Pintelho found A trip by the Solar System

Pintelho - 2013/11/26

Este log ganhou o concurso de melhores logs de Outubro de 2013.

Parte #1

UAU! Mas que dizer desta ideia fabulosa? Um sistema solar de 1:414 000 000 que nos faz sentir grandes e, ao mesmo tempo, tão pequenos… A ideia, do CCV Estremoz, passaria completamente despercebida caso não fosse esta genial cache do clcortez. E não é menos que isso, esta aventura.

Tudo começou dia 17, à noite, num hostel de Estremoz. Eu e a GS revíamos os planos para dia 18 e concluíamos que não eram realistas. Visitaremos Elvas, Badajoz e Merida numa outra ocasião.

Assim, decidimo-nos a ficar, mais calmamente, por Estremoz, e esta cache veio à baila. O conceito agradou à GS que, mesmo quando confrontada com uma Multi de 11 pontos, manteve o ânimo. Então era isso. Um dia de férias passado a percorrer o sistema solar, com algumas paragens por terras de Estremoz.

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Claro está que, antes de avançarmos nesta aventura, fomos ao turismo, visitámos os locais mais emblemáticos da cidade e estivemos, inclusivé, bem perto dos quatro primeiros pontos. Visitámos o CCV e recolhemos um panfleto sobre o Sistema Solar, que serviria de “roadbook” para a aventura.

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À saída, com o Sol (o verdadeiro) a aquecer, visitámos o Sol. Sobre cada ponto, não mencionarei as gaitinhas a contar, exceto num ou outro caso que considero relevantes, mas em cada astro, seja o Sol, os Planetas ou Plutão, há contas a fazer, duplamente. Uma primeira recolha de dados para a cache final e uma segunda para o passo seguinte, evitando “batoteiros”.

O Sol é tão pequeno, pensei, que nem quero imaginar Plutão.

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A ideia está fantástica, já o tinha dito? Mas a sério, está, e merece cada Km percorrido!

Seguimos até Mercúrio. Já lá tínhamos passado horas antes, mas nem reparámos, tão absortos que estávamos em contemplar a beleza da praça. Logo aqui tivemos e ficámos com a real noção da dimensão da escala. Que minúsculo é o planeta face ao sol… Vamos, então, seguir para Vénus.

Também Vénus já havia sido orbitado, enquanto visitávamos o centro de Estremoz, mas lá voltámos a apreciar o chafariz e as vistas para o castelo. Já aí vamos, pensei.

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Já na Terra deparámo-nos com a única dificuldade do percurso. O dado necessário para a coordenada final, apesar de claro, levou-nos a pensar “e se o owner estava distraído e considerou Y em vez de X como sendo a resposta correta? Decidimos confirmar com o owner. A nossa resposta estava correta, e a solicitude do clcortez foi pronta: “Se precisarem de mais ajuda, avisem”. Não precisámos, mas agradecemos.

E que dizer daquela pequena esfera, já a umas centenas de passos do sol, e tão pequena quando comparada com aquela pequena bola que vemos, diariamente, no céu?

A dimensão do sistema solar e a discrepância de dimensões são ambas avassaladoras. E se pensarmos na dimensão do Sistema Solar perante a nossa Galáxia? E a Galáxia no Universo? Percebe-se a ideia do quão pequenos somos nós, ainda que tão grandes face a um átomo?! Nunca, durante esta brincadeira, me deixei de sentir empolgado com a ideia das escalas. É simplesmente brutal.

Já chegar a Marte foi chegar a um planeta digno de ficção científica. De um cenário de guerra. Afinal de contas, a quantidade de grafittis e o vandalismo a que este planeta, contrariamente aos outros, está sujeito, levam-me a crer que alguns filmes de Hollywood aqui vieram beber alguma inspiração.

16_a6d18508a6424ac5aa6ef2a60cba7a72_DSC_181Entre Marte e Júpiter há todo um vazio: a cintura de asteróides e a distância entre os planetas levam-nos até fora de Estremoz – centro. Aproveitámos, pois, para almoçar fora de órbita, no castelo e, já retomadas as energias, seguir no cachemobile até Júpiter.
Com uma enorme reta, a estrutura de suporte a Júpiter vê-se a 124 200 000 Km. Ou 300 metros, sei lá. Chegados ao planeta… WOW! A Terra, este planeta que nos parece tão grande, é tão minúscula quando comparada com este gigante!

Parte #2

Até Saturno ainda tivemos um problema de rota, pois uma17_d97e0b8f66614308918841846b5d57ec_DSC_182 troca de algarismos (o das décimas com o das centésimas de minuto) levaram-nos a um lugar ermo. Corrigida rota do foguete, seguimos até ao planeta dos anéis, sem anéis na representação.

Ainda apanhámos um susto de um cãozarrão que nos ladrou ao estacionar o cachemobile perto da escola, À escala, o cão seria gigantesco, incomensurável, inimaginável, mesmo.

Seguimos até um planeta mais modesto e frio, muito frio, que dá pelo nome de Úrano. Aqui, como em Neptuno, estamos em pequenas aldeias limítrofes de Estremoz. Simpáticas, muito bonacheironas e esta, com bastantes idosos nas soleiras, particularmente apelativa para um dia de calma.

Já em Neptuno, ainda conseguimos um DNF mesmo ao lado, algures numa potencial “lua”. Talvez Náiade, a julgar pela distância. O local escolhido para albergar este planeta é lindíssimo. Uma aldeia com “tudo no sítio” e Neptuno mesmo no meio. S. Bento do Cortiço merecia este lugar no mapa, com a junta, o largo arranjadinho, a igreja, o moinho e as diversas fontes, tudo muito bem cuidado. Fiquei fã!

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Seguimos para Plutão. Este, que já não é um planeta, foi colocado, no nosso modelo, na outra ponta da órbita. Somados, os 4 504 300 000 Km que separam Neptuno do Sol e os 5 913 520 000 Km que separam Plutão do Sol perfazem cerca de 25 Km em linha reta. Confusos? Com as voltas da estrada, entre os dois planetas, percorremos cerca de 12 420 000 000 Km.

E eis-nos, chegados a Plutão. O planeta anão está mesmo às portas do Castelo de Evoramonte. Disse-nos alguém no CCV que o IPPAR não permitiu a colocação de Plutão no local inicialmente previsto, uns milhares de Km ao lado, mas na mesma em órbita, o que o colocaria dentro da muralha do castelo.22_a5fa8172ef744c539b5cbf578432e5ac_DSC_189

Curiosidades aparte, esta localização até acaba por favorecer a cache final. A dimensão do anão terá, seguramente, sido um dos critérios de escolha da escala, pois nunca poderia ser uma escala muito menor.

Finalmente, estaríamos prestes a abandonar o Sistema Solar e a encontrar a cache que tanto nos fizera viajar. Fomos a pé – ou a voar.

Pelo caminho visitámos o belo castelo de Evoramonte, com claríssimas influências árabes, e foi de lá do topo, algures, que vislumbrámos a imensidão do que percorrêramos, enquanto nos obrigávamos a tentar – tentar, pois é impossível imaginar – compreender a imensidão do sistema solar.

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Chegados, finalmente, ao GZ desta aventura, a GS ainda comentou que o owner desta cache, para não variar, nos levara a um local pouco propício. Desta feita, após termos lido sobre o estado de degradação da muralha, e apesar do risco ser bastante calculado, o fantasma de uma muito aparatosa queda pairou e quase impedia a GS de me deixar resgatar a cache.

Felizmente, com algum cuidado, lá me deixou, e o enorme tupper revelou-se de saúde e com uma geocoin para viajar. Retirei-a, maior que a terra, muito maior, e deixei-a num convento de Monfurado, cerca de dois sistemas solares a sudoeste.

Logámos e abraçámo-nos, demorados, a ver o sistema solar a nossos pés. Por detrás, o castelo. Pela frente, o universo. Esta aventura, que nos levou um pouco mais que o recomendado pelo owner, dada a pausa para almoço, valeu um dia cheio, cheio, como um ovo, ou um Neptuno, sei lá…

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Regressámos ao cachemobile. Para trás, meio dia a conhecer as entranhas de Estremoz e a vastidão do sistema solar. Muita alegria e diversão, e uma cache que, sendo fácil, merece todas as horas investidas.

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Obrigado, clcortez, pela brincadeira. Obrigado, GS, pela cumplicidade, pela ideia de nos atirarmos a esta cache e, sobretudo, pelo brilhantismo com que lideraste a missão na nossa “Apollo”. E, claro, muito, muito, muito obrigado ao CCV de Estremoz pela ideia genial e pela colocação dos planetas no mais perfeito local das órbitas.

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Entra um favorito e uma estória. Sai uma geocoin!

 

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