Entries from December 2006

Evolução do Geocaching em Portugal

- 2006/12/30

Começo por dizer que este artigo tem pouco ou nenhum interesse, mas a verdade é que tenho que estar a fazer horas, enquanto encerro as contas da empresa de 2006, actividade essa que de momento me impede de procurar caches, e como tal pus-me a vasculhar as estatísticas no Geaocaching@PT (o Tetris e o Solitaire já não me divertem).
Reparei, tal como a maior parte de vós (e comecei por dizer que o artigo tinha muito pouco ou nenhum interesse) que a actividade do Geocaching em Portugal tem mais do que duplicado de ano para ano, desde 2001 (ano que registou 7 logs). Em 2002 houve 179 logs, em 2003 houve 731, em 2004 houve 2085, em 2005 houve 8270 (era um crescimento assim que o nosso PIB precisava) e em 2006 um número record de mais de 17 mil logs.
Ainda assim pergunto-me como é que não encontramos mais Geocachers nas nossas buscas. Ou nós somos muito rápidos, ou vocês são muito rápidos, ou não coincidimos por milésimas de segundo, ou vocês andam a evitar-nos… Huummm…
Desejo-vos um excelente ano de 2007, repleto de concretizações, sejam elas FOUND, DIDN´T FIND, ou simplesmente WRITE NOTE.

Team Prodrive


Tudo pela transparência!

2 Cotas - 2006/12/29

Como é moda ser politicamente correcto apresentar tudo às claras… cá vai disto.
Tudo se passou em Cristo Rei!

Ontem ao olhar para os latest logs deparei-me com várias linhas a dizer Cristo Rei… ou era paródia ou era molho…

Surge um Needs Archived do Super:
“Esta nota é um “lembrete”. Foram efectuados alguns trabalhos perto da zona onde estava a cache, mas tudo está parado há meses.
Na zona dá para esconder uma micro ou algo ainda maior. Estive lá hoje.
A cache está inactiva há mais de 8 meses, não será demais?
Se o owner precisar de ajuda, que nos contacte. Passamos muitas vezes pelo local.”

Segue-se a inevitável resposta do Garri… com a oportunidade de o Nunor reagir e reactivar a cache.
O que se pode dizer sobre isto? Nada para além de que uma nota não é um needs archived! Uma nota pode ser de facto um lembrete… um need archived impõe consequências. Fizeste mal? Não… estavas no teu direito. Foi uma opção!
Segue-se uma nota do NFreitas:
“Se entretanto o owner não der noticias, vou colocar uma cache na zona com o SUp3rFM!
Até à passagem de ano vai estar lá!
Página da cache já em andamento!”
Calma! Afinal aqui há gato! Um lembrete seguido de um ultimato de 4 dias!!! Meus amigos isto é uma acção concertada e premeditada! Legal… não tenho dúvidas nisto porque o Garri não se pronunciou doutra forma… e moralmente correcta?
Foi aqui que eu entrei e atiro com esta:
“Essa nota era um “lembrete”!!!!! A mim parece-me outra coisa! Não sei se existem para aí cursos de micro informática que ensinem a acertar com o rato no sítio certo!
Já agora lanço uma sugestão de tema para a nova cache: The Game Of Risk.
Por acaso não há aí uma alma embebida do espírito natalício que passe por lá e coloque uma cache temporária (a jeito de manutenção voluntária) ao rapaz, que aparentemente está de férias… mas que na última mensagem deixa claro que está interessado em manter a cache “
Assim que leio isto na página… lembro-me das palavras de alguém. Tá mas é calado, que só sabes perder a razão. Sábias palavras… eu é que ando sempre mouco e depois dá nisto. Não resisti e chafurdei o pão no molho…. gula é pecado mortal, não é? …as palavras foram apagadas por respeito à cache e ao facto de o Nunor não vir a ganhar nada com elas… além disso o meu nick não é o justiceiro… substitui por estas:
“Por acaso não há aí uma alma embebida do espírito natalício que passe por lá e coloque uma cache temporária ao rapaz? A jeito de manutenção voluntária ou prenda de natal  ”
Bem mais indicadas e oportunas… as outras eram um pouco feias, caluniosas… e podiam não dar em nada de útil ou digno. Pensei eu que estava tudo resolvido… Enganado! Afinal o Super ao contrário do Nunor estava à escuta… É natural! A vigilância é necessária para o sucesso do golpe!
O Super vai disto e pimba:
“A minha nota é, também, uma resposta a esta nota (que já não consta desta página).
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2006/12/28 rebordao posted a note for Cristo Rei [almada]
Essa nota era um “lembrete”!!!!! A mim parece-me outra coisa! Não sei se existem para aí cursos de micro informática que ensinem a acertar com o rato no sítio certo!
Já agora lanço uma sugestão de tema para a nova cache: The Game Of Risk.
Por acaso não há aí uma alma embebida do espírito natalício que passe por lá e coloque uma cache temporária (a jeito de manutenção voluntária) ao rapaz, que aparentemente está de férias… mas que na última mensagem deixa claro que está interessado em manter a cache
+++++++++++++++++++++++++++++++++++++

O Nunor, com quem troquei algumas mensagens, e inclusive nesta página faz questão em afirmar que queria colocar a cache no MESMO local. Que direito tem algum geocacher, seja quem for, de lá chegar e colocar um container novo, quando o owner expressa a vontade de o recolocar?
Desde que foi desactivada, que tenho passado com regularidade e tenho observado o spot. Ah, informei o Nunor disso mesmo. Discutímos inclusive novas localizações, claro está, de um novo container colocado por ele.
As coisas, de volta do local da cache, estão exactamente iguais há cerca de 8 meses. Nada mudou, excepto a vegetação. Agora é verde. 8 meses não é tempo suficiente?
Esta cache, neste local, era uma das mais visitadas de Portugal inteiro. Até à data da sua desactivação, tinha 80 founds, e de certeza que se continuasse activa, continuaria a atrair muitos geocachers ao local.
O que fazer então? Mandar mais um mail? Colocar mais umas notas a pedir informação, como fez por exemplo o playmobil?
Ou ir um pouco mais além? Eu fui mais além. Não gostam?
E já agora, Rebordao, se estás tão incomodado com a minha posição, e sabendo que o owner está de férias, facto que desconhecia, que tal aproveitar o tal espírito de Natal que apregoas e vais colocar a tal cache temporária?
Cada um faz o que quer, independentemente daquilo que pensam sobre nós. Eu fiz o que achei correcto… mesmo sendo um bocado burro e escolhendo a opção errada a quando do log.
Mas, no fundo, fico feliz. Ora vejam:
– O almeidara ficou mais rico!;
– Eu ganhei um pouco mais de poder na minha senda para a conquista mundial.;
– O Rebordao, numa atitude altruísta, vai colocar uma cache temporária.;
– O playmobil, prodrive, entre tantos outrps, terão em breve uma cache neste local (seja a temporária do Rebordao, ou uma nova);
Nada mal para quem se enganou no “lembrete”, não acham?  ”

Tantas perguntas!!! Se falhar alguma resposta avisa! Como a cache não é minha vim para aqui! Além disso passam por lá muitas pessoas e ficavam a dar conta disto 🙂
Pois bem a primeira pergunta… não a percebo! A dos 8 meses… vale a pena responder! Tá bem… para quem (como eu) vai à net todos os dias, olha para os latest logs, faz found com avidez… etc e tal é natural que 8 meses sejam um suplício. É claro que isto pode, para mim, tratar-se de um vício (se possível na pureza da palavra)… mas claramente o Nunor não é uma dessas pessoas (não tive d ir à bruxa para perceber esta)! Será que por isso não tem direito à sua cache? Nesses 8 meses, houve por mais de uma vez a manifesta vontade de manter ali uma cache. 8 meses são demais! São opções… que estão no seu direito! Devia lá ter colocado uma cache? Eu ponha? Não sei… e agora nem me interessa! O monumento encalhou com as obras da santa! Não é o primeiro monumento… em Cascais ando para colocar uma cache desde Novembro de 2005!!! Se tivesse colocado a cache nos andaimes se calhar ainda estava activa… quem sabe! São opções!
O que fazer então? Eu dei uma opção! Achas mal fazer manutenção às caches dos outros e/ou fazer o trabalho dos outros! Estás no teu direito… e aceito perfeitamente e sem levantar problemas. Fazer por arquivar a cache, apresentar intenções de a substituir por outra e colocar ultimatos de 4 dias é que já não concordo muito! Se no primeiro caso era de facto ir mais longe… e convínhamos que não era assim nenhum altruísmo digno de uma taça nem uma originalidade… o segundo, para mim, era passar dos limites… e olha que me parece que para ti tb não era original!
O Nunor até pode muito bem surgir antes da passagem de ano… é só uma questão de passar pelo continente e com as passas comprar um tuperware! Já vimos que o rapaz é de iniciativa rápida. Espera ele até tinha um pronto! Quem hesita 8 meses… deve com uma picadela de mosquito à lá Sócrates surpreender tudo e todos em menos de 4 dias!
Ai… ai! Para que é que eu me meto nisto! É que depois o champanhe vai cair-me mal! Além disso tenho aqui uns ultimatos no emprego e são para hoje!


A Salto

MAntunes - 2006/12/25

A emigração "a salto", é uma história de alegrias e sofrimentos, de partidas e chegadas. Parte-se para descobrir novas terras e gentes mas, principalmente, para trabalhar e melhorar a vida. De carro, camioneta ou a pé, por estradas secundárias, montes ou ribeiras mas quase sempre de noite, com uma mala de cartão na mão.

Dá-se o Salto, para que a vida nunca mais seja a mesma, para contrariar o destino, para vencer a miséria.

Muitos não chegaram a conseguir emprego na estranja, alguns foram enganadas por "passadores" sem escrúpulos, muitos mais viveram vidas de que se envergonham, alguns tiveram sucesso e voltavam a Portugal, nas "vacances", em carros luzidios, muitas vezes alugados, para aclarar a alma derretida pelas vicissitudes da vida de emigrante.

Os emigrantes portugueses, que davam o "salto", eram perseguidos através da fronteira, pela Guarda Fiscal, seja nos montes e vales, seja em inspecções persucutórias aos autocarros ou carros particulares pelas polícias do Estado Novo. O mesmo Estado que acolhia, com satisfação, as remessas dos emigrantes para as famílias que ficavam cá, muitas vezes velhos e crianças, esperando ansiosamente notícias dos seus idos. E, algum meio de subsistência para enfrentar a vida difícil que tinha "expulsado" os seus entes queridos.

Esta será uma cache dedicada a todos eles e à minha tia que morreu, por não estar habituada a conduzir nas estradas cobertas de gelo, na França – partiu o pescoço no caminho entre casa e a fábrica de louças de esmalte onde trabalhava.

Brevemente, na zona do Tejo internacional, entre o posto Quercus de observação dos abutres, perto de Rosmaninhal, e a "passagem de Cáceres", por onde a minha tia saíu,  mais uma multi-cache temática.

Com emoção. Para quem gosta de se perder por montes e vales.

Boas Festas!

PS1: Afinal parece que sempre será entre o Natal o Ano Novo. 😉

PS2: Já tenho o ok do "garri", que consultei préviamente.


Aqui não há criados…

2 Cotas - 2006/12/22

“…Lastly, you can put goodies in the cache. It´s recommended, but not necessary!:…”  (http://www.geocaching.com/about/hiding.aspx)

Traduzindo mais ou menos literalmente, dá:

“Última, você pode pôr goodies no esconderijo. Recomendou, mas não necessário!”

Ou seja:

“PODEM ser colocadas prendas nas caches. Fica ao seu critério. Não são obrigatórias nem necessárias!”

Tudo isto porque vi recentemente numa cache, por sinal ao segundo found, uma reclamação sobre a quantidade e/ou qualidade dos itens disponíveis.

É comum, demasiado comum, tristemente comum, apercebermo-nos de que, com o passar dos tempos, a qualidade e a quantidade dos itens presentes nas caches vai decrescendo. Não é incomum encontrar coisas absolutamente indescritíveis, das quais e apenas como exemplo cito ganchos de cabelo e bilhetes de autocarro. Mas já vi relatos de pastilhas elásticas USADAS, caricas, rolhas usadas e pedaços de brinquedos partidos.

No meu caso pessoal, aproveito a desculpa das caches para ir passeando, conhecendo locais, situações. Desculpas para apanhar ar, chuva, sol, vento na moleirinha. A maioria das vezes, o interior das caches é secundário, salvo se tiver alguma bola ou pin, que conscientemente rapino para engrossar a colecção. Também nesses casos despejo lá algumas das coisas que por norma trago propositadamente na mochila. Já tive a fase do porta-chaves, da 2CGeoCoina, etc., etc. Presentemente são restos de uma promoção do CM sob a forma de pulseiras. Foleirosas, mas decentes. Mas é frequente não trocar nada.

A minha reclamação, (??), prende-se por isso, não com o conteúdo mas com o conceito em si. A coisa até pode estar embrulhada num saquelho preto ou verde vómito, mas não tem que ser forçosamente lixo. A noção da procura de “um tesouro” pode ser posta em causa se os interiores forem, mesmo, lixo. Até podem procurar apenas pelo prazer do enriquecimento, assim tipo Totoloto, mas a menos que se tenha falhado nos respectivos logs, não me parece…

A coisa até é simples, ora reparem. Um owner põe uma cache. A cena é mostrar os aspectos menos conhecidos do “bairro do Pina Manique”, não é distribuir riqueza ou contentar egos mais materialistas. Faz a coisa conscienciosamente, incluindo uma colecção aceitável de cangalhada.
Passado uns logs alguém, claramente imbuído de espírito reivindicativo, desata a mandar vir com a qualidade das prendas presentes. Eu cá aplaudiria se o owner arriasse umas bojardas que incluíssem comentários acerca dos hábitos higiénicos, profissão dos familiares e prognósticos sobre futuro dos companheiros que reclamaram. Mas isso não resolveria o problema. Poderia resolver, eliminar, simplesmente, os abarbatadores. Altamente recompensador mas politicamente incorrecto. Portanto, não praticável.

Vendo bem, a qualidade dos presentes presentes, (etalélé…), em cada cache é mantida, portanto obrigação, por cada um de nós. Ao owner, compete manter a coisa, não alimentar ordas de “saqueadores”. Por isso, deixem-se de me’das e mantenham, faxavor. Não custa nada e fica-nos bem. En passent, deixem-se de bocas e reclamações.


Para quando o canário?

- 2006/12/22

Há dias foi um gato que encontrámos numa cachada… ontem foi um cachorro debaixo do meu carro 🙁 … para quando o canário?

Infelizmente o Amarelo foi atroplado por mim ontem de manhã em Alcochete, porque os donos tinham deixado o portão aberto. A negligencia dos donos atingiu o limite quando não se mostraram interessados em prestar cuidados no veterinário. Pareceu-me ter ouvido qualquer coisa do género “A gente põe aqui uma tala!”. Escusado será dizer que o Amarelo nunca mais os vai ver.

Nesse mesmo dia o Amarelo recebeu os primeiros socorros, RX, tratamento, medicação,… e hoje está a operar. Espero que todo corra bem e que em breve o médico me telefone a dizer que a operação correu bem e que o Amarelo passe desta sem marcas.

Ficam a saber que o Amarelo procura novo dono. Tem 2 meses e é um sobrevivente… mesmo imobilizado e fortemente medicado tenta brincar. Deve dar um cão de tamanho médio.

Já sabem que o meu número é o 919519244
Obrigado
Hugo


O Natal das crianças…

Silvana - 2006/12/22

Bom dia!… Tomo a iniciativa de fazer circular esta informação  especialmente dedicada aos nossos geocachers mais novos!
Caso ainda não tenham conhecimento, os Correios de Portugal disponibilizam um serviço nesta quadra natalícia, de entrega do correio ao Pai Natal. E caso não saibam, o Pai Natal costuma responder a todas as cartas das crianças!…
Para isso basta enviar uma carta dirigida ao Pai Natal e referindo o destino: Polo Norte.
Entretanto, aproveito para desejar a todos um Bom Natal e Feliz Ano Novo!.. Repletos de caches (founds), TBs e GCs no sapatinho…  

Silvana & Co


Boas Festas!!

- 2006/12/22

Independentemente da religião de cada um, venho por este modo desejar aos meus colegas geocachers, um Santo Natal com tudo da praxe! Na companhia de quem mais gostam, que tenham muitas prendinhas e saúde para podermos fazer mais umas caches!

Abraços e beijos!!

João Lopes e Cristina Cruz


Qual a melhor indumentária?

touperdido - 2006/12/15

Esta é uma pequena versão humorística das muitas possibilidades de estilos que se usa para fazer geocaching:

1.   Estilo Turista – camisa havaiana, calções, sandálias, chapéu de aba larga, óculos escuros e máquina fotográfica ao pescoço. A vantagem deste estilo é passar-se despercebido em praticamente todas as caches, a desvantagem é que só pode ser usada no verão.

2.   Estilo Aventureiro – t-shirt ou polar, calças e meias hi-tec: versão muito respirável e elástico com todas as tecnologias e mais alguma! Chapéu tipo “indiana jones”, ténis ou botas em Gorotex ou outras membranas acabadas em “ex” ou que também podem ter a designação de “xpto”, bastões de caminhada, para ajudar os mais “quotas” ou para servir de “arma de arremesso” e manta térmica que serve para enrolar a bucha ou para manter a cache quetinha. A vantagem deste estilo é que para caches no meio do mato, mesmo que se tenha que passar a noite à procura dela, o geocacher está sempre confortável. A desvantagem são os preços deste equipamento.

3.   Estilo Super-Heroi – normalmente macacão de duas ou mais cores garridas com botas a condizer, e com super poderes como, localização do ponto zero, erro de um metro, lança teias para outros geocachers, possibilidade de ver as caches de cima, Eros-routing, com cartografia inter-galáctica e detector de Gcs e Tbs. A vantagem deste estilo é ser-se muito rápido a encontrar as caches. A desvantagem é que as cores vivas do fato não passam despercebidas nem em meios urbanos nem no meio do mato.

4.   Estilo Empresário – usa normalmente sapatos, usualmente chamados: “sapatos de ir ao figo”, calça vincada, camisa e gravata com cores a condizer e casaco finíssimo da marca do crocodilo. A vantagem é que em caches urbanas passa muito bem despercebido. A desvantagem é que na procura de caches no meio do mato, a farpela torna-se desadequada  e muitas vezes incómoda. Conhecem-se casos em que o geocacher aparece inicialmente de fato e na foto a seguir já aparece com o estilo nº3 e em alguns casos chega a inclusivé “vestir” a pele da personagem.

5.   Estilo Disfarçado – neste opção o geocacher disfarça-se de acordo com a cache que vai fazer, por exemplo para fazer: o “tremelgo” disfarça-se de jardineiro que vai fazer a poda ao eucalipto, “Sofá de Bucelas” disfarça-se de escalador, “de comboio para a parede” disfarça-se de pica bilhetes, “Azarujinha” disfarça-se de zézé camarinha, “Homem das cavernas” disfarça-se disso mesmo, “Alcobaça eléctrica” disfarça-se de técnico de electricidade, “Fronteira de baixo” disfarça-se de pastor, “Brecha da Arrábida” disfarça-se de geólogo, “Toy box” disfarça-se de cavalo. A vantagem é que cada disfarce passa completamente despercebido. A desvantagem é a trabalheira que é dá a prepara cada disfarce e se é bem sabido que o geocacher não passa muito tempo a olhar para a descrição da página, quanto mais embonecar-se para cada cache.

Rui Duque


Trimmmm.

2 Cotas - 2006/12/12

Trimmmm.
Trimmmm.
Trimmmm.
Trimmmm.
Clic.
– Bom Dia.
– Bom dia Maria podia falar com o Pedro?
– Vou ver se está, podia-me dizer quem fala?
– Diamantino.
– Olá, Sr. Diamantino, muito prazer em falar consigo, vou passar a chamada!
Tralalala. Plimpopopopo.
Tralalala. Popopopo. Tralalala. Plimpopopopo.
Popopopo. Tralalala.
– Olá pá. Tás bom? Não ligavas há muito tempo. A família?
– Olha, muda a po’’a da música da central que já é só guinchos e mal se ouve. A família tá boa. E tu?
– Telefonaste só para pôr defeitos? Também, está tudo bem. Diz…
– Queria pedir-te um favor…
– …logo vi…
– … deixa-te de bocas! O último a ligar fui eu!
– Pois… era isso que eu queria dizer.
– Deixa-te de bocas óh maricas.
– Homem, não digas asneiras quando ligas para aqui… Ainda arranjas problemas, e aos dois.
– Porque? O teu patrão ainda tem aquele mau feitio?
– Já esteve pior.
– Não me parece, acho que está cada vez pior.
– Ainda fazes com que seja despedido!
– Vais trabalhar para a concorrência.
– Nem penses! Para o outro gajo? Nem morto.
– Realmente, entre esse trabalho e trabalhar para o outro, venha o diabo e escolha! Hahaha!
– Cala-te! Não podes dizer isso páh? Chiuuu!
– Porque? O velhote ainda está à escuta de tudo? Ou já instalou equipamento automático?
– Não, ainda é tudo à maneira antiga.
– Semítico, o que vale é que já é meio surdo.
– Pois! E passa o tempo todo a dormir!
– Então já és o Gerente?
– Não! Continua a ser o filho.
– Esse não aparece há muito tempo…
– Pois, seja como for, eu não mando nada. Sou só o porteiro. Mas diz lá o que queres.
– Tenho estes dias de ferias e vou para Sines.
– Tu nunca trabalhas, porque que é que dizes que tens uns dias de ferias?
– Tas muito bem disposto… Quando puder falar, dizes, tá bem?
– … diz…
– Tenho uns dias de ferias e queria que tu desses um jeito no tempo.
– Vais fazer o quê? Aquela coisa do geocaching? Ou ca’ar o jipe?
– Posso fazer as duas coisas ao mesmo tempo! Mas se fosse só ca’ar o jipe não precisava da tua ajuda!
– Tu? Deixa-te de coisas, precisas de ajuda para tudo! Já te conheço! Vais fazer as caches de lá?
– Sim, e uma atrasada.
– Atrasada? Ali não tens atrasadas.
– Não é dali. A atrasada é mais longe.
– Não me digas que vais tentar outra vez aquela em que não acertas com a estrada?
– Sim! Essa…
– E achas que dás com o caminho agora?
– Não tem muito que saber. Só tem dois caminhos, não me posso enganar sempre.
– Pois… gajos normais…! Tu gostas muito de te meter em avarias. Olha que esse tem a mania de complicar. O caminho é a parte mais fácil e tu já te espalhaste 2 vezes nessa parte. Cá para mim…
– Não me digas nada. A Virita ia tendo o fanico da primeira vez.
– Ela tá boa? Não a vejo há muito tempo.
– Tá! Cada vez melhor! Olha, vamos fazer a consoada cá em casa e contamos contigo.
– Agradece-lhe, mas vocês sabem que não posso.
– Continuas na mesma. Não dá para te baldares, nem só uma vez?
– Não posso, sabes que nessa altura vem cá o neto do velho e tenho que estar presente. É a mesma coisa todos os anos. Já sabes como é, mas agradeço na mesma.
– Tu é que és sempre a mesma coisa. Nessa altura é porque vem o puto, na passagem do ano é o balanço, na Páscoa é por que tens que fazer o assado…! Que raio de emprego. És sempre a mesma coisa, um baldas.
– É assim que se ganha o céu!
– Hahaha!
– Isto tá mau de empregos…
– Olha lá, mas voltando ás caches, tu que nunca dás abebias nenhumas estas a dizer-me que a cache é difícil?
– Eu não disse nada! Nem sei o que se vai passar.
– Pois, mas da última vez que tiveram que fazer reparações no futuroscopio, mandaste instalar o plasma maior no teu quarto! Só para ensaio? Passas o tempo a espreitar, pensas que não te conheço?
– Claro! Como tenho que verificar o sistema muitas vezes, assim é mais fácil…
– Claríssimo! Quem não te conhecer…
– Pois, difícil não é, mas a dica não presta, o local tem pouca recepção, a encosta é quase a pique e a classificação tá curta! Muito curta. E buracos é mato. Burrinhos na água, aposto. E não tem cobertura…
– Mau! E pior que o costume?
– Não, igual.
– Tou farto de lhe dizer, mas ele não há meio… Tu e que podias dar-lhe um toque.
– Era bonito! Mandava daqui um anjo a dar-lhe a boa nova: “Olha, a malta acha que as tuas caches, blablabla…”, e dava-lhe o fanico. Ainda começava a pensar que estava grávido.
– Não era mal feito, tou farto de DNF nas caches dele. E as outras?
– As da moça com nome esquisito…
– Não sejas assim… Ela já mudou de nome!
– …sim… e escolheu nome masculino…
– Deixa-a em paz! Diz lá coisas sobre as caches!
– A primeira…
– Qual primeira?
– Quantas primeiras é que há?
– Sei lá, po’’a! Tu é que sabes…
– A primeira é ranhosita, mas as outras são boas. Se estiveres á rasca, dá uma apitadela…, para aqui não, já sabes, mas tás a vontade, alguém te há-de dar uma ajudinha… como de costume…
– Qual primeira pah, qual e a primeira?
– E ele a dar-lhe, logo vês. A da outra… Ouve lá? Tou a reparar agora, tiraste o fim-de-semana para as moças? Só caches de tipas! O que é que a Virita diz destes teus planos?
– Deixa-te de gaitinhas! A primeira não é de um gajo?
– Disfarça… disfarça… Bem, a outra enganou-se nas coordenadas e a coisa tá a alguns dez metros, mas é fácil na mesma…
– Bonito! E mais?
– Mais? Queres ir fazer caching ou e visita guiada?
– Deves ter muitos amigos, deves, deves…
– Olha, para não estares com me’das, ficas já a saber que não vais conseguir nenhuma de gajos.
– Hãm? Quê? Que é que tu queres dizer com isso?
– O que disse, gajos népia!
– Nem a do tipo dos calhaus?
– E isso é lá cache? Ainda gastas gazole com essas?
– Gazole?
– Gazole é essa mistela ranhosa que tu metes no depósito do jipe, ainda ‘odes o motor aquilo se antes não o espatifares nalgum buraco. Eu nem preciso de ir ver onde tu andas, basta sentir de que lado vem o cheiro… Ainda és preso por andares a fritar batatas na autoestrada.
– Ecologia! Ecologia páh, isto é que me saíste cá um funcionário! Ouve lá quando é que te casas?
– E continua… … …
– Mas… andas a sair com alguém?
– Deixa-te disso! Não tenho tempo para essas coisas. Farto-me de trabalhar.
– Pois! E dessas que estão sempre a aparecer ai?
– Não prestam. Umas são velhas, outras vem todas arrabentadas e o resto tá todo podre, doentes, todas janadas.
– Andas a espreitar nos processos? O velho não te dá nas orelhas, óh cusco?
– Então não tenho que os ler quando cá chegam? Sou eu que os distribuo pelas secções, tenho que lhes ler o curriculum.
– Ouve lá, e a telefonista?
– Essa? Tá cá desde o principio. Velha é piropo… Já nem se levanta.
– Quem não se levanta sei eu quem é. Mas diz mais coisas sobre o meu fim-de-semana.
– Se te digo não tem piada, alem disso não posso. Só o velho é que pode espreitar…
– E tu não podes? Deves estar a gozar! Vá lá…
– As da miúda das barragens estão boas, mas vais ter azar lá na barragem.
– Quê? Atasco o jipe?
– O mais certo! Mas, medricas como és, nunca terás esse gozo.
– A Virita é que tem a culpa, ainda vou no alcatrão já ela está aos gritos porque não há caminho. Mas o que vai acontecer?
– Põe-te a pau com as dos gajos. Uma das outras não presta e vão todos moer-te o juízo.
– Afinal, quantas é que eu não vou encontrar? E qual é a da barragem e a que não presta?
– Nenhuma.
– Nenhuma das caches?
– Sim. Não! Logo verás! Alias, vais andar todos os dias em barragens. E na me’da!
– Me’da? Na barragem?
– Sim, na outra.
– Qual outra? Mas afinal quantas barragens e que há?
– Sei lá… Uma data delas. E não me perguntes, és tu que escolhes.
– Afinal a po’’a do aparelho não ficou arranjado.
– Ficou, mas o gajo lá debaixo de vez em quando faz interferências e não deixa ver. Eu acho que ele até baralha as imagens. Mas o velho não acredita, tem a mania que o sistema é perfeito.
– Tu é que passas o tempo a ver pornografias. Metes-te no quarto a ver gajas nuas.
– Não digas isso, se ele ouve ainda me arranjas problemas, ciumento como é…
– E só faço essas? Um fim-de-semana é só isso? Espreita ai as do tipo dos calhaus, estava a pensar ir procurar uma dele.
– Dos calhaus? Está debaixo de um, what else… Que é que queres saber?
– Rico fim-de-semana! Tu és muita chato, podias ajudar aqui o teu amigo e não há meio.
– Não posso! Tás com medo de ca’ar o jipe ou quê?
– Não. Não tenho medo de ca’ar o jipe. Se tivesse medo de ca’ar o jipe tinha comprado um castanho…
– Só havia aquela cor… E o aldrabão sou eu!
– Deixa lá isso. Dás um jeito a máquina do tempo ou não?
– Não posso! Aquilo esta já tudo ‘odido! Não posso lá ir mexer. Se aquela me’da avaria de vez quero ver…
– Pois. Era arranjada de vez. Vá lá, vais ver e adiantas ou atrasas uns dias. Não é preciso muito. Pode ser só um jeito para não chover. Já dava.
– Vais o fim-de-semana todo para as barragens e andas com medo de água? Não posso. O velho não quer que eu vá lá mexer. Esta sempre a dizer que vocês ‘oderam tudo agora tem que se amanhar com aquilo assim.
– Como se eu acreditasse que não vais lá dar uns biqueiros quando andas chateado com ele. Ele ainda te chateia o juízo como antigamente?
– Agora já anda mais calmo e com vontade de se reformar.
– Sério? Ele já tá muito velhote, já se está é a borrifar. Pôs a barraca á venda?
– Não! É mau para o negócio. Se ou outro descobrisse era uma bronca das antigas! Ainda íamos a falência. Ou lançava uma OPA. Já viste o que era?
– Mas se é para ir para a reforma? Até podia ser que o vosso vizinho da cave tomasse conta disso melhor. Era capaz de investir uns cobres. Até seria bom para ti.
– Tu és mazé doido, já não tenho paciência para patrões arrebitados. Fica para o puto, já fez o testamento.
– Hahaha! Outro novo?
– E só mais uns anos até o miúdo crescer e toma conta do negócio.
– Desde que me conheço que o puto está na mesma, parece que não cresce. E o filho?
– Não aparece cá há muito tempo. Vou ver o que posso fazer, mas não prometo nada. Aquilo esta preso com arames, tá tudo ensarilhado. Já não tem afinação. Pinga agua, sopra, faz barulho, estremece tudo, ás vezes parece que se vai desmanchar.
– A quem o dizes, aqui ainda é pior. Manda mas e o velho arranjar aquilo quanto antes, antes que caia tudo cá em baixo… Bem, abraços e dá-lhe cumprimentos meus.
– Eu dou, mas ele ainda está meio chateado contigo.
– Ainda, depois de tanto tempo? Queria que eu me levantasse cedo ao domingo só para ir ao beija-mão? Passou-se de vez… Prozac!
– Também era a única coisa que ele te pedia e tu não fazes! Porque? Ainda és mais teimoso que ele.
– Também não é preciso estar zangado comigo só por isso… Artolas de velho…, adeus! Dá beijos a gaja do telefone e aparece um fim-de-semana destes.
– Beijos? Se lá fosse dar-lhe beijos teus, estávamos os dois lixados, havia de ser bonito, deixa a tipa em paz, andas sempre a inventar! Adeus, fica bem, dá beijos à Virita e a Catarina e abraços ao resto da malta.
– Dou. Porta-te mal…
– Maricas…
Clic….
Clic….


Six Feet Under e João Bénard da Costa no Público

Cachapim - 2006/12/10

Vai fazendo por estes dias um ano (12/Dez) que se aproveitou um solar dia de Dezembro  para um passeio aos segredos da Arrábida. Ponto de encontro em Azeitão, descida à Lapa do Médico (6fu), choco frito em Setúbal e anoitecer na meia montanha. Devo dizer que se a natureza me fascinou, a companhia também foi do melhor. Lembram-se?


Ora quis o destino, que nestas coisas é quem manda, que o Público de hoje me surpreendesse com a crónica do João Bénard da Costa. Ora leiam lá, se tiverem paciência…

Quote:
"(…)A meia-encosta, no chamado Monte Abraão, fica situada a Lapa do Médico, assim chamada porque quando foi casualmente descoberta (século XVIII) se encontrou lá no fundo um esqueleto que aprouveram identificar como o do curandeiro misterioso, que deu nome à Fonte e à Mata ditas do Solitário, o qual apareceu na Arrábida tão misteriosamente como dela desapareceu. Teria descoberto a gruta e não conseguiu sair de lá.
A Lapa do Médico mete algum respeito. Entre fragas e penhascos de razoável dimensão, o que se vê é um buraco no chão, onde mal cabe uma pessoa. Indo por ele abaixo chega-se a uma espaçosíssima galeria que, por sua vez, sempre na vertical e no sentido das profundezas, dá acesso a muitas outras, numa descida de mais de 100 metros. À primeira galeria ainda chega alguma luz, vinda do buraco matricial. Dela para baixo, a escuridão é total, e quem se desviar do caminho certo (assaz difícil, e que exige o conhecimento de certos preceitos) arrisca-se a queda de quebrar todos os ossos do corpo e a nunca mais sair de lá.
Foi Sebastião da Gama, o poeta, quem ma revelou, ainda os anos do século passado eram 40. Várias vezes me levou e eu aprendi bem o caminho. Aí pelos meus 18-20 anos, comecei a ser guia de inúmeras excursões de parentes e amigos, todos com muitas velas ou lâmpadas eléctricas. Susto e risco combinavam bem e era raro o Verão em que a descida à Lapa do Médico não fosse programa obrigatório, sempre envolvido nalgumas peripécias.
Em Agosto de 1966 – eu tinha 31 anos e já conhecia a Lapa como os meus dedos – resolvi dar um passeio na serra com os meus filhos João Pedro e Ana (ele com 7, ela com 5) e com um sobrinho meu, o Tiago (6 anos). Pediram me muito para eu os levar à Lapa, tanto tinham ouvido falar dela como coisa para crescidos.
Cogitei que, levando um por um ao colo, a descida do primeiro buraco não seria problema de maior. Meti nos bolsos uns coutos de velas e o meu sobrinho insistiu em levar uma minúscula lâmpada de bolso, que lhe tinham oferecido e dava a mesma luz que os olhos de um gato bravo em noite de breu. Se bem o pensei, melhor o fiz, sem dar conta das minhas intenções a qualquer outro adulto.
Tudo se passou muito bem na primeira descida e os miúdos estavam exultantes. Tanto o estavam que fui tentado a proporcionar-lhes o circuito integral. Um ficava com a luz, eu pegava noutro ao colo e assim sucessivamente, até chegarmos não digo ao centro da terra mas a razoável profundidade dela. Foi no regresso que tudo se complicou.
O meu filho, que herdou de mim uma destreza manual quase nos limites do patológico, deixou cair um dos coutos que se sumiu nos algares. Só então comecei a suar frio. Recomendando o maior cuidado com o único couto restante, agarrei em mais uns ao colo e trepei pela estalactite escorregadia. Subitamente, um “ah” de criança em falta e o segundo e último couto a seguir o caminho do primeiro. Escuridão absoluta. Um passo em falso das crianças e a tal queda. Fiz as minhas contas. Primeiro que dessem pela nossa falta e que decidissem procurar-nos, haveria à vontade que esperar umas três horas. Seria noite cerrada. Chegar à Lapa de noite, mais uma hora, pelo menos. Nem todo o meu vasto reportório de histórias ia chegar para manter quietas e sem medo três crianças, por mais que eu me esforçasse por as manter calmas, tarefa que não ia ser nada fácil. Antevi o pior e antevi-o como certo.
Foi então que o Tiago me lembrou a lampadazinha que iluminava meio palmo. Pois foi com ela e puxando-lhes pelos braços e pelas pernas, entre abismos verdadeiros e não poéticos, que eu consegui, com a velocidade permitida pela adrenalina, chegar cá acima sem ninguém se ferir. Quando voltei à superfície, tremia como nunca tremi na vida. Graças a S. Pedro de Alcântara – não duvido – levitara das profundezas do Baixíssimo para os Altíssimos da Arrábida. Aclamei-os como heróis, até porque nenhum deles se assustou por aí além. Quando chegámos a casa, eles vinham ufanos e eu nem consegui sentar-me à mesa a fingir que comia.
Estava a passar férias connosco o Nuno de Bragança, que mantinha um diário. Muito mais tarde, li o que ele tinha escrito referente a esse dia: “À tarde, o João, com estarrecedora inconsciência, enfiou-se numa gruta e arriscou os nervos de três crianças para o resto da vida.” Duro mas certeiro. Não fosse o espírito da Arrábida, talvez mesmo as três crianças não tivessem tido resto de vida. E a minha teria sido bem diversa. Mas nunca a Arrábida me podia ter feito tal mal. Hoje, eu já não desço à Lapa do Médico. Mas eles e os filhos deles continuam a ser assíduos visitantes, limitando-se a acrescentar às muitas histórias tenebrosas do esqueleto do local, mais esta de que foram inconscientes protagonistas. Fez 40 anos no Verão passado."


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