Gato Maltês found Museu Joaquim Correia

Gato Maltês - 2013/02/10

 

Este log ganhou o concurso de melhores logs de Dezembro de 2012.

 

 

#597 – 16:10

IMG_5010Hoje acordei mais cedo e numa azáfama ordenada comecei por verificar o check-list que elaborei em tempos e onde estão listados todos os procedimentos importantes no caso de o fim do mundo estar à porta.
Ainda me deu uma certa trabalheira entender o que lá estava escrito, uma vez que esta listagem apocalíptica estava guardada desde as últimas horas de 31-12-1999.
Depois de tudo preparado, tomei um abundante pequeno-almoço, não fosse a última jornada atrasar-se e a minha barriga soçobrar e começar a dar horas em vão, já que todos os relógios estariam parados.
Após ter ingerido os nutrientes necessários para enfrentar o último dia, acabei, sem me aperceber, por voltar à rotina diária e quando dei por mim já passava do meio-dia. IMG_5018
Olhando para o céu e verificando que este apresentava as cores normais e até mesmo as nuvens estavam com o seu habitual contorno de serenidade outonal, comecei por desconfiar que alguém me tivesse enganado e que certamente o planeta Terra iria continuar a sua ordenada e pontual rotação ao longo da translação em torno da estrela mais quente deste sistema. Decidi então esvaziar a mochila e recolocar todos os mantimentos no seu lugar. Afinal, o mundo não acabou!
Daí, até decidir encetar uma viagem à Marinha Grande e ir pela terceira vez, pelo mesmo motivo, visitar o museu Joaquim Correia, tudo se passou rapidamente.
Como já tinha sido informado das primeiras contracções que anunciavam a chegada de uma nova criança, a primogénita destes pais oriundos de Marte, as minhas suspeitas de que esta seria uma cria bem diferente do infeliz e quase habitué processo de nascimento que agora está na moda, serviram do que mais de motivação para ir dar umas pedaladas para os lados da terra do vidro.
IMG_5000Eu fui um privilegiado e se me tivesse apetecido, poderia ter constatado em primeira mão a formosura e perfeição desta bela criação. Não o fiz, simplesmente porque não se proporcionou a minha deslocação para aqueles lados e também porque uma visita em jeito de ecografia pré-natal poderia conturbar as mentes mais competitivas e atribuladas. Isto do geocaching é a sério e há vidas colocadas em risco se não forem observados todos os preceitos descritos na lei.
O que interessa mesmo é que cheguei ao local já lá andava alguém, que descobri momentos depois ser o Mephistu. Depois de espreita aqui e acolá à procura do que parece mas não é, e mesmo tendo-lhe feito algumas carícias ao de leve, a menina teimava em não aparecer, pelo que, para não dar mais nas vistas, tive que recorrer à ajuda do público.
Estes pais extra-terrestres aplicaram-se e surpreenderam pela positiva, pois está ali um saudável e escorreito receptáculo.
Não sei se existiram mais versões em tributo a este museu, mas das três que visitei, esta é a que se destaca em todos os aspectos e não a vou comparar mais com as anteriores pois não há comparação possível.
Após o registo com data, andei por ali envolvido a congeminar um processo de arrumar os tons, as cores e a forma do edifício dentro de um cartão de memória, passando antes por pedaços arredondados de vidro magnificamente polido.

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Enquanto andei por ali de máquina em riste, ainda tive tempo para apreciar e orientar a busca, sem revelar o esconderijo, dos Vegetas que apareceram durante a minha demanda.
Aos owners verdinhos, ficam aqui expressos os meus parabéns pela sua primeira cache e também o agradecimento pelo empenho e dedicação demonstrados.
Obrigado pela aventura.

OPC-TFTC
NO TRADE

 

1 response so far ↓

  • 1 Gato Maltês // Feb 10, 2013 at 17:03

    Obrigado pela publicação. Esta é uma cache que bem merece a visita.
    Parabéns pela escolha do layout, pois ficou muito apelativo. 🙂

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