Caches INOP em Lisboa

- 2006/11/08

Nós somos um team de Lisboa, recém-chegado ao Geocaching, mas que se tem divertido muitíssimo, nos últimos 2 meses, de GPS na mão. É uma actividade à nossa medida, que alia aventura ao ar livre, com grau de dificuldade de acordo com a disposição e estado de espírito, a algum desafio intelectual, não desvalorizando o factor competição que também estimula a busca.
Aproveitando o planeamento duma viagem de lazer a Barcelona agendada para o início do próximo mês de Dezembro, decidimos incluír no roteiro um pouco de Geoturismo e preparar algumas caches.
Tão depressa o pensámos, como no instante a seguir já estávamos no site do Geocaching.com à procura de caches num raio de 50 milhas do hotel onde vamos ficar instalados.
Qual foi o meu espanto, quando constatei que, de um total de 142 caches existentes, apenas 3 se encontravam inoperacionais.
Não familiarizado com esta realidade, fui comparar os resultados da pesquisa com a cidade de Lisboa, que já me habituei a vê-la quase tão azul como verde , e constato que num raio de 13 milhas do centro, existem 148 caches, 33 delas INOP (temporariamente indisponíveis ou mesmo arquivadas).
Estes resultados poder-nos-iam levar muito longe em divagações e constatações, mas não é esse, de todo, o propósito desta missiva.
De qualquer forma faz-nos questionar a enorme vontade de criarmos a(s) nossa(s) própria(s) cache(s). Para além da vontade incontornável, temos sido desafiados por outros teams para o fazer, mas a questão MANUTENÇÃO tem-nos feito recuar nas intenções. Conhecemos alguns sítios interessantíssimos, mas a distância e a disponibilidade para os visitar, são enormes condicionantes. Os sítios perto de casa, estão mais do que bem representados por caches de outros owners.
Há ainda o factor DESINTERESSE. Será que daqui a alguns meses o bichinho não irá esmorecer, e as nossas eventuais caches irão terminar de forma tão moribunda e "desumana" como algumas que temos encontrado, que mais não são do que contentores de lixo… ou simplesmente cacges temporário-definitifamente indisponíveis à espera de uma manutenção que podem-esperar-sentados que nunca irá chegar?
Enfim… questões existênciais.

Team Prodrive

6 responses so far ↓

  • 1 danieloliveira // Nov 8, 2006 at 23:08

    Percebo-vos muito bem.
    Quantas vezes já estive em locais com a caixa na mão para a largar mas o factor "manutenção" me fez hesitar?

    Dito isto também existe uma verdade que tem de ser dita. Até agora têm-se verificado que muitas das manutenções efectuadas até são feitas por non-owners.

  • 2 2 Cotas // Nov 9, 2006 at 17:22

    Parece que em tempos imemoriais ocorreu um distúrbio profissional ali para os lados da Defensores de Chaves.
    A senhora in charge, resolveu marcar o seu repúdio por andar uma novata a dar borlas e alterou-lhe radicalmente o aspecto do sorriso. Pormenores não sei, mas segundo consta a novata rapidamente passou a ser a preferida na função porque ficou com o design optimizado. Ou seja, não há soluções milagrosas e se há custam dinheiro. A velha questão do se é bom, também é caro, ou é pecado ou faz mal.

    Já todos passamos pela questão do colocar caches. Cada um resolve á sua maneira, mas eu cá acho que é preciso é ter calma. Primeiro, o bom do joguito é procurar caches. Não é colocar caches. Se vires bem a percentagem de caches colocadas/caches procuradas anda, grosso modo, entre as 1/20 +/- muitos%. Ou seja, e em teoria, só se (devia) coloca ( r) a primeira cache lá por volta do vigésimo Found. Maisómenos. No entanto as ditas cujas só se podem encontrar se alguém as puser…; Mas a diferença entre pôr e colocar é enorme. Por isso entrar em orbita logo após a primeira encontrada, é capaz de ser um pouco cedo de mais. Ainda nem se percebeu muito bem de que se trata, não se viram todas as variantes, (aqui para nós, ainda me arranho todo com algumas que vou encontrando…;), mas mais importante ainda, faltam algumas noções que só se vão adquirindo com o continuar da função. Ou socorrendo-me de um exemplo: nada de precocidades.

    Durante quanto tempo cá vamos andar? Boa pergunta. Com toda a certeza até encontrar-mos qualquer coisa que nos conduza noutra direcção. Que nos tome o tempo que dedicamos a esta ou que seja mais apelativa. Ou que nos chateemos, casemos, enviuvarmos, divorciemos ou zanguemos. Ou quando morrermos. Ou por outra razão qualquer. E depois? O que será feito das nossas caches? Vão ser abandonadas. E sobreviverão apenas enquanto “forem” capazes de se manter fora do olhar do Approver. A partir do momento que ele fica de olho nelas, normalmente por falta de manutenção, a coisa complica-se. Foi por causa disso que se inventaram as adopções. Penso eu.

    Reparem bem: há algumas caches “topo de gama” cujo owner já “desapareceu” em termos práticos e todos nós ficaríamos bastante frustrados se as suas caches fossem arquivadas por falta de manutenção. Só por isso a cena do “needs maintenance” deve ser usada com muita parcimónia. Muita. Não custa nada ter um saquito verde/preto/lixozo sempre disponível para substituir. Exercer muita ginástica mental na manutenção das prendas “inside”. Activar o removing behavior para a lixarada eventualmente presente nos interiores. Desligando previamente a “laud and clear option” do sentido critico.

    A questão de manutenção, por cá e em minha opinião até que nem é muito má. As caches que eu já fiz no exterior, poucas, muito poucas foram na sua totalidade muito piores. Duma só vez, retirei 7, (sete), isqueiros de caches, Assim a pronto e de repentemente até acho que a maioria dos nosso problemas de manutenção são mais por abandono do que por distância. Nenhum de nós gostaria de ver as nossas caches ao abandono, mas estar-se-á, (isto existe?), nas tintas se já tiver dado o fora. As caches órfãs é que são preocupantes, as outras, acabam por, mal ou bem, ser mantidas quer pelo próprio quer por terceiros.

    Eu percebo o teu reparo, especialmente em termos comparativos. Não sei se haverá quaisquer razões de ordem temporal que possam ser utilizadas, mas mesmo havendo não são absolutas. Mas…; conhecendo-nos nós como conhecemos o portuguesito, estavas á espera de quê? Milagres? Olha que até nem estamos nada mal, só precisamos é de melhorar…;

  • 3 clcortez // Nov 9, 2006 at 22:28

    Nunca concordei tanto com o que o Diamantino está a dizer, subscrevo completamente! Totalmente de acordo!

    Ele disse tudo, e penso que se haviam dúvidas foram tiradas. Se há caches para pôr, então que se façam primeiro umas quantas para ver como é. E depois de postas, e caso não se possa/consiga fazer a manutenção, ao menos pede-se ajuda, de certeza que um de nós o fará. Mesmo que o owner desapareça, e se a cache merecer, certamente alguém a adoptará ou adaptará, porque um bom sítio merece sempre ter a cache.

    Se mais dúvidas houver, coloquem-nas!:)

    Cláudio Cortez

  • 4 rebordao // Nov 10, 2006 at 15:41

    …com o quê não sei, porque nunca percebo o que tu escreves 🙂

    Essa cena da ajuda tem muito que se lhe diga. Já vi chuvas de notas mal humoradas depois de pedidos de ajuda 🙁

    Coloca lá as caches, que ninguém te leva a mal… só tens é de nos surpreender 🙂

    Por falar em abandonos do Geocaching… a última cache que fiz foi o evento dos vulcões, onde tive de gramar com um senhor com mania de menina da metereologia a mostrar cartas 🙂 … estou a ressacar…; por motivos pessoais não temos podido cachar e não consigo deixar de vir aqui de vez em quando espreitar, roer-me de inveja e preparar a desforra 🙂

  • 5 danieloliveira // Nov 10, 2006 at 22:14

    "com mania de menina da metereologia a mostrar cartas" ?????????

    Não há mais arroz com ervilhas para ti! 🙂

    Sara! aplica um correctivo ao teu marido!

  • 6 prodrive // Nov 14, 2006 at 00:30

    Muito obrigado pelas vossas palavras sábias. De facto é ainda muito prematuro pensarmos em ter as nossas próprias caches. O Huguinho vai ter que se contentar em esconder multi-caches com os tupperwares espalhados pelas várias divisões da casa.
    Sempre dá para ganhar experiência.

    Team Prodrive

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