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Noticia sobre futuras utilizações GPS/EGNOS

- 2003/11/27

Jornal O Público online, Ciências 27-11-2003 – 10h04

http://ultimahora.publico.pt/shownews.asp?id=1177096

Ana Machado
PÚBLICO

Seminário hoje em Lisboa
Empresa portuguesa desenvolve sistema de segurança rodoviária por satélite

Evitar uma área de acidente na estrada antes de esbarrar com ele, passar a ter portagens sem que seja preciso passar obstáculos terrestres, ou activar um pedido de emergência sem ter que procurar um telefone SOS podem ser uma realidade num futuro próximo.

A Agência Espacial Europeia (ESA), em parceria com empresas portuguesas, como a SkySoft, apresenta hoje, em Lisboa, num seminário sobre sistemas inteligentes de transportes, organizado pelo Gabinete de Relações Internacionais da Ciência e do Ensino Superior, o projecto a que chamam Active Road Management System Assisted by Satellite, ou ARMAS. O objectivo é garantir a segurança nas estradas com base em informação por satélite, preparando o caminho para o uso civil do sistema europeu de navegação Galileu.

Durante as últimas décadas do século passado foram muitas as tecnologias criadas para desenvolver sistemas de segurança a nível dos transportes. Mas, na sua maioria, estes sistemas eram dependentes de sistemas informáticos terrestres, que acabaram por se mostrar ineficazes ao aumento das necessidades dos condutores e dos desafios que apareciam.

O desafio é hoje colocado pelas tecnologias de informação à distância, que surgem cada vez mais com aplicações inovadoras e respostas eficazes aos problemas que foram surgindo.

O objectivo do ARMAS, desenvolvido pela ESA, em parceria com as empresas portuguesas SkySoft, INOV, e ainda com a Auto-Estradas do Atlântico e Lusoponte, é receber informação útil ao condutor, que permitirá evitar zonas de acidente ou perigosas com antecedência, através da recepção de uma mensagem de aviso. Bastará ao condutor que transporte no seu veículo um pequeno computador de bordo com ecrã e alertas sonoros, que receberá mensagens por via satélite, para que a condução possa ser mais segura e facilitada.

Para além disso, o ARMAS também pode servir como dispositivo emissor. O condutor poderá emitir um pedido de ajuda, em caso de emergência, para uma central de controlo, que o receberá e tomará os procedimentos necessários para localizar a viatura e enviar a ajuda necessária diligentemente.

Os primeiros testes, a título experimental, foram ensaiados na Ponte Vasco da Gama, com base no sistema europeu European Geostationary Navigation Overlay Service, ou EGNOS – que conta com três satélites geoestacionários e é uma espécie de antecipação do sistema Galileu, co-financiado pela Comissão Europeia e pela ESA. Mas a aplicação do sistema não estará totalmente operacional antes de 2004, apesar de os especialistas envolvidos acreditarem que antes de 2008 será uma realidade já confirmada. Espera-se para 2008, aliás, que a constelação de satélites Galileu esteja em funcionamento. É sobre este e outros projectos em torno dos sistemas inteligentes de transportes que hoje se falará todo o dia, no Centro Científico e Cultural de Macau, em Lisboa.

“No futuro, a aposta é que todos os automóveis estejam em comunicação com um sistema de satélite para pagamento de portagens ou para garantir a segurança das viagens. E quem sabe um dia não poderemos ter uma condução automática?”, vaticina Eliseu Crespo, consultor do Gabinete de Relações Internacionais da Ciência e do Ensino Superior (GRICES). O responsável realça que o Galileu, e agora o sistema EGNOS, vieram preencher uma lacuna importante na aplicação civil da informação obtida por satélite, algo que o sistema norte-americano, o Global Positioning System, ou GPS, que até hoje foi o sistema usado a nível europeu, não ofereceu: “O EGNOS apareceu como um complemento do GPS, que apresentava algumas fragilidades em termos de aplicação civil. Na navegação aérea, por exemplo, o EGNOS, que de certa maneira antecipa o Galileu, veio aumentar a precisão oferecida pelo GPS”, defende.

Eliseu Crespo realça o facto de outras empresas portuguesas estarem a desenvolver projectos na área dos sistemas inteligentes de transportes, apesar de o projecto ARMAS ser o mais desenvolvido. “Pretendemos que cada vez mais empresas se envolvam em projectos que tenham a ver com as tecnologias do espaço, que é uma área de exigência tecnológica elevada. É nessa exigência tecnológica que tem de se apostar”, afirma Eliseu Crespo, que assegura existirem em Portugal já mais de uma dezena de empresas a trabalhar nesta área, em parceria com a ESA.


Six Feet Under – Arrábida

pmateus21 - 2003/11/25

“Tudo combinado quanto a local e hora, por mim.”  esta foi a ultima frase depois de alguns emails a combinar esta caçada.

Estava então decido que o grupo se encontraria às 10h15 de Sábado (15/11/03) (GMT EHEH!) junto do Leo dos Petiscos em Setúbal, este era um local estratégico pois ainda antes da aventura começar já estava tudo a pensar na paparoca !  Isto é que é pessoal da pesada !
Na hora H já estava o MAntunes no ponto X (não… ainda não era o local da cache… ai o telele não funciona ) a mandar SMS… “Já cheguei e estou a ser iluminado pelo sol brilhante… por enquanto” e o resto do pessoal a caminho do ponto de encontro a olhar para o céu e a pensar… onde raio estará ele ? Aqui só se veem nuvens carregadas e sol… nem sombras !…

Pouco minutos depois chegava o PMateus (o voluntário para escrever o artigo… vejam o log em www.geocaching.com/seek/log.aspx?luid={61155837-33DA-4EDB-9141-44A231364F98} ) e a Sandra; lá estava o MAntunes na companhia da esposa à nossa espera, os cumprimentos da praxe e entretanto chega o Nuno (aka Lobo Astuto) e a Rita,  “pessoal estamos todos !  Era para trazer mais dois para a caçada mas desistiram…” informou o Nuno , não têm ido aos treinos pensou o resto do grupo !
Grupo reunido e lá fomos os seis serra acima, serra abaixo, zigzag para aqui e para ali e eu a pensar “do que o Snoopy se livrou desta vez!” EHEH

Pouco depois lá estavamos nós no local de estacionamento. Ready, get set, e as despedidas do MAntunes à esposa que ficou no carro à nossa espera com o alerta dado ” Se daqui a uma hora e meia não viermos às cambalhotas pela encosta abaixo chama a protecção civil ! É porque estamos às cabeçadas uns aos outros dentro da gruta a tentar descobrir o caminho de volta… ”
Já estava na hora, tralha às costas (capacetes, lanternas, ticket de vez, migalhas para marcar o caminho…) GPS nas “unhas” e ala que se faz tarde !

Lá fomos nós encosta acima, sonhando com vulto vermelho para não nos perdermos, evitando aqui e ali de colocar os pés na manteiga, ups… lama queria eu dizer, e a tentar acertar com os ramos no que vinha atrás ! Olha só que concorrencia !
No entanto lá chegamos todos à entrada da gruta e a roupa ainda apresentável não demonstrava por onde tinhamos andado.

Ia começar uma nova etapa da aventura, lanternas preparadas, ticket de vez colocados no arbusto mais proximo (outra vez a historia do ticket… mas afinal estamos num supermercado ou quê ?! ) e toca de espreitar para aquele buraco minusculo… “é por ai? Têm a certeza”.  Pareciamos uns coelhos a entrar para a toca, “epá aqui dentro vê-se mal !  Acho que o GPS não está muito bom !!”  Estavamos numa nova dimensão, era como sermos os protagonistas de “Os Cinco na Gruta”… mas desta feita sem o cachorro…
Depois de uma pequena exploração à primeira galeria, era tempo de suster a respiração e descer à segunda, foi nesta parte do “suster a respiração” que a Sandra decidiu ficar de backup, “fica para uma próxima”… como nestas coisas não se obriga ninguém, só apenas quatro elementos continuaram a viagem às profundezas da Arrábida, aquilo mais parecia uma visita de estudo ao estomago de alguem !
Pouco tempo depois o desafio era acreditar que era possivel passar por aquilo que parecia ser um buraco que dava acesso ao terceiro nivel. Uma perna aqui, um braço para fora, TONG um capacete sabe-se lá onde e jááááá está ! UFF ! O próximo !
Mas se pensavam que isto era dificil, no fim da quarta câmara estavamos perante o famoso Buraco da Agulha, um obstáculo temível para o género masculino (vá-se lá saber porquê) mas que com algum jeitinho e mantendo a calma se passa “na boa” garantindo a nossa descendência !! EHEH  Mais uma vez lá estavamos os quatros sobreviventes num espaço que mais parecia um WC de avião !
UAU ! É indiscritivel a sensação que se tem ao chegar a tão recondito local ! Mas… tinhamos de acordar, afinal o objectivo era encontrar a cache. Vamos lá ligar os GPS… xiiii ! não tenho sinal !  A cache deve estar off set !  Vamos lá ligar ao PCardoso para confirmar… que azar os teleles não têm cobertura ! Será que ninguém dos operadores conhece este local para instalar um retransmissor ?!? Bem que fazia falta !  Mas afinal… tecnologias para quê ? Tinhamos a experiência do MAntunes que quase tropessou na cache, “está aqui, está aqui !!”.  Missão quase cumprida.  Foi a sessão de logs. Mais umas fotos. E tempo de voltar à superficie.
Havia que manter a calma e passar todos os obstáculos em sentido contrário. Afinal o mundo estava à nossa espera lá fora. A pressa era tanta que já voavam capacetes, infelizmente para cima do MAntunes, mas sem danos de maior.
Estavámos de novo os cinco reunidos e começávamos a ver uma luz ao fundo do tunel ! Mais um esforço e era como nascer outra vez !

Para nosso espanto, lá fora chovia a bom chover e era tempo de pregar um susto ao PCardoso, lá vai uma SMS a dizer que as coordenadas estavam erradas ! Deviam ver o que era ele a ligar de volta… “A sério… não acredito” Ai estes malandros !!!

Ali mesmo ao nosso lado os tickets estavam intactos !  Mas afinal… depois de uma semana que tantas foram as intenções de visita a esta cache, só nós tinhamos comparecido ?!  O MAntunes até tinha elaborado os tickets para permitir uma visita ordenada à cache, mas os unicos que não tinham as ideias ordenadas eramos nós !  Quem nos mandou vir para este local com esta chuva ?  Por acaso não leram as dicas do PCardoso ? Ah pois ! Agora amanhem-se com a descida que vos espera ! Bem foi o bom e o bonito ! Escorregadelas por todo o lado e numa luta desenfriada as mulheres lá ganharam por 3 – 0 !  É o cavalheirismo acima de tudo !

Depois seguiu-se o famoso almoço de choco frito, que infelizmente não pude saborear mas ficará para uma próxima.

Em nome de todos os que participaram nesta caçada, um Obrigado ao PCardoso pelos bons momentos que nos proporcionou com esta cache.

A todos os que planearem visitá-la, lembrem-se, SEGURANÇA EM PRIMEIRO LUGAR.  Sigam as instruções e divirtam-se tanto ou mais do que nós.


Alcochete Six feet under … water

LuckyRed - 2003/11/24

Pois, é verdade, no Sábado á noite apareceram-me o ButtKick e o PCardoso em casa e em cima da hora resolvemos ir á caça… má ideia.

As coisas até correram bem até á ultima parte.
Nota: As coordenadas no primeiro wayPoint estão um bocado apagedas.

Só tinha-mos uma lanterna para os três era Lua Nova e a última parte é um bocado complicada.
Acabámos echarcados até aos ossos e a 50m da cache tivamos que voltar para trás pois a água passava como um rio! Se estiver rente ao solo deve estar alagada .

De qualquer modo vou lá voltar assim que o tempo o permitir.


calha a todos

Rechena - 2003/11/24

bem, como mais cedo ou mais tarde todos acabam por escrever qualquer coisa neste topico, finalmente chegou a minha vez :(…

no domingo acordei (aka fui acordado pela minha filha) e olhando pela janela apercebi-me que ate estava um bom dia para ir à caça… enquanto a minha filha destruia parcialmente o quarto dela eu liguei o computador para imprimir uma cache… escolhi uma das do Mantunes, biggggg mistake… “A pedra da Mua”.

Fui almoçar a casa da minha mae que é la para aqueles lados e depois de almoço ja com o tempo a piorar metemos rodas à estrada… quando la chegei o terreno estava pessimo, lama, buracos enfim, quem nao tiver um jipe (que é o meu caso), tenha muito cuidado.

A determinada altura que eu nao vou revelar qual, deixei o carro e fui a pé, o GPSr apontava 500Mts nao é dificil, deixando a Avó e filha no carro meti-me ao caminho…

…30…40 minutos depois, volto eu com 5mts de lingua de fora…tinha-me enganado no caminho…quem ja la foi sabe do que eu estou a falar 😉 quando olho para o lado vejo o caminho “certo”….

estive a 0mts da cache e nao dei com o raio do tuperware… a unica coisa que encontrei foi um saco azul todo desfeito que ainda tentei fazer trash out, mas o gajo estava no meio das silvas e so consegui arrancar um bocado, ja nao é mau ;)… tsc tsc so mesmo uma cache do Mantunes para ate o trash out ter que ser pelo meio das silvas…

enfim, nao encontrei a dita, entretanto tambem a chuva ja se aproximava e a filhota no carro nao parava quieta…, que me vir hoje, a andar pela rua vai perceber que nao foi facil, gaita que me doem as pernas….

Obrigado pela vista e pelo ar maritimo Mantunes 🙂

Abraços


Six Feet Under

clcortez - 2003/11/23

Como é do conhecimento geral, esta é uma gruta de dificuldade 4,5, o que faz dela uma referência das caçadas.
Vou aqui contar a história da caçada feita a esta cache,que apesar de não a termos encontrado foi talvez a melhor que já fiz.

Saímos de Loures eu, o David, a Ana e fomos buscar o Dias ao Campo Grande e seguimos até à Arrabida, ao local do estacionamento referido pelo autor.
Iniciámos a subida até à gruta, sempre a direito, sem qualquer precausso. O Dias foi o 1º a lá chegar. Fizémos o reconhecimento do local e iniciámos a descida pelo afamado buraco. Desci, seguido pela Ana, o Dias e depois o David. Explorámos a 1ªa sala, a estalagmite que está numa câmara do lado direito, e descemos para a sala seguinte.Seguindo em frente tinha um buraco de 40 cm onde ainda me atrevi a entrar, mas recuando de seguida pois apercebi-me que não era por ali, e ia ficando preso…
Descemos à outra sala,onde encontrei uma bifurcação. O caminho era obviamente em frente. Nessa sala onde agora estavamos o espaço era mais exíguo e deparamo-nos com uma abertura de difícil passagem. Mas passámos!
Depois logo a seguir o famoso "buraco da agulha". Também se passou!:)
E por fim a ultima grande sala, onde a cache nos aguardava. Dirigi-me ate ao fim da gruta, e depois recuei o suficiente para iniciar a busca. E foi isso que fiz, com a ajuda dos restantes. 1º eu depois o David. Nada.  A dita não aparecia! Relemos a descriçaõ da cache…e tudo nos fazia apontar para um sitio!! E já na fase das dúvidas procuramos por todo lado…mas…nada. Começámos a voltar, e quando chegámos à bifurcação fui explorar a outra parte da gruta, bastante mais arejada, seca e também mais mal tratada pelo homem.Iniciámos o regresso definitivo à saída. Quando saímos já era noite, e estava o terreno bastante molhado, o que originou a pior parte da tarde:a descida atribulada. Eu fui à frente, e com o pouco que se conseguia ver ia tentando acertar com o caminho e ia-me molhando cada vez mais. ainda escorreguei algumas vezes, mas as arvores e os arbustos davam uma preciosa ajuda para não cair! Mas descer aquilo em 7 minutos foi obra!Esta foi a parte onde nos mais sujamos e molhamos. Mas valeu a pena,a gruta é excelente, tem um património muito interessante e a vista da sua entrada é magnífica! Valeu! Estivémos umas duas horas na gruta, e no total umas 5h. Foi uma tarde bem passada de exercício obrigatório, e que já fazia falta, pois o trabalho de informático não ajuda ao relax.
Uma palavra: Espectacular!:)


Portugal envolvido em interessante projecto da ESA

MAntunes - 2003/11/23

Quando andava à procura de indícios de problemas no sinal EGNOS para responder a um outro tópico, dei-me de caras com este artigo que me pareceu interessante e, por isso, partilho aqui com vocemessêses:

Artigo:

http://www.esa.int/export/esaSA/SEMYKYWLDMD_navigation_0.html

Fotos:

http://www.esa.int/export/esaSA/SEMYKYWLDMD_navigation_1.html


Ando aí com um cachorro debaixo de olho…

2 Cotas - 2003/11/20

Devia estar a trabalhar, mas agora deu-me para aqui.

No fim de semana passado não fui geocaçar e este fim de semana também não irei. Festas de anos, almoçaradas e equivalentes que me deixaram sonolento, isto é: com sono e lento…
Mas voltando ao cachorro, zenupi de seu nome e preto. A principio achei-lhe jeito para alvo de setas, mas até nem é mau canito. Para alem de um certo habito manhoso de se sentar em cima das minhas caches, não escreve nada mal para que vai ás caches encaixotado. Considerando a verborreia que por aqui pulula, subiu bastante na minha consideração. Tanto que considero a possibilidade de esconder uma cache “só para ele”. Como? Não sei, mas isso não é impedimento. Alguma coisa se há-de fazer.

Andava eu afanosamente a pesquisar em memória do citado cachorrito e dei de caras com este artigo: http://forums.groundspeak.com/GC/index.php?showtopic=31396. Façamos agora um intervalito para Vexencias poderem ir verificar. Quando voltarem continuamos. Já agora, leiam só a parte inicial, o primeiro artigo, porque os postes seguintes são do tipo: YEAH, GREAT, OK, NICE, GOOD. Vão lá atão que eu espero…


..



Ok, já foram, gostaram? Se gostaram podem por um post, mas nada de MeToos… qualquer coisa substancial.

Todo isto porquê? Por causa de umas bocas de excesso de competitividade. Mas realmente, quando se olha para o Site oficial e se encontram carradas de pessoal com centenas de caches encontradas aprende-se a ter uma perspectiva diferente da nossa contagem e a colocar no devido lugar quem se preocupa mais com a numeração do que com o gozo. E porque de gozo se trata, é também o gozo que me leva a colocar off limits alguns autores e algumas caches. Contingências…

Mas voltando ao cachorrito, isto acaba por ser um jogo solitário. Solitário no sentido em que se compete consigo próprio e com as pantufas. Com a disponibilidade de sair de casa e apanhar mau tempo, mau terreno, silvas, ou até uma cache como a do puto da história. Ou mesmo não apanhar… provavelmente há de tudo.

Saio de casa, quando me dá gozo, se bem que me dê especial gozo pela hora da sossega, que no meu caso me ataca durante a fase sonolenta. Pegar na “maria” que encara a questão com uma forma de tratamento contra a celulite, se bem que eu dê melhor relevo a outras formas de tratamento,  na mochila que já começa a ficar pequena para tanta tralha, rezar para o inevitável item em falta seja secundário, telefonar ao resto da maralha desafiando-os o mais indecentemente que posso e sei, porque também sei que eles estão mortinhos por isso. E ala que se faz tarde, que no inverno até escurece logo de manhã.

E aonde vamos? Até a algum tempo atras era á descoberta. Agora a tropa já nem diz nada. O que vier morre! Quando muito há um que pergunta ao fim de um bocado de silencio pré sonolento: é de quem? O que é que estes gajos inventaram agora? Passamos a ser mais selectivos. Já se lêem melhor as entrelinhas da descrição, já se disparata se o índice de dificuldade não corresponde á densidade e altura do desastre. Deixaram de refilar com a historia do equipamento. Depois de terem feito uma em pijama, (sério! Não é mentira.), marcha tudo, com mais ai menos ai não há desculpa. Ou antes, tudo serve de desculpa… Fazer caches em mini saia!

Chegados ao local, ficam todos com ar de enfado, aproveitam para empatar o mais possivel, perguntam para que lado é, catrafilam o papel e armam a confusão do costume. Estende-se a procissão, normalmente os homens a frente a abrir o matagal e por norma, para trás e para a frente, a maldizer tudo e todos. As garotas ficam a ver de longe e só arriscam quando sentem que a direcção já é definitiva. Aproveitam para por em dia a cusquice, dizem mal dos maridos e maldizem a SCM. Mas gostam.
E de pôr defeitos? O comentário da moda é: “que cache mais mal enjorcada”, mas já foi, “ que ideia tão bem desperdiçada”. Mas houve mais…

Quando se não encontra, o único inconveniente é o tempo extra que a coisa implica. Felizmente já aprenderam que o prazer da actividade é principalmente sair, ver coisas novas, participar na brincadeira, brincar, passear ou simplesmente não perder um dia.
Como perguntava alguém, se te dessem todos os dias o mesmo saldo bancário, mas te tirassem ao fim do dia o excesso não utilizado, não arranjavas maneira de, diariamente, gastar tudo até ao ultimo cêntimo? Éhhh e se não fosse bancário, mas sim “horário”?

Compito comigo e com a “maria”. Tenho a vantagem de nunca perder… E já agora aproveito para dizer, que já me diverti mais com algumas “not found” do que com algumas que fazem parte dos activos. E como só tenho dez deditos, dos normalmente utilizados para estas funções, já me deixei de contagens. Lá chegarão. Entretanto tem que lidar com a maldita…

Para finalizar só um desejo: façam favor de se divertir. Sozinhos, acompanhados, em grupo, ou aos magotes! Mas não se estraguem. Controlem o vosso saldo e não sejam maus. Bêjos.

PS: óh cachorrito, não tás esquecido. Tás apenas á espera da tua vez…


falhanço infernal

pgameiro - 2003/11/19

na 2ª feira fui em busca da cache da Boca do Inferno. Procurei, procurei, nada!
os valores do GPS indicavam o precipício.
Ao fim de 1 hora desisti,levava na busca o meu pai (71 anos) já um pouco fatigado.
Será do meu aparelho (magellan 320) que é fracote ou do dono?


Mais um Hobby

LuckyRed - 2003/11/18

Bem, primeiro que tudo o meu nome é João Bento e comecei a interessar-me pelo Geocaching através do meu amigo PCardoso, para mim o principal atractivo é o contacto com a natureza, faço mergulho e caça submarina, mas quando o tempo está mau e não posso mergulhar o Geocaching está a começar a ocupar bastante tempo . Ainda não tenho equipamento GPS mas tenho ido sempre com um amigo e estou-me a viciar! Só espero que a tendencia não acabe .


Um estranho caso…

Lobo Astuto - 2003/11/15

Lx, Quinta-Feira, 19h00, 2003-11-13…

A noite cai sobre a cidade, como se as trevas a invadissem, notam-se movimentos estranhos

nos arredores do Antro, o simbolo do capitalismo cavalgante!

Quatro vultos agrupam-se à entrada e entram sorrateiramente…

Esgueiram-se em direcção às catacumbas, olhando em redor, desconfiados, tentando permanecer

incógnitos!

Abancaram numa mesa rodeada de um caos aparente.

Conspiração! Estórias e segredos são trocados entre cochichos, documentos são passam

de mão em mão…

A pouco e pouco mais conspiradores acercam-se do pequeno grupo. O ruído aumenta, estão

inquietos!

Desconfiam de algo! Ordeiramente e com uma precisão de um grupo de elite, sobem a

escadaria para o piso superior.

Aos poucos e poucos eles retornam às catacumbas, cada um traz objectos de uma matéria

desconhecida… Eles comem os artefactos vorazmente enquanto continuam a trocar

informações.

Com o passar das horas, e talvez numa tentativa de não dar nas vistas, o grupo vai-se

desintegrando… um a um… espaçados no tempo… os vultos escondem-se nas trevas da

cidade, tão misteriosamente como quando apareceram.

PS – Esta foi a descrição do 2.º Meetup de Geocachers de Lisboa e arredores e estiveram presentes: Carlos David, Claudio Cortez, David Felix, Diamantino Azevedo, Manuel Antunes, Michael Memeteau, Nuno Correia e Nuno Pedrosa.
As fotos estão na galeria.



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