122º Meetup de Lisboa – “A noite dos Mordazes”

RuiJSDuarte - 2013/11/13

A minha participação no histórico Meetup de Lisboa começou uns poucos dias antes da data marcada para o 122º encontro quando, via email, contactei duas das poucas pessoas que conheço no meio geocachiano (começam a não ser assim tão poucas mas sempre são menos do que as que comparecem a qualquer evento para adicionar mais um found à conta pessoal) a desafiar a passagem pelo Monumental. O Joaquim não podia mas o Cláudio respondeu prontamente que “Se tu fores, eu vou! :)” e assim, mesmo com umas centenas de quilómetros às costas, apareceu para me auxiliar no “début“.

E como eu necessitava! Comecei por deixar o carro a três ou quatro caches de distância (novo método de avaliar a distância entre dois pontos, assunto discutido durante o meetup :) ), ao chegar à rotunda do Saldanha enganei-me no bloco de prédios e nem sequer encontrava o centro comercial!

Já no interior do espaço, sendo eu um tipo batido nestas coisas, dirigi-me para a zona que me tinha sido apontada pelo Cláudio (que ainda não tinha chegado) e claro, apesar de já se encontrarem quatro geocachers a jantar, não reconheci ninguém e vice-versa, pelo que fui galar os queijos e farinheiras para o andar de cima e esperar.

Chegado o Cláudio, lá me levou pela mão para o local onde o pessoal já enchia o bucho e apresentações feitas (fracas apresentações como se veio a verificar mais tarde) fui buscar o meu repasto. Um sushi que estava bem agradável e que até enchia as medidas ao “Signal the frog” que por ali estava e que me tentou surripiar um Noori… ou foi isso ou foi uma manobra de diversão do BaiaVieira com os mesmos intentos.

E a acta começa aqui propriamente dita… :)

Já com a dupla dos rifkinds em cena começaram-se as hostilidades propriamente ditas, e se elas foram hostis!

Falou-se um pouco disto e daquilo, deste e daquele com o foco inicial nos logs assertivos, regra geral mal aceites por quem julga que uma crítica é um ataque pessoal e que geram um desenrrolar de emails pouco simpáticos, coisa que desencorajará certamente um geocacher mais “brando”. Ora, a noite não estava para geocachers brandos!

Na mesma toada passou-se para os containers, onde se falou do novo recipiente, “Será o !recipiente da soja! do Noori o novo !essencial!?“, brilhante opção utilizada numa certa wigo para os lados do Tojal… uma semana de trabalho na construção do cartucho resumida num “crapy container”. Tenho de vos enviar uns email agressivos a ver se aprendem!

Apesar de me ter colocado a meio da mesa a verdade é que estavam formadas duas tertúlias entre os presentes, sendo que os temas debatidos à minha direita me foram passando despercebidos até ao momento que fui interpelado de maneira “sui generis” por um dos “outros” elementos. Algo que se poderá resumir como “Desculpa lá, mas estamos para aqui a pensar quem é que raio serás tu?!” Ora, já me tinha apresentado mas o facto de ter o nick igual ao nome não terá despertado a atenção para quem poderia ser o Rui Duarte, nome lançado timidamente para a mesa quando cheguei. Assim, provavelmente uma hora depois da conversa estar estabelecida na mesa, ouviu-se um bruááá!!! O Cláudio pode pensar que não me apercebi mas vi bem o seu sorriso de “é desta que vais levar uma sova” enquanto perguntava se as exclamações “eram boas ou más”. Afinal seriam boas, até já tinha feito manutenção a uma cache de uma das geocachers presentes (e com um ovinho amarelo, mesmo a preceito, como o Claudio gosta). O momento foi registado (muito mal diga-se) com uma foto tirada mesmo ali, a frio, pelo BaiaVieira… não sei quem estará pior na fotografia mas serei provavelmente eu.

Foi um momento de viragem na coisa, com a conversa plenamente estabelecida por todos os presentes e que serviu de mote para observar a dúzia de travelers que se encontravam espalhados pela mesa. Atenções viradas para um TB que até trazia geocache! Será um Arbusto?! Será um Manjerico?! Não, era mesmo o Cogumelo Verde das aventuras do SuperMário em Origami! Original e bem engraçado! Seguiu-se uma pequena disertação sobre as wooden coins (no caso a da Serra da Estrela) com algumas considerações sobre preços e afins.

Entretanto chegava o Acasim com uma caixinha cheia de GCs que monopolizou por mais um bocado as atenções de parte dos geocachers presentes. Serviu para o BaiaVieira mostrar aos restantes (no tablet) uma aventura só ao alcance dos mais intrépidos, a subida efetuada por alguns malucos pelos cabos da Ponte 25 de Abril!… coisinha que teve o condão de arrancar largos sorrisos (não fosse um deles ter uma macabra “cabeça de cavalo”) e de espicaçar a faceta mais radical do Cláudio e do Nuno.

Os temas são como as cerejas e íamos picando aqui e ali, chegando-se a certa altura à conclusão que estava a fazer precisamente 4 anos sobre a vandalização da cache “House of Diamonds” e que aproveitei para espicaçar o Owner original para um novo remake, afinal não tive oportunidade de procurar “A” cache urbana de Lisboa (versão original). Curiosamente acho que nunca se ouviu o nome certo da geocache durante o serão, já “Bicos” ouviu-se muitas vezes e numa miríade de contextos diferentes.

As tentativas de aflorar e contextualizar “Caches interessantes” iam saindo goradas pela realidade pela qual passamos, com a generalidade das caches a não se incluirem nessa categoria e mesmo quando o Nuno falou numa sua boa cache, era para referir episódios menos brilhantes da sua historia.

Aproveito para dizer que o Cláudio tinha aguçado o apetite (literalmente) aos presentes ao publicitar no fórum que possivelmente teria uma surpresa para a noite… foi o Anticlímax! Toda a gente à espera de um belo bolo e saiu-lhes Mói Meme… … Um bem haja ao Laurus Nobilius por salvar a coisa fazendo aparecer na mesa umas belas castanhas assadas e umas deliciosas moedas de chocolate!” entre “pior na fotografia mas serei provavelmente eu.” e “Foi um momento de viragem na coisa, com”

Boas Castanhas!!!

Entretanto fomos desalojados e já sem a companhia do BaiaVieira e da Anjinho acabámos por montar a tenda à porta do estabelecimento… o tema central mudou das Geocaches “menos boas” (como já ouvi muitas vezes) para os Geocachers “menos bons”?! e foi-se ferroando aqui e ali, nos que não lêem listings, nos que plantam containers às centenas (alguns bem “interessantes”), nos logs duplicados e nas próprias caches, nos que desaparecem com as caches dos outros e que depois das mesmas arquivadas aparecem com novas nos mesmos locais, com as mesmas coordenadas e com as mesmas fotos nas listings, casos para todos os gostos portanto, que serviram para introduzir ao barulho a Ignore List e as GeoTours.

Engraçado como entre as diversas opiniões, umas com mais foco na “cache”, outras no “geocacher”, ou no “jogo/atividade/hobbie/ocupação” se acaba por perceber que alguma coisa está mal… menos bem, vá (para os mais tolerantes). Fico satisfeito, talvez ainda não esteja tudo perdido.

Para terminar, já que éramos todos geocachers, uma breve pesquisa pelos aparelhos do Acasim e do Jccms e, claro está, existia uma cache mesmo ali, a 200 e tal metros, prontinha para ser vilipendiada à bruta! Foi o mote para o Cláudio dar de fuga alegando alergia à coisa e para os restantes porem à prova o sentido de orientação da Rita “é só atravessar para *ali, descer *acolá, e subir pela *não sei das quantas, nem trouxe o GPS”. E não é que lá fomos dar?! E direitinhos ao GZ onde, fruto da minha apetência para a busca de “film canisters” ultrapassei a dita para triunfalmente retirar a coisa do seu esconderijo! Momento alto da noite! :)
Enquanto uns procuravam o motivo pelo qual a cache ali tinha sido escondido, a menosBIAmenos fazia as honras dos logs e dava uma explicação para o seu nick, sofrendo os respectivos comentários galhofeiros dos restantes.

Estava terminada a noite e encerrou-se oficialmente o 122º Meetup de Lisboa sobre o qual vai ser lavrada esta acta para ser submetida à aprovação dos participantes (não sem eu ter reclamado sobre a distância a que tinha deixado o carro, pela décima vez).

Estiveram presentes dez geocachers, a saber e caso seja necessário a confirmar pelo sistema de videovigilância do local; Jccms, -Bia-, Anjinho, Laurus Nobilis, BaiaVieira, Clcortez, Eu, Rifkind, Rifkinda e Acasim.

Foi sem dúvida uma excelente noite de salutar convívio… o meu muito obrigado a vossemecês!

PS – BaiaVieira, olha que o prometido é devido! wlEmoticon-winkingsmile.png

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