Earthcaches 101

danieloliveira - 2008/09/06

[Na sequência de um apelo no fórum para a produção de novos artigos e conteúdos, eis o primeiro de (esperamos) muitos artigos. O Daniel não precisa de muitas apresentações, o seu interesse e conhecimento na área da geologia tem sido uma constante no seu currículo no geocaching, sendo disso exemplo a quantidade fenomenal de earthcaches submetidas assim como as acções de sensibilização e divulgação na área. Como as earthcaches tem características diferentes das caches habituais, surge muitas vezes a dúvida sobre o que são e sobre a origem destas diferenças. Nada como passar a palavra ao perito. Muito obrigado, em nome de todos e da equipa de moderadores.]

Earthcaches

O que são e onde estão?
As earthcaches são caches virtuais em locais onde existem aspectos interessantes relacionados com o nosso planeta (Terra – para aqueles que normalmente andam na Lua).

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Gecoins – The Lunchtime Gang

danieloliveira - 2007/03/15

Os compradores da Geocoin do Gang da Hora de Almoço já têm o dia marcada para as receberem – Sexta-Feira 16, 12h30 IKEA. É claro que o convite se estende a todos que quiserem vir.

Fica aqui um sneak preview das moedas:


GEOCOIN PT 2007

danieloliveira - 2007/02/28

Caros amigos,
Eu queria que isto ficasse antes no Forum mas para não adiar mais a coisa e fica aqui o primeiro cheirinho…..
Façam lá os comentários que acharem necessários sem passar isto para DefCon 1.



O desenho, tal como na edição de 2006, é da autoria do PLAYMOBIL a quem desde já agradeço a colaboração neste díficil projecto.


Apanhem esse fugitivo!

danieloliveira - 2007/01/04

Aqui está uma curta nota que vi na Nat. Geo. que me pareceu interessante dada a nossa actividadede geocaching.
Projecta-se que se o polo norte magnético em 2050 estará na Sibéria e não no Canadá onde está hoje.
Leiam o artigo e vejam a imagem que é bastante elucidativa.

The Vaulting Pole

All compasses point to the north magnetic pole-but it might be time to trade that trusty compass for a handheld GPS. The north magnetic pole, unlike the stable geographic pole around which the planet spins, is hightailing it toward Siberia at a clip of 25 miles a year. Generated by movement of liquid iron coursing through Earth´s outer core, the north magnetic pole has moved some 700 miles since its discovery in 1831. Oregon State University paleomagneticist Joseph Stoner´s analysis of magnetic minerals in Arctic lake beds indicates that, today´s polar speeds are faster than any since thEli15th century. The most notable impact of its wandering is likely to be on the pole´s colorful halo, the aurora borealis, which may soon be more risible in Russia than Alaska. "A hundred years, ago this movement could have been a major /problem for navigation," Stoner says. "Now it´s " a minor inconvenience." -Joel K. Bourne, Jr.

De NATIONAL GEOGRAPHIC, DEC. 2006, pg. 31


Vamos ao circo?

danieloliveira - 2007/01/03


Esqueçam-se do circo com os animaizinhos escanzelados e o palhaço que é malabarista, faz de vendedor de pipocas ao intervalo e também faz um número de equilibrismo pelo meio! Este circo aonde esta cache vos pretende levar é muito mais espectacular – trata-se de um circo glaciar! E isto não quer dizer que só participam ursos polares ou pinguins! Aqui há natureza no seu melhor esculpida por línguas de gelo extensas e paisagens espectaculares! Está vendida a ideia? Então vamos a isto.

Este pequeno texto supracitado é o começo da minha última excursão ao mundo do earthcaching!

Agora que fui relegado para fazer um trabalho forçado em trás-os-Montes, fui levado ao encontro de um sítio maravilhoso em todos os sentidos.
– Espaço amplo e aberto
– Paisagens espectaculares
– Geomorfologia de se babar sendo a Geologia e processos de erosão galciares os seus principais protagonistas.

Refiro-me à região de Puebla de Sanabria em Espanha com os seus circos glaciares que fica, nas calmas, a menos de 1 hora de Bragança mesmo com mau tempo.
Acreditem que vale mesmo a pena visitar a região, não só pelas caches que aí constam, mas também pelo Centro de Interpretação do Lago de Sanabria que fica em San Martín de Castañeda.

As caches mais próximas são:
A earthcache a que este artigo se refere: 1- The Big Top (Circo de Sanabria)
2- Lago Solitário que fica um pouco mais a cima no Lago de Pesces. Aqui preparem-se para cerca de 1km a pé e penso que com neve a cache fica impossibilitada de se encontrar.

Se passarem por Bragança ou arredores, há sempre locais muito bonitos para visitar, com caches claro!
1- Coração Brigantino
2- Sabor Romano
3- Chromite – FeOCr2O3
4- All roads lead to Rome
5- Claim 2146
6- Monte da Ciradelha

Com tantas razões para sair de casa. o que estão ainda a fazer a lêr isto?


Earthcaching em Portugal

danieloliveira - 2006/10/14

As earthcaches vão voltar a figurar como caches “normais” no do GC.com dentro de breves semanas, o que são muito boas notícias, após a sua breve passagem pelo Waymarking.
Para aqueles que ainda não sabem o que é uma earthcache, vejam este link.

Logo poucos dias após o evento da “Trace fossils of Ancient Volcanoes”aparece-me nas minhas duas earthcaches (Dykes and sills earthcache e S. Domingos Mine earthcache) uma nota que transcrevo aqui:

Requires Maintenance
Hi Daniel
As part of the process of EarthCaches returning to geocaching.com, every EarthCache is reviewed to ensure that each EarthCache listing adheres to the new guidelines.
We wanted to inform you that your EarthCache has been reviewed but does not meet the new guidelines. I would suggest just a small change to your logging requirements….one in which they state the difference bwteen the two features….

Can you please read the guidelines carefully below and adjust your EarthCache listing so that it meets the guidelines? Once you have made changes, please email me (glewis@geosociety.org) and I will review the updated listing. EarthCaches that do not meet the guidelines by 20 October will be archived. Please let me know how I may be of further assistance.

Regards,
Geoaware
………………………………………………………………………………………………..
EarthCache Guidelines
1. EarthCaches must provide earth science lessons. They take people to sites that can help explain the formation of landscapes or to sites of interesting phenomena such as folds, faults, intrusions or reveal how scientists understand our Earth (such as fossil sites etc.)
2. EarthCaches must be educational. They provide accurate but simple explanations of what visitors will experience at the site. Cache notes must be submitted and assume no previous knowledge of earth science. The educational notes must be written to a reading age of an upper middle school (14 year old) student. Additional technical or scientific notes can be provided for the scientific community. Please note appropriate place on the submittal form for the technical notes. All notes can be submitted in the local language but must also be in English.
3. EarthCaches can be a single site, or a multiple virtual cache. No items, box, or physical cache can be left at the site.
4. EarthCaches follow all the waymarking and geocaching principles and adhere to the principles of Leave No Trace outdoor ethics. Use waypoints to ensure cachers take appropriate pathways. Use established trails only. Do not create new trails to a site in order to concentrate use impacts. EarthCaches will highlight the principle of collect photos – not samples. However, if there is no possible damage to a site which is outside of the public land system and approved by the site owner, small samples may be collected as part of the cache experience.
5. Logging of EarthCaches must involve visitors undertaking some educational task. This could involve them measuring or estimating the size of some feature or aspect of the site, collecting and recording some data (such as time of a tidal bore), or searching and sending via email to the developer, some fact that they find from signage. Developers should try to involve visitors in learning from the site … rather than just logging a visit. Logs should show that the visitors have ´learnt´ by visiting your EarthCache.
6. EarthCaches developed on private and public land must have prior approval of the landowners before submission. EarthCaches developed in association with National Parks, National Forests, or other public lands are encouraged. These must have verbal or written approval with the appropriate land-managing agency. The name and contact details of the person from who you received approval MUST be given.
7. All EarthCaches must be approved by GSA (to ensure appropriateness of the site and educational standard of the notes) before they can be submitted for approval via this website.
8. The Geological Society of America retains the right to edit, modify, delete or archive any EarthCache that does not adhere to these guidelines, or for any other purpose, including for the promotion of sponsors for the EarthCache program.

Apanhado de surpresa, fui de facto ler as novas regras com maior atenção e reparo que a #5 foi a que mudou desde a última versão. Agora é necessário que o visitante de uma earthcache execute uma tarefa no local. Esta pode ser simplesmente relatar de um painel alguma informação lá existente ou medir algo.
Assim, as minhas duas earthcache tiverem que sofrer uma alteração para se moldarem a estas novas regras. As tarefas que peço para executarem são simples. Continuo a achar que as minhas earthcaches estavam bem estruturadas como estavam antes e que o visitantes aprendiam com as fotos que tinham de ser inseridas nos logs. Peço a vossa compreensão para estas novas regras e não deixem de visitar os locais – valem bem a pena e os visitantes hão-de sair de lá com outra compreensão das estruturas em que tropeçamos no dia a dia e que ao fim, passam despercebidas.
Aproveito aqui também para lançar o deasafio ao Lynx pardinus, owner da earthcache do Penedo do Lexim para não a deixar morrer.

Em breve surgirão mais earthcaches. Estejam atentos que cada uma delas vos vai dar a conhecer novos factos interessantes sobre o planeta que pisamos.

I support earthcaching!


As verdades do Geocaching:

danieloliveira - 2006/05/27

A cache está sempre no último lugar onde procuras.

Vais a uma cache e não a apanhas. Quando voltas lá uma segunda, ou terceira, vez, ela está escondida no local que já tinhas verificado dezenas de vezes.

Se a cache vai desaparecer, desaparece depois de seres tu o último a encontrá-la.

Colocas uma cache que pensas que a mais maravilhosa do mundo e o primeiro log é um sacana a descascar na cache.

A cache está sempre no arbustro com os picos maiores e mais afiados.

Quando estás a 50 m da cache, as pilhas do teu GPSr ficam a zero.

O caminho para a cache é sempre mais longo, duro e cheio de plantas carnívoras e animais selvagens.

Ao contrário, o caminho de regresso ao carro é quase sempre mais curto, atravessa vales verdejantes que cheiram a alfazema e não sentes uma picadela ou arranhão o caminho todo.

Quando chegas a 10 m da cache descobres que afinal a bicha está 30 m mais abaixo ou 300m mais acima.

Quando vais para um FTF, chegas ao local e não dás com a cache.

Imaginas certo local ideal para a colocação de uma cache e quando chegas lá, tens de alugar uma retro escavadora para limpar o lixo que os outros lá deixaram.

Pensas em colocar uma cache em certo sítio paradisíaco e uma semana antes de a colocares, aparece uma no seu lugar que não é tua.

As caches, ao contrário daquilo que certas pessoas dizem, não nadam.

As caches com as melhores páginas são normalmente as que têm um container badalhoco e uma prendas de #$%&” (não atirem peixe, há excepções!).

As crianças gostam de encontrar carrinhos hotwheels dentro das caches, ou berlindes, ou qualquer brinquedo. Estão-se nas tintas para o logbook e os TB’s e as fitas de portas chaves.

As crianças gostam de encontrar prendas para troca. Os adultos também.

É impossível satisfazer tudo e todos. Se a cache é micro, é porque é micro. Se é grande é porque não está bem escondida. Se é regular é porque as coordenadas estão mal tiradas., etc., etc.

Aparece uma cache num centro urbano; Lisboa por exemplo (só exemplo), e chegas ao local, localizado num canhão de prédios ou dentro de uma selva artificial, e o erro do GPSr aumenta para 30 m, ou melhor, o sinal vai-se de todo.

A helpdesk funciona sempre. Mesmo se for de manhã cedo e o/a dono/a ainda estiver a sonhar com as aventuras nocturnas de há poucas horas, ou poucos…….. minutos.

Não vale a pena dizer para o resto da família que “vamos passear!”. Já sabem com antecedência que tens uma na manga e o GPSr já está no “Go To”.

A melhor maneira de irritar um dono de uma cache é fazer-lhe um log do tipo: “found, TNLN”.

A melhor maneira de por os outros à gargalhada é fazer um log do tipo: “Micro! Podias lá ter escondido um porta-aviões e metes uma micro?”. Já cheira a chicharros, sardinhas e jaquinzinhos voadores!

Quando vais para uma cache que já suspeitas com antecedência que vai ser uma grande &%$£€@!, normalmente a suspeita confirma-se. Raramente o contrário acontece.

Andas 400m por terrenos terríveis e chegas à cache e o logbook com que te presenteiam é uma folha A5 dobrada em 6. E depois não há com que escrever.

Os contentores de vidro têm uma tendência de cair e se partir, especialmente qundo tu estás a manejá-lo.

Nas caçadas, os episódios mais engraçados acontecem sempre aos outros.

Nos eventos, há sempre alguém que não aparece e deixa um travo amargo nas almôndegas ou na picanha.

Quando fazes uma asneira a conduzir para uma cache, a polícia vê sempre.  

Caches (ou  TB’s) com regras específicas, nunca funcionam! Há sempre um esperto que pensa que sabe melhor.

Vais a uma cache e não a encontras. Fazes o DNF e logo de seguida a cache é visitada por um cacher que ainda só encontrou 2 caches e pimba! Dá logo com ela.

As stats das caches são TODAS FALSAS! Há muitos DNF’s por fazer. Ninguém quer dar o braço a torcer quando não encontra. Escrevem notas tipo: “estive a 200 m mas não consegui lá chegar”, “havia muitos muggles e não pude procurá-la”, etc., etc.

Os que vão à mesma cache 4 vezes, só fazem UM “not found”.

As caçadas em conjunto costumam ter pães com chouriço ou arroz de ervilhas.

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Acrescentem mais à vontade!


Here are some more….

danieloliveira - 2006/04/13

Our Finnish Geocachers have done it again!

The previous placement of three brand new geocoins in our country had such a diverse and electrifying effect on the PT cachers that they have sent another three. Thank you for placing them im my trust once again.

So here are three more brand new geocoins to hunt for.
The first is Grand Experiment #32 – Portugal and below you can see a nice picture of it.

The second coin is from the "Atlantic Geocachers Association" and represents Cape Henry in Virginia. It has been called Grand Experiment #33 – Portugal and below is a picture of it.

The third coin is a "Parents of Sam" geocoin called Grand Experiment #34 – Portugal

The images DO NOT DO THE COINS JUSTICE so they are best viewed sitting in the palm of your hands.
. Remember that the coins do not want to go to any events and there is to be no cheating by sharing codes for logging.
One cacher, one coin, one find, one log.

Go get them!

ps. Since our Finnish cachers will be reading this article every now and then, so lets keep the comments in English and invite them to comment as well.


Elas andam aí… / they´re out there somewhere…

danieloliveira - 2006/04/06

Eram uma vez três moedas, mais precisamente "geocoins" que chegaram a Portugal….

Ok, that´s enough portuguese for one day. Let´s switch to English so the world at large can also read this.

The story goes like this:
Once upon a time, there were three geocoins that arrived in my post box….
In fact, the story goes back a couple of weeks when I received an e-mail from a Finnish geocacher asking me if I would be willing to place some geocoins in some portuguese caches. The portuguese cachers, being the friendliest of beings, myself included, immediately agreed and the dice were thrown to start a chain of events that is now nearing its end.
The initial contact was made by contact team Fundamental and Venlis who have AN IMPRESSIVE array of "trackables". Yeah! Eat your heart out PT cachers!

They sent three coins with very specific instructions: "To travel around the world. This is part of the Grand Experiment to set geocoins to caches around the world. Please do not keep this coin! Please place it to another cache. This coin don´t want to take part of events. Thanks!"

The coins that arrived are:
1- Grand Experiment #19 – Portugal, which is a buffalo wings 2006 geocoin.
2- Grand Experiment #20 – Portugal, which is a Scotish geocoin.
3- Grand Experiment #21 – Portugal, which has a very nice Ghecko saying "cache me – if you can- Rokop".

I am pleased to announce that the first of these geocoins has now been set free in Portugal. Coin Grand Experiment #21 – Portugal was released today and what a sticky ghecko it turned out to be!
My initial thought was to release it in the south of the country and the new cache by Geo_Drake near Serpa seemed like the optimum location. The location is perfect for the Ghecko: Lots of sunshine, high summer temperatures reaching mid 40´s ºC in summer, BEAUTIFULL LOCATION, etc. However, the cache is  too small to hold any travel bugs and geocoins are not an exception. So after almost 300 km of travel, the Ghecko had to travel somewhere else!
A "small" detour (another 200 + km) was made to Costa da Caparica and the Ghecko now resides in the Mata Nacional dos Medos cache by HDV and Pipl.
I was curious to revist this cache, because on the first occasion I found it without the coordinates after some complicated mathematics, but now I can confirm that point 1 does indeed hold a  clue on the final set of coordinates.

Getting back to the coins. I still have two in my possesion which will soon be placed in other caches. So be on the lookout for them and keep them moving through Portugal.


Revolução "x"

danieloliveira - 2006/03/10

Quando em 3 de janeiro de 2006 a Garmin anunciou que à sua gama de GPS´s iria adiconar  sensores SiRFIII e cartões de memória expansíveis do tipo transflash/microSD, fez-me parar e pensar.
Estes novos sensores são de uma sensibilidade extrema e de aquisição mais rápida o que para o geocaching significa que o sinal de GPS mantém-se mais estável debaixo de arvoredo ou nos canhões urbanos.

A leitura de um review sobre o novo GPSmap 60CSx, convenceu-me e atirei-me de cabeça. Ainda por cima o meu amigo PH, nas suas deambulações pela WWW, descobriu um preço MUITO BOM (Thanks PH) e após uma "raid" ao mealheiro, lá comprei um do novos aparelhos com tecnologia SiRFIII.
Não haja dúvida que o tempo de aquisição de satélites é SUPER RÁPIDO (para quem estava a habituado a um Vista) e o GPS apanha satélites dentro de casa (se houver uma janela por perto onde ele possa "olhar" lá para fora). Um breve teste no serviço revelou a captação de sinal a 9-10 m de distância da janela com um erro de 8-10 m.

Eu não quero propriamente conseguir tirar as coordenadas do meu gabinete ou sala de estar, mas de cereteza que irá ajudar um pouco nas caçadas.

Conlusão: recomendo vivamente o SiRF. No conjunto série 60 + SiRFIII é de ficar de boca aberta.



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