches em sítios bonitos, ou com história, ou secretos, enfim. O geocaching é a meu ver, o passeio, o descobrir novos lugares, partir à aventura, descobrir a história do local. Acho também que, como já referi antes, que quem coloca caches, deveria antes de "cachar" algumas. É verdade que, existem muito boas caches colocadas por pessoas com pouca experiência mas também acontece o contrário. Caches má, pessoas com exeriência. Mais uma vez, esta avaliação de boa ou má, depende somente do meu gosto acima definido. Não coloquei rótulo algum na zona onde se encontrava a cache problemática. Os problemas, aconteceram mesmo. Ninguém inventou. Ninguém disse que era mau ou bem frequentado. Houve problemas que poderiam ser sérios. A meu ver, após isso ter acontecido, o owner deveria ter arquivado a cache. Locais onde somos até aconselhados pela polícia a não colocar caches lá, julgo eu que são a evitar. Parte do bom senso de cada um, a colocação e a visita a essas caches. Acho que se resume a, a cache está lá, e quem quiser visitar, visite, mas por favor, não as coloquem em sítios menos próprios ou ao fazê-lo, coloquem avisos nos textos da mesma.

    Acho que não houve censura ao arquivar a cache. Simplesmente não cumpria as regras do jogo.

  • 5 2 Cotas // Apr 30, 2006 at 23:49

    Um dia, um moço desconhecido que não tinha nem queria ter GPS, não sabia as regras do Geocaching e se estava nas tintas para tudo isso, resolve pôr uma cache.
    Coloca-a sem nada do mínimo elementar, inscreve a coisa e retira-se.
    Antes ou depois disso nunca procurou uma cache nem nisso está interessado e não atende a sugestões ou criticas. Os seus registos de FOUND foram dois. Um foi eliminado pelo owner por ser mentira e o outro por ter encontrado a sua própria cache.
    Porta-se questionavelmente na primeira oportunidade, é agressivo nas suas respostas, ignora qualquer contacto ou aproximação e finalmente despede-se em absoluto mau gosto.
    Nesta conformidade e perante o coro de protestos, levanta-se o “nosso” colega Hugo e resolve iniciar uma cruzada em defesa do pobre moço. Contra os seus próprios colegas e companheiros. Riposta adoptando o tom genérico do seu protegido á mistura com o seu proprio, mas adoçando-os com algumas tiradas mais sofisticadas e politicamente correctas. Mais, fá-lo distribuindo adjectivos: «acéfalo», «proibicionista», «segregacionista» e «higienista de casta». Nada de pessoal, é mesmo só uma questão de ideias.

    Eu, lembrando-me do texto dos 7 pecados interpreto a coisa como uma dorzita. Pequena, localizada mas incomodativa.

    Hugo aparece. Aos meetups das sextas, aos almoços do IKEA, ás caches de hora de almoço. O pessoal paga-te uma imperial, dá-te uns amendoins e umas palmadinhas das costas. Mas como convidado.

  • 6 Jose Adonis // May 2, 2006 at 11:58

    Se eu distribuir uns por aí, quiçá à má fila, também terei direito a ser convidado para as cervejolas? 😉

  • 7 GlorfindelPT // May 2, 2006 at 18:45

    Oh que coisa…. Agora é preciso:

    – ser "terrivelmente eloquente"
    – "iniciar cruzadas"
    – "ripostar adoçando com algumas tiradas"
    – usar adjectivos como "acéfalo",2 "proibicionista", "segregacionista" e higienista de casta"

    para que nos ofereçam imperiais e amendoins???? E eu que nem sei o significado deste palavreado todo… como é q eu ganho jolas e tremoços gratuitos? Isso sim era de valor. 😉

    P.S.: E assim se prova que uma bola cervejinha resolve todos os assuntos do mundo, se ao menos o bin laden conhecesse a super bock….

  • 8 danieloliveira // May 2, 2006 at 20:48

    I give up!

    BRUUUUUUNNNNNOOOOOOO! You know what to do!

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